6 de vós foram engolidos pelo mar antes do Natal. Um mês depois, mantém-se um pacto de silêncio sobre o que aconteceu. Em vez de contarem o que sabem, dando às famílias dos vossos ex-colegas a única coisa que elas desejam – respostas! – fecham-se em copas. Tudo para defenderem essa palhaçada ridícula a que chamam praxe.
Ignoram que a praxe devia ser um ritual colectivo de integração dos novos alunos e não um ritual de humilhação e de violência física e psicológica. Ignoram que na vossa Universidade não há hierarquias e que são todos iguais, tenham 5 matrículas ou sejam caloiros. Ignoram que aquilo que fazem aos outros ou que deixam que vos façam é indigno de uma sociedade civilizada e de jovens que serão o futuro deste país.
O vosso silêncio representa a segunda morte de 6 colegas. O vosso silêncio vai matando o que restou daquelas 6 famílias. Traidores da memória alheia – é o que vocês são. Confraternizaram com eles, partilharam experiências, receios e expectativas. Foram seus amigos. E agora matam-nos outra vez.
Não querem saber. Simplesmente não querem saber.
Vocês são a vergonha dos universitários portugueses. Que a vossa consciência vos deixe dormir no final de cada dia. A minha não deixaria.
Estudantes da Lusófona – vocês são a vergonha dos universitários
Em Coimbra a 21 de Janeiro de 1974 (…) rua Antero de Quental
Uma cruz carrega-a quem quer, ou se sujeita. Faz 40 anos alombo a minha, uma delas, ainda sou do tempo – quando as cruzes também mediam o fígado -, porque me sujeitei e depois porque assim a mandei estar.

Pago, custou caro, teve seu tempo. Pago o preço de fiel na seita, acreditando em deuses miraculosos que eram filhosdaputa fabulosos. Como todos os deuses em todas as seitas. Como se fecha um puto de 14 anos com dois polícias, uma tarde, num vão de escada com a luz de Janeiro a passar sobre a Praça, ali mesmo abaixo, e a máquina de escrever, seu peculiar silêncio e som, a banda sonora do interrogatório, tarde fora. [Read more…]
Conjugação
Eu trabalho / Tu trabalhas/ Ele trabalha/ Nós trabalhamos / Vós trabalhais/ Eles lucram.
Lusofonia Games 2014
Yeah, yeah: Lusofonia Games.
Lamento a grafia *aspetos da notícia apontada. Aliás, ‘aspetos’ é palavra extremamente interessante — do ponto de vista da “unidade essencial da língua portuguesa”, claro.
Língua portuguesa: aquela que não é ‘primeira língua’ nos Jogos da Lusofonia. Sim, da Lusofonia.
Actualização (22/1/2014): Recomendo a consulta desta nótula, na página da ILC contra o Acordo Ortográfico.
Jojo (http://bit.ly/1jvpWMF)
Um jornal que ainda não foi inventado
Vi (ouvi) com interesse os participantes no Prós&Contras de ontem, dedicado aos «conteúdos» jornalísticos do futuro (devir próximo, sem dúvida). Mas também com tristeza, por verificar a que ponto os jornalistas profissionais da minha geração andam de facto «aos papéis», como bem disse Ana Sá Lopes. E andam aos papéis porque, creio eu, têm andado demasiadamente preocupados com o «modelo de negócio» e insuficientemente com o jornalismo propriamente dito. O que é compreensível, atendendo àquela que tem sido a realidade da generalidade dos jornalistas desde a morte anunciada da imprensa que constituiu a massificação do acesso à Internet.
De costas largas, a Internet tem desde há vários anos servido para justificar a destruição dos jornais, o despedimento de jornalistas, a reconstituição das redacções com recurso a jornalistas precários e estagiários, a redução de todos os meios, humanos uns e financeiros outros, a dispensa de revisores (tão importantes para a manutenção da qualidade dos textos) e outras etapas que paulatinamente têm vindo a ser queimadas, suprimidas no processo de produção da informação jornalística. Acrescente-se a esse panorama, já de si desolador, o «tráfico» de crónicas, por vezes a soldo zero, que cria espaço nos jornais para a defesa de interesses particulares e/ou de classes específicas da sociedade portuguesa.
Mas mais largas ainda do que as da Internet serão as costas do «novo paradigma», à boleia do qual se têm cometido todo o tipo de «erros estratégicos», [Read more…]
Queres que te faça um desenho? Então, toma
Estudo calcula que bancos europeus têm necessidades de capital de 767 mil milhões de euros
E esta, hein?
“Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade sob o capitalismo” – Jeff Sparrow
Privatiza, filho, privatiza!











Recent Comments