O rosto da pobreza em Portugal

Mulher, meia-idade, desempregada, baixa escolaridade, rendimento abaixo dos 150 euros. “Amedrontada, sempre com uma forte vontade de ajudar quem está pior que ela”.

Carta ao presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia

João Teixeira Lopes

Ex.mo Senhor Presidente da FCT

As anomalias várias registadas no último concurso de atribuição de bolsas de doutoramento e de pós-doutoramento configuram um atentado grave à transparência e mesmo ao princípio de reconhecimento do mérito em igualdade de circunstâncias.
Para além dos resultados desmentirem o que foi oficialmente transmitido aos avaliadores de ciências sociais, letras e humanidades, pela anterior responsável do departamento de avaliação da FCT, em reunião plenária no Hotel Altis (nomeadamente a de que a linha de aprovação seria, em todas as áreas, correspondente a 10% do total de candidaturas apresentadas), constatou-se uma disparidade por domínios que penaliza claramente as ciências sociais, incluindo a sociologia, em cujo painel de avaliação estava inserido.
Mais grave ainda, vários resultados foram alterados pela FCT (conforme se poderá verificar pelo contraponto entre a ata assinada por todos os membros do painel e os resultados oficiais), prejudicando gravemente inúmeros candidatos.
Entendo que a política científica tenha referenciais e orientações que se alteram com o quadro do poder. Mas não posso ser cúmplice de processos de atropelo à transparência, ainda que legitimados por um qualquer fanatismo ideológico que perpassa o discurso da FCT.

Assim, enquanto a atual direção da FCT se mantiver em funções, recuso-me a desempenhar o papel de avaliador, por aquela não me merecer as condições mínimas de confiança.

Com os melhores cumprimentos
João Teixeira Lopes
Professor Catedrático da FLUP

Direita

Recomenda-se a leitura deste longo texto de António Araújo, “A cultura de direita em Portugal“.

Tem lá pérolas assim:

«O que nos interessava, afinal, não era o conteúdo mas o estilo, e estilo foi coisa que jamais faltou ao Indy – entre um bom título e a verdade, geralmente sacrificava-se a verdade.» – João Miguel Tavares

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Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Egídio Santos

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© Egídio Santos. A exposição Rostos é composta por dois conjuntos de imagens. Expostas numa sala estarão as fotografias que fiz em 1991 no interior dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. São 30 imagens que mostram momentos diversos de um dia de trabalho dos Estaleiros. O outro grupo de imagens, mostradas num ecrã, realizadas nas manifestações de 7 e 13 de Dezembro de 2013, transmitem a tristeza e desilusão que assolou toda a comunidade de Viana do Castelo ao saber da decisão de fechar os ENVC, despedindo a totalidade dos trabalhadores. São rostos de revolta, tristeza. São centenas de famílias que se sentem abandonadas por um governo que as devia proteger. Esta exposição acaba por ser uma homenagem à alma dos Estaleiros de Viana: os seus trabalhadores.
A exposição inaugura dia 22 de Janeiro e encerra dia 19 de Fevereiro. Local: Casa do Vinho Verde, Rua da Restauração, 318, Porto.

Ferradosa

ferradosa_1974Antiga estação da Ferradosa, 1974, anos antes da barragem da Valeira.
O comboio cruza hoje o rio num outro local.(© desconhecido)