Londinium

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Putas Congeladas e Aves Frescas*

putas-congeladas_aves_exceto_coelho* “exceto o coelho” – que num é bem uma ave, é um pássaro…

Ontem, os *artefatos *piroténicos

Sim, ontemHoje, “o *fato de as mulheres abusarem”. Obrigado, Rui Miguel Duarte, pelo apontador.

Afinal, onde estava Sócrates a 23 de Julho de 1966?

Não sei, nem tenho nada a ver com isso. Aquilo que impressiona nesta notícia é a descontracção daqueles que grafam seleção em vez de selecção e Julho em vez de julho e, numa demonstração de segurança ortográfica à prova de bala, adoptam *contatando. Sim, *contatando, evidentemente — a variação sobre um tema conhecido continua e, aparentemente, veio para ficar. Claro, claro, o AO90 está a ser aplicado e, ainda por cima, “sem problemas de maior“. Sim, pois, claro.

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É oficial, enlouqueceram

A jota do CDS quer acabar com o 12º ano obrigatório.

Como destruir o Estado em 3 Passos

PRIMEIRO: pega-se num pau-mandado (ou criminoso, é à escolha) e mete-se numa empresa pública em lume brando.

SEGUNDO: aumenta-se a temperatura até ferver, permitindo, deste modo, que o pau-mandado possa torrar todo o dinheiro disponível através de medidas desastrosas previamente delineadas pela máfia.

TERCEIRO: servir o pau-mandado em público onde este irá dizer que essa empresa pública é mal gerida pelo Estado e, como tal, deverá ser privatizada.

Há aqui uma coisita que me intriga. Qual será a parte do crime que as instituições responsáveis não entendem. Mais claro do que isto só a ponte Vasco da Gama. [Read more…]

Diz que foi violada

Na primeira página do Jornal de Notícias de hoje, um título da sempre empolgante secção “Segurança” revela-nos que “uma rapariga de 14 anos diz que foi violada no Parque da Cidade”, no Porto. Pelo que se conta na notícia, a menor teve mesmo de receber tratamento hospitalar em consequência das lesões que sofreu, mas isso, para o JN, não chega para afirmar que ela foi violada e fica-se, prudente ou cinicamente, pelo “diz que foi”.

Tão cuidadoso é agora o JN com os títulos que quase nos faz esquecer que é o mesmo jornal que ainda há pouco contava que a ministra das Finanças tinha ido “mostrar o buraco” à Assembleia.

Ou isso, ou apenas revela agora a outra face do mesmo machismo.

A História não voltará a ser a mesma

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A partir de um texto de Manuel Loff (no Público), e que por acaso tem uma afirmação muito discutível sobre o fado, fica para outro dia, Vítor Cunha decide desbravar os caminhos da História. Intrépido, arrasa toda a historiografia que consensualmente define a criação dos estados modernos vulgo nações nos últimos 200 anos, como banalissimamente Loff refere.

Nada disso, com o entusiasmo de quem pega num algoritmo complexo sem saber a tabuada, e a sabedoria de quem na semana passada demoliu o cálculo de probabilidades tal como era conhecido na véspera, Vítor Cunha quer a Padeira de Aljubarrota metida ao barulho, e manda um doutorado tomar chá de malvas com a ” sua tese dos 200 anos que não explica nada excepto vergar a construção de uma nação ao tempo necessário para incluir Marx“. A teoria da conspiração no seu melhor. [Read more…]

Pentilhão Nacional

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Mais orgasmos

Estudo, já com uns meses, mas faz-se o que se p(f)ode.

Delírio e queda

É ler o delírio e depois constatar a queda. O problema da propaganda é que as pessoas vivem na realidade, não almoçam telejornais.

Pantionáveis injustiçados

  • Na religião:

    . Cardeal Cerejeira
    . Cónego Melo
    . Irmã Lúcia
    . Padre Vítor Melícias

  • Carta do Canadá: Dá que pensar

    Fernanda Leitão

    O funeral de Eusébio, que a RTP-Internacional teve a feliz iniciativa de transmitir em directo para as comunidades de portugueses emigrados, deu que pensar a vários títulos.
    Desde logo, porque mostrou, de forma clara, como os portugueses têm fome e sede de figuras públicas honestas e limpas, das que servem uma causa por amor à camisola e fidelidade ao país. Há muitos anos, quase cem, que os portugueses olham de lado, com desconfiança e ressentimento, a maioria das figuras públicas. Os povos precisam de figuras em que se revejam. Foi o caso com Eusébio: menino pobre que, com muito trabalho e sacrifício, com grande talento e bom carácter, com disciplina e bondade, foi um dos melhores futebolistas do mundo e o maior de Portugal. A emoção causada pela morte de Eusébio varreu o mundo de língua portuguesa, transbordou nas ruas de Lisboa e atingiu um pico dramático no cemitério: todos pareciam recusar enterrar o seu herói, todos o queriam por mais um tempo, mesmo debaixo de chuva torrencial. Um povo a reagir como um menino órfão e desamparado.
    Se Eusébio deve ser, ou não, sepultado no Panteão Nacional, não sei pela simples razão de nunca ter sido explicado ao povo o que significa um panteão nacional, à luz do estado português. [Read more…]