Braga TV Procura Mamífero Bípede

estagiario-gratis

que faça o lugar de estagiário curricular durante três meses (depois vem outro e outro). Grátis, portanto.
Ah, convém que possua “excelente domínio do Português (verbal e ortografia)“, faça umas entrevistas, edite vídeo, more em Braga e tenha também “responsabilidade nas suas funções”.
Se são “funções”, porque é que têm que ser desempenhadas gratuitamente? Se até os broches na lapela se pagam…

Comments

  1. Hugo says:

    E quantos cursos de Comunicação Social estão ainda abertos e financiados pelo Estado?

    • Hugo, e quantos cursos em qualquer outra área estão abertas e os seus licenciados a fugir daqui? E isso é a desculpa para que os estágios ditos curriculares comecem em Janeiro… sejam o quotidiano das empresas?

      • Hugo says:

        Os estágios curriculares deviam ser pura e simplesmente proibidos. É trabalho, é pago. Ponto.

        Em relação aos cursos, se os profissionais saídos dessas licenciaturas são tão inúteis que quase têm que pagar para trabalhar, porque carga de água é que esses cursos têm que se manter abertos, a gastar dinheiro ao contribuinte e – o que é pior – a roubar o futuro aos estudantes? Se uma fábrica produzir produtos que ninguém compra, que lhe acontecerá? Fecha e os seus operários vêm para o olho da rua. Porque razão é que nas Universidades hão-de haver uns privilegiados que mantêm salários pornográficos independentemente de aquilo que “produzem” ser útil ou não ao resto da sociedade? Esta é que é a questão.

        Quanto às licenciaturas que formam pessoas que vão trabalhar nas suas áreas lá para fora, acho muito bem que se mantenham abertas, pois são úteis, uma vez que garantem emprego. Quem as frequenta e conclui retira proveito do tempo e dinheiro que investiu e os professores dessas licenciaturas justificam plenamente o seu salário.

        • Hugo, só uma questão: há cursos “inúteis” porque o país não consegue absorver aqueles profissionais – ok.
          Mas há muitos cursos popularmente tidos por “úteis” cujos formados… não encontram cá o seu mercado de trabalho. Parece importante perguntar porque acontece isto.

          Por outras palavras: porque temos nós que fornecer mão de obra qualificada, à razão de milhares de CONTOS por cabeça, a países terceiros… quando nos fazem cá falta?

          • Hugo says:

            Isto pode ser visto de dois ângulos. O primeiro é estamos a fornecer mão-de-obra a países terceiros. Eu prefiro pensar que estamos a dar um futuro a jovens portugueses que aspiram a ter uma vida melhor.

          • Hugo, tem razão: ao formar esta gente que emigra estamos a dar-lhes um futuro. OK.

            Mas é pena que esse futuro – repleto de impostos para pagar – tenha que ser lá longe e não aqui, na terra que lhes pagou a escola toda. Não lhe parece um esbanjar de riqueza??
            Ao contrário, não seria desejável exigir aos países de acolhimento que nos pagassem para os levar??

          • Hugo says:

            Admito que sim, mas isso já não é um problema da Universidade. Uma Universidade que forma pessoas que depois vão trabalhar nas respectivas áreas, seja em Portugal, em Espanha ou na China, é uma Universidade que cumpre o seu objectivo e portanto deve ser louvada e financiada. Pelo contrário, uma Universidade que forma pessoas que depois vão desempenhar funções que uma pessoa com a quarta classe desempenharia (e com salário a condizer) é uma Universidade cuja oferta formativa não interessa a ninguém a não ser àqueles que nessa Universidade detêm tachos apetitosos.

            Mas claro que reconheço que o ideal seria os licenciados portugueses arranjarem emprego em Portugal. Agora, se não o conseguem, acho muito bem que emigrem para países que lhes dêem mais e melhores condições. Deveríamos fechar esses cursos, porque deles o país não retira proveito? Para quê? Para que essas pessoas se juntassem ao exército de desempregados que para aí anda? E por outro lado, o jovem que emigra também pode criar riqueza para Portugal, porque ele no país de acolhimento pode esquecer o país, o governo, os bancos, o vizinho que arranjou emprego na câmara porque é sobrinho do vereador, os grevistas de barriga cheia e os indignados profissionais, mas não esquece a família e decerto lhes enviará parte do seu rendimento.

  2. nightwishpt says:

    E quantos cursos de doutoramento estão abertos e financiados pelo estado? Cambada de penduras.

    • Hugo says:

      Também digo.

    • Hugo says:

      Já agora outra achega em relação a este assunto: o último concurso da FCT acaba de deixar no desemprego centenas ou mesmo milhares de pessoas com doutoramentos. Não obstante, a FCT continua a financiar doutoramentos com bolsas e em programas doutorais. Por outra palavras: para fazer Ciência, a FCT manda gente extremamente bem qualificada, com anos de experiência e vastas redes de contactos para o desemprego e fica com miúdos que acabaram a licenciatura ou o mestrado ontem… Isto é um país de burros.

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