Ensino público

Comments

  1. Nightwish says:

    Claro, basta ver o grupo GPS e os contractos de associação em Coimbra para ver que tudo isso é verdade.
    Já para nem falar de que a Hertitage Foundation é conhecida por patricionar igualdade de oportunidade para todos.

  2. A. Arroba says:

    hahaha. é tão ridículo que chega a ser enternecedor.

  3. João Coelho Portas says:

    Se fosse o aluno o centro das preocupações o que estaria em causa seria uma fórmula de apoio diferenciado que dependeria essencialmente de dois factores: o rendimento do agregado familiar per capita e os encargos anuais com a frequência escolar (não confundir apenas com o das mensalidades, algo por vezes bem diferente).

    O que significaria um escalonamento dos apoios aos alunos com base dos rendimentos, que exemplifico com valores hipotéticos e para efeitos demonstrativos… uma capitação até um salário mínimo permitiria um apoio de 80% ou 100% dos encargos anuais com a frequência da escola escolhida; uma capitação entre 1-1,5 salários mínimos um apoio de 60-70% e assim sucessivamente até que uma capitação, por exemplo de mais de 3 salários mínimos, faria com que o apoio fosse residual ou nulo. Repito que são valores meramente exemplificativos.

    Se repararmos, esta é uma conversa que não agrada e raramente assoma, em termos concretos, nos dirtos e escritos dos arautos da liberdade de escolha.

    Por outro lado, seria interessante que em vez de se contabilizar apenas o valor da mensalidade-base, se considerasse que a frequência de certas escolas implica obrigatoriamente o valor de uma pré-inscrição, da matrícula, da alimentação e mesmo de um eventual uniforme ou equipamento para actividades específicas como a Educação Física. Claro que excluiria encargos com actividades extra-curriculares daquelas que dão estatuto, mas que deve ser pagas por quem as aprecia.

    Para terminar em jeito de provocação gostaria mesmo de saber se qualquer aluno com 100% dos encargos financiados pelo Estado mas pertencente a um daqueles grupos culturais ou religiosos que alguns comentadores deste blogue abominam seria aceite sem reservas pelo Colégio da Santa Obra de Santa Ifigénia e São Pedreiro Maior.

  4. asnog says:

    A qualidade dos supermercados avalia-se pelos produtos lá vendidos, não por quem faz lá compras.
    Já no ensino, teima-se em avaliar a qualidade pelos resultados dos alunos… Ora bem, imaginemos a escola A só com alunos em situações complicadas e com dificuldades de aprendizagem e a escola B só com alunos vindos de famílias abastecidas, com explicadores extra, etc. Se na escola A todos passarem com média de 11 e na B todos passarem com média de 15, qual delas será a melhor?
    Avalia-se só as notas ou o esforço necessário para que os alunos no seu estatuto social atinjam as notas?
    Só bons alunos fazem uma escola boa? Ou maus alunos que se tornam em alunos razoáveis (e sejamos sinceros, nem toda a gente se torna num bom aluno num ensino genérico) tornam uma escola, por si só, má?

    Isto já parece a crónica no público sobre a ADSE… aumentam os descontos, aumentam a abrangência, aumentam os pagamentos a privados, e daqui a uns anos queixam-se que o SNS tem menos gente e portanto é preciso cortar… (e os portugueses ainda ficam todos contentes com a teoria do “paga malandro, que és funcionário público”)

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