Esqueçamos por momentos a relação divergente que o governo mantém entre o que anuncia e o que executa e assumamos que é verdadeira essa intenção de conseguir um défice de 1.9% sem mais impostos/cortes salariais e de pensões/taxas/outras medidas de aumento da receita.
Em vez de 4% do produto interno bruto (PIB), a equipa de Pedro Passos Coelho aponta agora para um défice à volta de 1,9% este ano, indicam números enviados pela Comissão Europeia ao Parlamento português. [dinheiro vivo]
Se o governo pretende atingir uma meta mais exigente do que o acordo com a troika exige e se tal é possível sem aumentar o fardo fiscal que está a derrear os portugueses, concluiu-se que o brutal aumento de impostos de Gaspar era desnecessário e que este governo está a empobrecer o país por opção política.
A alternativa a este ponto de vista é Passos Coelho estar novamente a mentir. Você decide qual das opções é mais credível.






Se o matos correia diz, lamuriento, que “é feio” dizer-se que o passos coelho é um crápula, um ignominioso e degenerado MENTIROSO…
…ENTÃO… EU NÃO DIGO !
O que Passos, os €uro-tecnocratas, os pseudo-jornalistas, os voodoo-economistas, os comentadores “independentes” da treta dizem não interessa.
O que interessa saber é que Portugal está mais endividado do que nunca, que não há qualquer contenção da divida, que o actual sistema já só “cresce” criando mais e mais divida.
Interessa saber que a bolha das dividas soberanas (que é na verdade um problema de divida privada) vai acabar por arrebentar…
Só porque os engenheiros-sociais neo/não-liberais dizem que não será assim não significa que é como eles dizem, alias, é a própria História que diz que eles estão a mentir.
Foram as máquinas, a começar pela máquina a vapor, que acabaram com a escravatura, e não as leis ou a igreja.
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Dá para entender porque razão Passos Coelho desiste do desenvolvimento tecnológico.
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