Eu sou desempregada e frequento redes sociais

Brioche 3
 
Exma. Senhora Jonet:
 
Eu sou desempregada. Mais concretamente, sou semi-desempregada de longa duração. Demasiada longa duração e demasiado desempregada. O semi é ocasional e poucas vezes consigo trabalhar. Das vezes que trabalho, nos últimos dois anos, frequentemente tenho que esperar mais de meio ano para receber o valor devido. Demasiado precária. Por minha culpa, claro!
Reconheço que a senhora, do alto da sua sapiência, acertou na mouche no que me diz respeito. Sou uma calaceira que só quer andar no Facebook e outras redes sociais, autênticos vícios que destroem famílias e nos impedem, a nós, míseros desempregados, de encontrar trabalho.

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Jonet: “O pior inimigo dos desempregados são as redes sociais”

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Isabel Jonet [presidente do Banco Alimentar Contra a Fome] considera ainda que “o pior inimigo dos desempregados são as redes sociais. Muitas vezes as pessoas ficam desempregadas e ficam dias e dias inteiros agarradas ao Facebook, ou agarradas a jogos, agarradas a amigos que não existem e vivem uma vida que é uma total ilusão”. Isabel Jonet recomenda que os desempregados procurem fazer trabalho voluntário que, apesar de tudo, os mantém activos e com mais possibilidade de encontrar um novo emprego. [RR]

O que se aprende com gente culta. Eu que pensava que o maior inimigo era a falta de dinheiro. Afinal, vamos a ver, e estes agarrados do Facebook despedem-se de propósito para se andarem a amigarem na net.

Antologia jonetiana:

A tanga do não havia dinheiro para os salários é treta

Uma das lendas que virou propaganda, natural num país onde o jornalismo económico rivaliza com a sarjeta do desportivo, é a de que em 2011 não havia dinheiro para pagar salários e pensões, e por isso Sócrates chamou a troika.

Pura peta: há muito que se sabe que isso não corresponde à verdade, o próprio chamador anda agora a admiti-lo.

Portugal não tinha dinheiro para “amortizar a dívida pública que vencia nessa altura e a ajuda da troika veio para pagar aos credores, excepto 13 mil milhões de euros” destinados a “recapitalizar a banca” portuguesa – já o explicou José Maria Castro Caldas.

E antes dele Emanuel dos Santos, que era  Secretário de Estado do Orçamento. Os impostos chegavam para pagar os salários em 2011:

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Luxos

Em assertiva entrevista, o presidente da Comissão Europeia determinou ser indispensável que surja uma candidatura à presidência da República apoiada por PS, PSD e CDS.

E a democracia? Ah, sim, pois, têm de compreender, isso é luxo de ricos.

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