Boa Páscoa

coelho ladrão

O Judas é imortal

Em plena época Pascal, fui parar a um reino onde se faz justiça pelas próprias mãos. Descobri que Judas, o fulano, talvez gay e seguramente traidor (um dos cartazes que não fotografei dizia que ele traiu Cristo e gostou) é um ser muito mau carácter que comete crimes hediondos: tira a sopa aos habitantes do reino, é corrupto e deixa o seu país de luto, provocando graves danos no bolso de todos, não pede factura (ficando, assim, impedido de ganhar um Audi que o magnânimo primeiro-ministro do reino tanto quer oferecer aos habitantes, para além de contribuir para a economia paralela), usa luvas brancas, certamente para executar os seus roubos sem deixar impressões digitais, e isto apenas para citar alguns dos seus crimes. A juntar a isto, parece que Judas não prima pela beleza física, pois é detentor de umas enormes orelhas de coelho e imagino-o um gordo visto que nem cabe no Portas, ai, perdão, não cabe nas portas. Juntando a tudo isto, Judas é um inculto que nem sequer é capaz de escrever poesia, imagine-se!

Piorando a situação, este energúmeno não contribui para a economia local passando férias no Inatel. Deve ser demasiado importante. Tão importante que nem precisa de emigrar, que isso de emigrar é para o povo e para os reles mortais.

Mas algo de bom este Judas teria que ter. É que enfiado num espeto, ele dá um bom amuleto. Felizmente, como comecei por dizer, foi feita justiça e este ser execrável foi queimado esta noite. Felizmente que na vida real nada disto existe.

Sacrificados

sacri

Diz quem acredita que Cristo foi dado em sacrifício ao seu pai, com a anuência deste, para nos salvar a nós, ímpios, de todo o pecado.

Se assim foi, por que motivo continuam tantos e tantos seres a ser sacrificados diariamente?  Como se explica que haja famílias destroçadas tão frequentemente? Não bastou aquela morte?

Como é que um padre que já enterrou 92 pescadores consegue continuar a acreditar em Deus e consegue continuar a exercer a sua profissão? Respeito a fé deste homem e de todas as pessoas que acreditam, mas é algo que me ultrapassa.

Desde Outubro do ano passado voltei a estar em contacto com a população de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Muitos dos meus formandos são caxineiros. Sempre que algo acontece no mar, noto-lhes as preocupações no rosto, ouço-os mais calados, sinto-os apreensivos. Por vezes, nem sei que se deu mais uma tragédia, mas, mal entro na sala de formação, percebo logo pelo ambiente que algo aconteceu. [Read more…]

Chegou a época das joaninhas

joaninha

Haja alguém que proteja a economia dos malefícios da saúde pública

Pires

“[…]poderão ser equacionados contributos adicionais do lado da receita, designadamente na indústria farmacêutica, ou de tributação sobre produtos que têm efeitos nocivos para a saúde” (Maria Luís Albuquerque – 15.04.14)

Não há taxa. É uma ficção, um fantasma que nunca foi discutido em Conselho de Ministros e cuja especulação só prejudica o funcionamento da economia” (Pires de Lima – 18.04.14)

No seio de um governo desorientando e incompetente, este tipo de contradição é cada vez mais frequente. Aconteceu recentemente com José Leite Martins, repreendido sucessivamente por vários membros do governo, aconteceu com Passos Coelho quando Portas lhe tirou o tapete da TSU ou quando se demitiu em protesto contra a nomeação de Maria Luís Albuquerque, hoje sua comparsa de tantas conferências de imprensa. [Read more…]