Dizem que os faz bem

José Manuel Fernandes, um especialista em fazer brioches, um briochista, portanto.

Que se lixem as eleições

lixem1

#somostodosboys

tacho

A propósito do polémico arremesso da banana contra o futebolista do Barcelona Dani Alves, que não só reagiu com elevação como a situação em si acabou por desencadear uma enorme onda de apoio, que inclusive já se estendeu a casos semelhantes como aquele relatado hoje por Nélson Évora na discoteca Urban Beach (onde o grupo no qual se inseria foi barrado à entrada por aparentemente ter “demasiados pretos”, apesar de terem mesas reservadas), ocorreu-me um pensamento curioso.

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A mulher gorda…

Pode participar de um estudo.

Há uns dois anos atrás e residisse eu em Coimbra, já tinha pegado no telefone…

 

Um país minguante

Está explicado o enigma de Montenegro: o país está muito melhor porque há cada vez menos pessoas.

Os 40 anos do 25 de Abril, três dias depois

Hoje soube que era avó. Bem, avó avó não é bem assim, o meu DNA ainda só se esticou uma geração mas avó de afecto ou avó porque ele teve um filho e ele é quase meu filho, ou assim uma coisa do género.

Às vezes puxam de um formulário qualquer e perguntam-me como é a minha família e eu começo a desenrolar enquanto antecipo as setas e os rasurados e os asteriscos e lá vou debitando que sou solteira, que tenho duas filhas, que as minhas filhas têm 3 irmãos, que cada irmão tem uma mãe diferente e as setas acumulam-se na folhinha e os asteriscos são em barda. Pedem-me para ir mais devagar enquanto tiram notas e riscam quadrados e viram a folha para poderem escrever o que na folha não permite ser escrito. Explico que conheço as outras mães todas, são minhas amigas, que as minhas filhas têm mais três irmãos e que se algum dia os irmãos estiveram todos juntos foi na nossa casa quando fizemos um Natal em Agosto, que o nosso lar somos nós três mais quem venha, até uma neta que não é neta mas fez das minhas filhas tias e dele pai portanto é neta sim senhores.

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pensa num desejo…

dandelion puffball

Obituário de um escritor-fantasma

Manuel da Silva Silva não precisou de perder tempo com a escolha de um pseudónimo porque nunca deixou de ser um escritor-fantasma. Passou anos aprisionado a textos sem graça – manuais, recomendações técnicas, bulas – escritos a contragosto, por necessidade, mas a sua sorte haveria de mudar quando lhe chegou a encomenda de um texto inovador, um artigo escrito de um ponto de vista inaudito, e que haveria de ser o primeiro de uma longa série. Tinha por título “Eu sou o fígado da Maria” e foi um sucesso imediato. A partir de então especializou-se em dar voz a vísceras, glândulas, válvulas, artérias, descrevendo com alucinante rigor e meticulosa fidelidade a vida oculta e esquecida de quantos órgãos constituem o corpo humano. [Read more…]