O novo Portugal imperial

pigsPortugal tomou de assalto, em 2011, vários países europeus sem que se desse por isso. Fenómeno único na história da humanidade, apenas é conhecido entre os que escutam a propaganda do governo, já que se tratou de uma ocupação silenciosa, discreta, mas oportuna.

Assim, hoje sabemos que a responsabilidade da subida das taxas de juro diligentemente operada pelos míticos mercados nos países assinalados a vermelho só pode ter uma explicação: a política económica do anterior governo, tal como acabamos de constatar que a sua descida é fruto da acção diligente do actual.

Temos assim que José Sócrates, que governava em Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, teve como sucessor Passos Coelho, o milagreiro que hoje celebra uma estrondosa vitória. Governantes de Pigs, diz-se em inglês, e há uma vara que acredita na palavra do seu porqueiro.  Aguarda-se o alargamento do nosso novo império, mal para os lados BCE se dê mais uma reviravolta política (será desta que nos vingamos dos séculos de saque britânico?).

Pior do que a imbecilidade, só a estupidez de nos acharem ainda mais imbecis que os próprios imbecis que repetem este mantra em pose de profunda descontracção.

Três mortes em Braga

braga_queda_muro_RUMQueda de muro que pertence a ninguém cai sem avisar e mata três pessoas.
Nenhuma delas sou eu.

Não há problema, abre-se já a caça ao Coelho

«Não se deve esfolar um coelho antes de o caçar», diz Passos Coelho.

caça ao coelho

O outro candidato da direita portuguesa

Seguro e Assis

Francisco Assis, o homem que catapultou o Renault Clio para o estrelato da showbiz político nacional, aproveitou a Quadra Pascal para nos relembrar, uma vez mais, que o PS de socialista só tem o nome e alguma propaganda, já muito gasta e cada vez menos convincente. Em declarações à Radio Renascença, e imbuído do espirito católico, apostólico e romano que por ali se respira, reforçado pela data simbólica e pelo seu nome abençoado, Assis pregou ao seu eleitorado natural, situado no centro mas inclinado para a direita do espectro, para o informar que está alinhado com Durão Barroso na luta pela ascensão do bloco central.

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Quando?

 Maria Helena Loureiro

tempo
Um miúdo berra de uma ponta do restaurante e o outro guincha da ponta oposta. O casal à nossa frente olha para toda a gente menos um para o outro num silêncio ampliado pelo raspar dos talheres nos pratos. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Já mamã. Fui eu que lhe disse. Há meses…” Uma excursão de espanholas de meia-idade entra de rompante e instala-se a confusão geral, com os miúdos a gritar em uníssono, as espanholas cada uma para seu lado, os empregados uns para os outros, em correria, a tentar controlar as espanholas e a mulher do casal a implicar com a empregada porque é comida a mais. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Já mamã. Há 2 minutos…” Uma das espanholas, alta, musculada e de peruca ruiva, sobe e desce as escadas à procura da casa de banho, no rés-do-chão. Outra espanhola, leque numa mão, corre atrás dela e tenta, em vão, tirá-la das escadas. Um terceiro miúdo junta-se aos outros dois que se calam por segundos, mas recomeçam a chinfrineira desta vez a três tempos. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Não mamã. Quando?”

Cavaco contra intrigas, agressividades, crispações e insultos na política

Diz o homem da presidência que inventou a intriga das escutas em Belém.

O 25 de Abril e a escola de Durão Barroso e Nuno Crato

Santana Castilho *

Tornou-se um lugar-comum dizer que a história da Educação da democracia é a história de sucessivas reformas avulsas, quase sempre descontextualizadas e elaboradas sem o concurso dos docentes. Mas a esta característica consensual veio acrescentar-se a desolação dos anos de Crato. Os constrangimentos impostos pela crise sofreram a interpretação de um fanático dos resultados quantitativos que, incapaz de ponderar os efeitos das suas políticas, está a produzir sérias disfunções no sistema de ensino, que nos reconduzem à escola de 24 de Abril, aquela que Durão Barroso evocou e celebrou há pouco, no antigo Liceu Camões. Porque ambos nos querem fazer acreditar que o sonho de modernizar o país foi um erro, que estava acima das nossas possibilidades, que devíamos ter continuado pobres e sem ambições, a eles e a todos os que olham a Educação como mercadoria, aos que ainda não tinham nascido em Abril de 74 e hoje destroem Abril com a liberdade que Abril lhes trouxe, importa recordar, serenamente, o que Abril fez: [Read more…]

A memória ainda não é assim tão curta

Depois de terem escolhido ir além da troika, optando por metas mais agressivas do que o acordado, e de terem por estratégia equilibrar as contas públicas através a redução de rendimento dos portugueses, vem o PSD/governo/CDS dizer que discorda da troika.

“Nós respeitamos sempre as
opiniões de todas as instituições. É
sabido que eu tenho há muito
tempo uma divergência latente com
muitas das posições do FMI.
Discordo frontalmente dessa
opinião do FMI sobre o salário
mínimo”, declarou Marco António
Costa à Lusa.

O chefe de missão do FMI Subir Lall
afirmou na segunda-feira ser
“prematuro especular sobre o
aumento do salário mínimo”. Uma
declaração que mereceu resposta
por parte do vice-primeiro-
ministro, Paulo Portas, ao reiterar
a disponibilidade do Governo para
discutir o aumento do salário
mínimo no momento em que o
programa de assistência financeira
está a terminar. [P]

Acredita quem quer que isto não é conversa eleitoral por parte do partido liderado por aquele que declarou estar-se nas tintas para as eleições.

Sempre

alfredo cunha 25 abril
25 de Abril de 1974, Fotografia de Alfredo Cunha.