Desinteresse perante o rumo político do país?

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Em vez de partidos políticos na vida política, transfira-se para os clubes de futebol esta actividade. De qualquer das formas, a Assembleia da República já tem bancadas como nos estádios e a maioria dos deputados não se afasta do seu papel de claque partidária. “Muito bem! Apoiado” será o hino da nova Assembleia, com a vantagem de já ser perfeitamente conhecido por parte dos deputados.

Agora imaginem as vantagens. Às segundas-feiras teremos intensos debates sobre cada palavra jogada nos discursos do anterior fim-de-semana, estes, por sua vez, transmitidos em directo pelas televisões e com relatos flamejantes na Antena 1 e na TSF. “E meteu uma interjeição, baralha-o com uma catacrese, e avança, avança, mete uma metáfora, remata o discurso com um oxímoro e é golo. Goooooooollllooooooo.” Não haverá medida que não seja sujeita a apertado escrutino  e todos as sextas, sábados e domingos teremos parlamento cheio.

O novo parlamento-estádio é a solução para trazer as pessoas para a política. E com o bónus de já estarem construídos os parlamentos regionais graças aos, até agora inúteis, estádios do Euro 2004. É só vantagens.

Comments

  1. Os honestos, capazes e determinados neste país não querem nada com a política. É a triste realidade.

    • Maquiavel says:

      E as consequências estäo à vista!

    • honestidade no futebol ?
      onde ???????
      no branqueamento de capitais ?
      no desviar de fundos públicos de modalidades que apenas existem para captar subsídios, para o futebol ?
      Na dívida colossal à segurança social por parte dos clubes, sempre apagada no “bom momento” por qualquer governo à cata de “boa imagem” ?
      No custo exorbitante de estádios pagos por todos e sobre tudo por quem não é do clube ou não liga para futebol ?
      No putedo para comprar árbitros ?
      Nos investimentos escuros de magnates de clubes em casas de alterne ?

      Ora, não há pachorra, chiça !

  2. Escatota Biribó says:

    Um clube de futebol ganha uma competição interna, os seus adeptos saem à rua para festejar e todos os canais de tv locais interrompem a sua emissão para transmitir os festejos.

    Um “desfile” e comemoração do dia da “liberdade”, e todos os canais locais de tv fazem uma cobertura mínima, mesmo que nas semanas antecedentes, todos esses mesmos canais tivessem exaustivamente abordado o tema.

    Soltam-se as galinhas de um aviário, e é uma grande festa, todas comemoram por não estar mais apertadas, e ter que por ovos a um ritmo que requer grande esforço, num ambiente artificial, que não permite ver para além das galinhas mais próximas do seu corredor. Passados os festejos iniciais, a euforia de descobrir outras galinhas, de olhar para o céu e de sentir o poder de poder escolher, as galinhas começam a desorientar-se, pois chegou a hora da primeira refeição do dia, e na verdade nenhuma parece saber como sobreviver cá fora….

    Perguntar a uma galinha de aviário recém ‘libertada’, sem memória que ultrapasse a ultima refeição, com uma visão que só chega à próxima refeição, que rumo ela pretende seguir…

    – não sei se a ausência de resposta será desinteresse ou incapacidade.

    Mas que esse desinteresse ou incapacidade me preocupa, preocupa muito sem duvida.

  3. João Costa says:

    De futebol na TSF e Antena 1 só se fala ás Segundas, na Renascença falasse todos os dias em Bola Branca. De politica, falasse todos os dias, em todos os canais, os comentadores abundam nas televisões, cada um com o seu prognóstico, na rádio temos o Forum TSF, Antena Aberta, Pares da Republica, Contraditório etc etc etc…deixem o povo esquecer as amarguras do dia! Agora se falar-mos em festejar um campeonato ou festejar o Dia da Liberdade, ai estou na linha da frente a apoiar os que criticam as aglomerações de povo que se junta em menos de nada para apoiar um clube que venceu uma qualquer competição.

    • j. manuel cordeiro says:

      Percebo o que quer dizer: também é preciso descomprimir. Nada contra. Mas o ponto é outro, nomeadamente a participação em actividades políticas que determinam o nosso dia-a-dia.

      «De futebol na TSF e Antena 1 só se fala ás Segundas»
      Esta afirmação é imprecisa. Há que contar com os relatos em directos aos domingos (toda a tarde e noite), todos os jogos de competições internacionais e das maiores equipas nacionais. A este panorama acrescentam-se os diversos programas televisivos nos quatro canais, incluindo a larga emissão da RTP2 desporto, os jornais desportivos diários.

      Futebol tem largo, mesmo muito largo, tempo de antena para algo que não interfere na nossa vida – contrariamente à política.

  4. concordo perfeitamente

  5. João Costa – falasse é fala-se pois prender falar no presente e nãono futuro do condicional
    vai mal o AO e até outras coisas
    A minha pátria é a língua portuguesa – mas é natural pois que as jornalistas das TV já não sabem falar trocando a sílaba tónica pela átona e vice versa e se querem dizer uma palavrinha de outrs língua articulam aportuguesando
    é a decadência em todos os campos
    Os únicos parvos que aderiram ao AO acabaram por não ter nem português nem brasilês – mas têm o sr lula que há 2 dias veio a lisboa compassiva e brilhante e luloso (derivado de lula) dizer que tem pena de portugaL e vem ajudar investindo – já não lhe chaga a AN nem a TAP nem o próprio pais onde nasceu e que só tem de brasileiro o linguajar, Brasilia (bem bonita por acaso) e o samba e os meninos criminosos do RIO e as meninas que trouxe aqui – só 40 mil para as casas de alterne e a poluição do carnaval de cú eo léu poluir o carnaval português e etc – ando muito xenófoba com estes senhores caritativos & outros parrrrrecidos

  6. Mas o pior que podem fazer os descontentes com este governo é não votarem e não arriscarem votar em branco pois que nunca se sabe que USO farão desses brancos ou mesmo nulos – e tanto PD como P são tão iguais que faz mal pensar neles – demos oportunidade aos “outros”
    O PS já faliu e o PSD acabou com a falência do país iniciada em 1986 – já nem resta agricultura que foi dada à europa com a PAC – que virá comer as “pescas” se calhar de submarino

  7. pretor says:

    Em Portugal no dias das eleições, 80% das pessoas adultas encaixam-se nestes dois grupos:

    Grupo 1: Vestem a melhor roupa de domingo e vão votar no seu CLUBE;

    Grupo 2: Ficam nas esplanada ou na praia, mandando bitaites do género”…são todos iguais, não vale a pena ir votar…”

    Conclusão: Somos temos o que merecemos.

  8. pretor says:

    adenda: onde se lê “Somos” deve ler-se “Só”

  9. E não são todos iguais, é só demagogia!
    Vejamos;
    O José promete restaurar tribunais, finanças e retirar os sem abrigo da rua! Ele por acaso já lhes perguntou se ele querem sair?
    O Pedro já anda a prometer coisas para 2016, agora já fala do salário mínimo que até à uns tempos atrás dizia ao José que não podia ser.
    O Paulo, o Paulo meus amigos, o Paulo anda a ver para que lado corre a maré!
    Posso contar com os outros?
    Isto nos “lideres” dos partidos (nota coloquei líder entre aspas pois eles aparentam ser eleitos dentro do partido para isso, mas na minha opinião são nomeados, são os mais bem mandados para os grandes interessados)
    Depois dizemos que são democraticamente eleitos, são sim senhora, mas não foi o povo que os elegeu para “líder” do partido, portanto, quando vou votar tenho que escolher entre aqueles que já foram escolhidos, por quem? por quem tem interesse em os ter lá, e algum há-de servir.
    Depois temos as campanhas, ai as campanhas, orçamentadas pelo orçamento de estado, que sai dos impostos do povo, porque é que não andam de porta em porta, como nas festas populares a pedir ao povo para lhes financiarem as campanhas, dessa forma já viam o ouviam o povo, à pois o povo, que se lixe, eles financiam as campanhas sem saberem, são enganados e no final das eleições ainda andam pendurados em postes, pontes a retirar os cartazes da (não)campanha eleitoral.
    Concordo com a Srª Maria Celeste Ramos, que não aparece pois não sabem o uso que são aos votos em branco, melhor é impossível de dizer. E os que vão e anulam os boletins, que diferença há entre esses e os que não apareceram, eu só vejo uma, foram para não contarem na abstenção, mas tiveram tanto efeito na eleição como os que não foram, 0 (zero), como dizia o outro na RTP “Tu queres é aparecer!”
    Para terminar, enquanto o sistema democrático não der uma volta de 180º, e as jotas acabarem (espera sentado), e o povo eleger os líder do partido, isto não dá a volta, pelo menos já sabemos que vai ser o Hugo ou o João um dos próximos primeiro ministro, e como diz o slogan da JSD “Vem fazer Política com e na JSD! Vamos juntos mudar a Política e, sobretudo, mudar Portugal!” primeiro o partido e só depois o país!

    Tenho dito

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