Esquerda ou Direita?

Onde se fala de Socialismo, Nazismo, Fascismo. Excelente artigo que recomendo a algumas pessoas que escrevem ou comentam por aqui. A ver se aprendem ao menos a evitar colar rótulos a terceiros, apenas porque sim…

Comments

  1. Gottlieb says:

    Como diria o outro: De narrativas e água benta, cada um toma a que quer.


  2. “o livre mercado é direita ou esquerda? (Resposta: nenhum dos dois)” – está certo: é de Marte.
    Mas saúdo boa parte do artigo, é um progresso descobrir que o nazismo não é socialismo, mas sim puro capitalismo. Tal como a único regime que levou o liberalismo até às últimas consequências: o Chile de Pinochet.


    • Se rotularmos tudo como esquerda ou direita, acabaremos por ter uma linha a separá-las. Uma ténue linha e jamais um abismo. A diferença entre ambos os lados será ínfima. Quanto ao Chile de Pinochet, convém relembrar que não existe liberalismo sem liberdade…

  3. Ferdinand says:

    “Prefiro uma ditadura liberal a um governo democrático com falta de liberalismo”

    Friedrich Hayek

    Este “liberal” crente nos “mercados livres” como Ayn Rand, entre outros “humanistas” todos eles muito “liberais” que o António de Almeida admira disse também que o regime Salvador Allende, democraticamente eleito, era uma ditadura e que ia ser substituído por um governo “liberal”, o governo de Pinochet…

    🙄

    Liberais, neo-liberais e anarco-capitalistas, eles gostam muito do mercado liberalizado, já dos escravos, e escravos assalariados não gostam muito da sua liberalização, porque será?…


    • Misturar Ayn Rand com F. Hayek é toda uma teoria que tentarei absorver. Por muita influência que tenha absorvido de Hayek, não existem em minha opinião ditaduras liberais. Logo não posso preferir o que nem reconheço existir. Quanto ao Chile, não posso concordar com o governo de Salvador Allende nem com Augusto Pinochet. Mas preferia ver o primeiro derrotado nas urnas a um golpe de Estado. Nestas matérias não cedo, uma ditadura é sempre ilegítima… E sim, creio nos mercados. O que não acredito mesmo nada é nos políticos…

      • Fernanda says:

        “Quanto ao Chile, não posso concordar com o governo de Salvador Allende nem com Augusto Pinochet.”

        Eloquente equidistância.

        “Mas preferia ver o primeiro derrotado nas urnas a um golpe de Estado.”

        Assim do género, “preferia” tremoços a amendoins?

        Vai desculpar-me, mas saiu-me…..


        • A Fernanda conseguiu ler o que não escrevi. Equidistância? Onde? A ter existido derrota eleitoral não haveria golpe. Parece-me uma daquelas verdades de La Palisse…
          Mas não vivi apaixonadamente o caso do Chile, que para mim é apenas um facto histórico. Até o 25 de Abril não passa disso. Porque era uma criança na altura sem consciência ou opinião política. Que formei mais tarde, por isso discuto esses acontecimentos em tese, sem a paixão de quem os viveu. E olhe que gosto de ler e ouvir relatos na 1ª pessoa de quem os testemunhou. Concorde ou discorde com a narrativa, mas procurando sempre ouvir as diferentes perspectivas.

          • Fernanda says:

            Não é preciso ter-se vivido “apaixonadamente” o caso do Chile

            Compreender o que se passou – e que se encontra documentado, apesar da História recente – é um requisito de humanismo, inteligência, conhecimento e honestidade.

            “A ter existido derrota eleitoral não haveria golpe”

            Não vou comentar esta frase nem a referência às verdades de La Palisse neste contexto.

          • Fernanda says:

            Uma verdadeira verdade foi proferida por uma portuguesa que mete o La Palisse em sentido.

            “Estar vivo é o contrário de estar morto”

      • Fernanda says:

        A propósito de uma planeada e “democrática” “derrota ” nas urnas e de uma fuga para a frente e a todo o vapor- golpe militar propriamente dito, mais rápido e, quiçá, mais “pedagógico”


        • Não concordo com golpes de Estado. Excepto quando servem para terminar com um ditadura, o que não era o caso. Mas uma coisa é discordar do golpe de Pinochet, outra bem diferente é concordar com Allende. Existiram outras opções no Chile.

      • Ferdinand says:

        O António acredita que o capital livre regula todos os aspecto da vida humana, regula até os direitos humanos, direitos que alguns “liberais” afirmam que não existem, só existe os direitos do “mercado”.

        O António ou acredita mesmo naquilo que diz ou então não acredita, e sabe o que defende é a ditadura daqueles que concentram o capital e finge que não sabe, pensando que desta forma tem uma vantagem moral sobre aqueles que criticam a concepção de mercado livre do António…


        • Não acredito apenas na liberdade do capital. Acredito principalmente na liberdade do indivíduo. E que os direitos individuais se sobrepõem aos direitos colectivos. Ninguém deve ser sacrificado em prol da sociedade. Se o quiser fazer, que o faça livremente…


  4. Portanto, na opinião do autor, a direita e a esquerda apenas se definem em matéria económica?…


    • Não é isso que está implícito. O artigo apenas diz que Nazismo e Fascismo não são de esquerda ou direita… E quando vamos a outros aspectos da sociedade, incluindo a organização política, vemos muito boa gente de Direita com posições de esquerda ou vice-versa. Quer um exemplo? A defesa da monarquia em Espanha é de Esquerda ou Direita? Eu não acredito na Monarquia e muito boa gente de Esquerda gosta de ter um Rei…


  5. perante uma sociedade com 15% de desempregados, e provavelmente nunca mais vai haver emprego para todos discutir direita/esquerda é brincar ao sexo dos anjos. S´depois do 25 abril já recebemos da UE 240 MIL milhoes de euros e estamos endividados até 2040 e tem paciencia e lata apos governos dum lado e do outro a enterrrar o país ,discutirem direita/esquerda

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