Alpoim Calvão

Faleceu um terrorista. Nunca foi julgado.

Comments

  1. joao lopes says:

    para mim era um terrorista,para a dona helena matos ,um heroi.felizmente que a democracia permite que a extrema direita se manifeste em toda a sua estupidez.p.s.:foi o “observador” que reabilitou a figura do mario machado.palavras para quê?


  2. Começou por ser um herói português, ao resgatar vários militares que se encontravam prisioneiros na Guiné-Conacri. E mais tarde, em 1975 tenho que concordar que passou de herói a vilão, ao fazer parte de uma organização criminosa. Faz lembrar outro personagem seu contemporâneo, que de herói no 25 de Abril também se tornaria vilão ao serviço de outra organização criminosa, uma meia dúzia de anos depois. Um crime é sempre um crime, não importa a motivação. Temos que ser coerentes…


    • Otelo foi julgado. Alpoim Calvão, terrorista confesso, nunca foi julgado. E acrescente-se que como militar nos tempos que correm iria parar ao Tribunal de Haia num instante.
      Dois pesos, duas medidas, no Portugal de Novembro.

    • coelhopereira says:

      Otelo foi julgado, mas eu acrescento mais: Otelo fez a Guerra Colonial do lado errado da História apercebendo-se que estava do lado errado e agindo, posteriormente, em conformidade. Alpoim Galvão sempre foi um homem orgulhoso do seu passado de “condottiere” do Fascismo Colonial. Esse heroísmo do senhor na “Operação Mar Verde” deve ser matizado com o contexto em que ela decorreu: a invasão de um país soberano pelas forças militares de um país pária cujo objectivo último era o de liquidar fisicamente o líder do PAIGC, Amílcar Cabral. Chamemos as coisas pelos seus devidos nomes: Alpoim Calvão comandou no terreno um acto de terrorismo de Estado. Terrorismo perpretado por um homem de mão de um Estado fascista e, contra ventos e marés, ardentemente colonialista. Há ainda a acrescentar que Alpoim Calvão jamais se arrependeu desse seu passado e que o único remorso que o assaltou foi o de não ter conseguido que o fascismo e o colonialismo português perdurassem.
      Que dizer de um homem que esteve na mesma trincheira que o inspector da PIDE, Óscar Cardoso? Que a terra lhe seja pesada.

  3. adelinoferreira45 says:

    Um terrorista/criminoso/nazi/fascista (tudo adjectivos)


  4. Estamos de acordo num ponto João José, Alpoim Galvão também deveria ter sido julgado. Sem o ter sido, não sabemos o que poderia ter acontecido, nem a prova que seria produzida em Tribunal. Mas fazendo o exercício não muito difícil de imaginar que poderia ter sido condenado, mereceria a amnistia que beneficiou o outro terrorista, à luz da reconciliação nacional. Tenho dúvidas que fosse esse o melhor caminho, mas enfim. Quanto à operação “mar verde”, tenho dúvidas que Haia fosse para ele. Para os responsáveis do regime sim. E pela forma como trataram os rebeldes invasores, com enforcamentos e decapitações sumárias, pese o facto de terem sido invadidos, os responsáveis da Guiné-Conacri também poderiam ter feito companhia aos portugueses em Haia. Venha o diabo e escolha, uma bala é sempre uma bala e muitas vidas foram desnecessariamente perdidas…

    • coelhopereira says:

      Uma pergunta eu faço: os fuzileiros do Sr. Alpoim Calvão foram amavelmente convidados por Sekou Touré para irem lanchar a Conacri e aí compareceram com ramos de flores e garrafinhas de porto para, gentil e muito fraternalmente, ofertarem aos indígenas? É que quem semeia ventos, colhe tempestades, e é por demais sabido que ninguém gosta de ver gente alheia a semear metralha e estilhaços de granada no meio do seu povo, sendo que a resposta, alimentada pela raiva, nunca é bonita de se ver.

  5. Daniel santos says:

    Tantos Sr sapientes …. Se soubessem de metade da missa estavam todos calados ! É simples condenar actos fora do contexto e 40 anos depois. É fácil esquecer que bem ou mal estávamos em guerra. Mas como todos os que lutaram desde que Portugal é nação nunca foram acolhidos em vida, só séculos mais tarde. Garanto que a história se encarregará de fazer jus ao comandante alpuim .


    • Fica muito bem na página do mercenário Geraldes Sem Pavor. Quanto a actos fora de contexto 40 anos depois, é preciso ter lata. Ou falta de vergonha.

    • coelhopereira says:

      Eu digo-lhe que actos são condenáveis hoje como há quarenta anos atrás: um soldado chega à “Metrópole”, finda a sua comissão, e mostra à sua horrorizada família um frasco onde bóiam, em formol, os seus preciosos troféus de guerra – diversas orellhas humanas; um oficial, na altura recentemente saído da Academia Militar, fazia dos seus humores a balança de Deus – ao cercar um aldeamento, caso estivesse bem-disposto, mandava vir os helicópteros e evacuava os aldeões, caso tivesse acordado em dia não, mandava matar toda a gente; um comando que, ao chegar de mais um “raid”, tirava dos bolsos dedos decepados de gente martirizada. Chega-lhe ou quer mais exemplos? Posso dar-lhe muitos mais… e todos eles entram naquilo que eram, há quarenta anos como continuam sendo agora, considerados crimes de guerra pela Convenção de Genebra.
      A História não vai guardar memória alguma de relevo de Alpoim Calvão, pois ele não passou de um peão de guerra cuja mais apreciada prenda era a de matar eficientemente. A História guarda o nome de Homens de outra estirpe. Ela guarda o nome daquele que o seu querido Comandante Alpoim Calvão não conseguiu, na sua verde-marítima aventura, assassinar: o nome do GRANDE Amílcar Cabral.

  6. Candido says:

    Julgado em Portugal para que? Ele ja’ foi condenado!


  7. Falar do regime fascista é dar-lhes confiança a mais.Porque estão aí outra vez mas desta Encapotados.Ou será que ainda não perceberam? Vão analisando com muita frieza, porque eles têm uma grande formação politica de 40anos de repressão total.

  8. niko says:

    quantos furrieis não tinham orelhas de nativos penduradas nos cintos ?

  9. Moniz says:

    Grandes Homens nao morrem. Viva Alpoim Calvao!


    • Teve sorte. Se o tivéssemos apanhado no 28 de setembro e resistisse, a ver se não morria. E tu vai ter com ele, fascistas não fazem cá falta.

    • coelhopereira says:

      Morrem… mas vão para o Céu. Por estas horas, lá deve estar o bravo Comandante de Fuzileiros, com alvas asinhas a despontar dos costados do seu impecável camuflado e dourado halo sobre a sua negra boina luzidia, a converter, com o evangélico argumento do hálito fervente da sua G3, os pretinhos da Guiné a abraçarem a grande Fé num Império do Minho a Timor.
      Agora a sério: haja alguém que tenha a bondade de ir às Faculdades de Medicina deste país e peça aos responsáveis pela coisa que tenham a fineza de vistoriarem aqueles frasquitos com formol…

  10. Carlos says:

    Alguem sabe o que é guerra?
    Parece-me que alguns dos intervenientes, ficam próximos da superfície da cobardia. Na guerra pratica-se de tudo, por isso é que se chama guerra, provavelmente se tivessem passado pela 2ª guerra tinham sido fuzilados, foi assim que os ingleses e outros o fizeram para malta desta estepe. Bem ou mal este grande homem estava ao serviço de Portugal, todos os países defendem os seus homens, com excepção daqueles que por cobardia defendem os interesses dos outros. A guerra colonial foi uma guerra geopolítica, porque todos os outros continuam a ter colonias, mudaram foi o nome. Era impensável não dar independências as colonias mas nunca abandona-las. Os responsáveis pelo abandono e consequentemente pela guerra civil deveriam ser fuzilados tanto do lado Português como do outro lado, teria-se poupado muitos milhares de mortos. Os que nada fazem nem sabem fazer criticam sempre o seu povo!

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