Iluminação de Natal em Campolide

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Na memória de muitos de nós, 2014 ficará marcado como um ano de escassez. Dos que têm sorte, claro, pois outros há que têm a miséria deste ano marcada na carne. Ou nos olhos que se fizeram sombrios à custa de tanta pobreza. O País está mais pobre. Os jovens não têm emprego, os trabalhadores viram os seus direitos subtraídos e os idosos estão cada vez mais desamparados. Continuar a ler “Iluminação de Natal em Campolide”

2014 e a degenerescência do ensino público

Santana Castilho*

É obra a que este Governo, marcado pela arrogância e contumaz na mentira, produziu em três anos e meio de desgoverno: um empobrecimento e uma emigração sem paralelo recente, finanças e economia centradas na transferência de capital para o estrangeiro e, sobretudo, um sistema de ensino público em desagregação, dilacerado pelo retrocesso inimaginável, fria e calculadamente promovido, medida após medida.

O lapso da funcionária da Escola Secundária Alberto Sampaio, de Braga, quando em dia de Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, vulgo PACC, tratou professores vexados por “meninos” e lhes ordenou que fizessem “fila indiana sem stress”, tem o valor simbólico de um triple play: a natureza ideológica de uma política, o claudicar de uma classe profissional e a baixeza de um ministro.

Em três anos e meio desta legislatura foram retirados ao financiamento do ensino público 3.294 milhões de euros e despedidos colectivamente 30.464 professores. O ano de 2014 destaca-se do conjunto por ter exacerbado os dois ódios de estimação de Nuno Crato: a escola pública e a Ciência, onde, de uma penada e com uma avaliação trapaceira, foi liquidado o trabalho criterioso de Mariano Gago. Alguns episódios, de entre tantos, merecem destaque no balanço do ano, por reveladores de um modo de estar e fazer política. Continuar a ler “2014 e a degenerescência do ensino público”