Este país não é para jovens

Desemprego jovem

Foto@Público

Segundo o Eurostat, assistiu-se em Março a um recuo dos números do desemprego jovem na ordem dos 0,2% para os 20,9% no conjunto dos estados membros da União Europeia, enquanto que na zona euro a taxa se situou nos 22,7%. Naturalmente, a Alemanha é o país com menos desemprego jovem (7,2%) enquanto que a Grécia e a Espanha ocupam o topo da lista com taxas a rondar os 50%.

Cá pelo Rectângulo, apesar das mais variadas manipulações, o cenário continua pouco animador. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que deu em Fevereiro conta da descida da taxa de desemprego entre os jovens dos seus membros para níveis de 2008 (14,3%), Portugal encontrava-se em contra-ciclo situando-se nos 35%, mais do que o dobro da média entre os seus parceiros da OCDE. O Eurostat subscreve estes dados e acrescenta tratar-se do quinto mês consecutivo em que se verificaram aumentos nos números do desemprego jovem.

O governo bem se esforça por iludir os portugueses, recorrendo a números fraudulentos e programas eleitoralistas como o VEM e o REACTIVAR, mas a realidade é que há cada vez menos futuro neste país. A novilíngua governamental continua a falar de “mais emprego, melhor emprego e menos desemprego“, o que traduzido dá qualquer coisa como “mais emigração, piores condições laborais e mais estágios do governo”, mas a verdade é que o governo que quer menos Estado na economia não consegue inverter a tendência sem estágios profissionais e outras “PPP’s” com empresas privadas que continuam a ser financiadas para contratar desempregados. O programa REACTIVAR, por exemplo, garante às PME que contratem desempregados inscritos nos centros de emprego o pagamento de 80% dos seus salários. Mas apenas durante 6 meses. Mais ou menos até às eleições. Depois safe-se quem puder que este país não é para jovens. A menos que sejam jotas.

 

Comments

  1. Rui Silva says:

    É no que dá nas míticas medidas ativas do governo para criar “emprego”. Porque é que desta vez havia de ser diferente. Os governos não sabem criar emprego. Sabem sim manipular números á custa do dinheiro do contribuinte.
    cumps

    Rui Silva

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