A cintura da austeridade

cintura da auteridade

A cintura da austeridade parece-me uma boa designação para os países aos quais foi imposta a austeridade. Nela habitam 73 milhões de pessoas, mais do que na França e quase tanto como na Alemanha.

Tomadas de posição concertadas entre estes quatro países teriam uma capacidade de influência sem par.

Mas os vassalos preferiram a tónica “não somos a Grécia”, indo lamber as migalhas separatistas a que os queixinhas têm direito.

Falta de visão é isto.

Comments

  1. Rui Silva says:

    Se estivéssemos em 2012 esta cintura ainda incluía a França, mas entretanto parece que com a entrada de Manuel Valls iniciou-se o processo de cura com o Pacote Macron, muito pouco falado por cá.

    cumps

    Rui SIlva

    • joão lopes says:

      privatizaram o oceanario para a familia pingo doce.presumo que o parquer eduardo vii vai ser vendido para a familia azevedo.contente,amigo rui taradinho das privatizações?(viva a musica pimba das tv privadas)

    • j. manuel cordeiro says:

      O Rui conhece muito bem a situação de França, estou a ver. Ao ponto de opinar sobre o que lá foi feito. Mas do que me recordo, a França conseguiu negociar flexibilização das metas do défice. Se calhar foi causa do eixo franco-alemão e dos 147 milhões de cidadãos envolvidos.

      • Rui Silva says:

        Irlanda, Portugal e Grécia apesar de não terem a mesma capacidade negocial ( estavam á beira da falência, como as vezes, com o tempo, nos esquecemos) , também conseguiram a flexibilização das metas prazos de pagamento e juros. A Grécia até conseguiu um perdão de 50% da divida.

        cumps

        Rui SIlva

        • j. manuel cordeiro says:

          A Irlanda nunca esteve à beira da falência. O sistema bancário da Irlanda, sim, o que não é a mesma coisa – vamos lá falar do capitalismo que gasta o seu dinheiro (http://aventar.eu/2015/06/23/ruralidades-dos-mitos-urbanos).

          E que eu saiba, um país (Portugal) com um défice de 5.8% e uma dívida de 130% do PIB continua à beira da falência. É bom não o esquecer. Basta as taxas de juro voltarem a disparar e veremos que, afinal, estamos piores do que em 2011.

          Em todo o caso, a sua argumentação é lateral e apenas serve para desviar do tema do post: se estes países cooperassem, em vez de andarem com tretas “não somos a Grécia”, como insistentemente afirmam os vassalos que nos governam, todos teriam maior margem negocial.

          • Rui Silva says:

            Tem razão em relação á Irlanda. O problema não foi de desequilibro de contas públicas como em Portugal.

            cumps

            RS

  2. Pedro Diniz de Sousa says:

    Nunca percebi o facto de essa cintura acabar na Grécia e não virar para cima. Julgam que não há austeridade – e bem pior – na Roménia, Bulgária, Hungria, Polónia e por aí acima até aos Países Bálticos? A Europa de Leste nem merece ser mencionada, é isso?

    • j. manuel cordeiro says:

      Ao fazer o boneco lembrei-de desse ponto de vista. Mas não estou a par do que lá se passa (apesar de me chegarem notícias de austeridade por lá). De qualquer das formas, para ilustrar o ponto de vista, estes quatro países já chegam bem. Vindo mais um ou outro, apenas reforça o argumento. Se bem bem que quanto maior for o grupo mais difícil será coordenar posições.

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  1. […] associar ao lado errado? Você está está a colar-se a um grupo onde nada manda. Alternativamente, poderia ter voz. E não se esqueça, 18 menos 1 dá 17. O sr. Aníbal que lhe […]

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