
E percebe de economia.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

E percebe de economia.
Na semana passada, o Fernando Moreira de Sá falou-nos sobre a mais recente sondagem da Católica que coloca a coligação PSD/CDS-PP à frente do PS. E apesar deste estranho alinhamento com a propaganda assente na manipulação de dados que tem caracterizado a narrativa da coligação:
O país está melhor? Está. O desemprego baixou, a economia parece estar a melhorar, o consumo das famílias a crescer (é um bom indicador de confiança económica), o sector imobiliário a mexer, o sector automóvel a vender, a banca novamente a emprestar, o Portugal 2020 a dar esperança.
penso que estamos de acordo no essencial: o problema do PS de Costa chama-se José Sócrates. Tal como daqui por outros quatro anos o problema do PSD se poderá chamar Marco António Costa caso o resultado final deste filme seja o expectável e os socialistas saibam, tal como os sociais-democratas convertidos em pseudo-neoliberais e os irrevogáveis centristas tão bem estão a saber fazer, instrumentalizar o caso. Aliás, o PSD parece mesmo querer entrar nesta arena à força com a reabilitação política em curso de Miguel Relvas.
Retirez-moi cette poussière sidérale
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—BB
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Como escreveu ontem Paul Krugman, “OK, this is real“. Não, não é formidable. Sim, é comme d’habitude.
porque raio estão hoje as bolsas e os bancos europeus a espalhar-se ao comprido? Perguntemos ao senhor Aníbal, ele deve saber a resposta.
No final de 2011, Paulo Portas apresentava no hemiciclo o orçamento do seu ministério – o golpe irrevogável ainda não tinha acontecido e Portas era “apenas” o Ministro dos Negócios Estrangeiros – e anunciava aos parlamentares que, para conter a despesa e a “situação de emergência” em que o país vivia (que apesar da propaganda continua a viver), seria necessário fechar algumas representações. Uma dessas representações era a embaixada de Portugal na UNESCO (Paris), cujas responsabilidades passariam a ser assumidas pelo embaixador português em Paris. Uma medida coerente, que permitia assim uma poupança sem que o qualidade do serviço fosse, entendia o governo, afectada.
O governo está a chegar ao fim – há quem assegure que, o dito cujo, morreu de morte morrida, mas atendendo as últimas sondagens, começo a pensar que as notícias da sua morte, são manifestamente exageradas. No embrulho dos mortos por falecer está Nuno Crato, um Ministro que não deixa saudades pelo mal que fez à escola e os seus Passos trocados estão muito para além do simples poupar.
No plano ideológico, Nuno Crato tem um conceito muito redutor da Escola Pública- esta, deve estar ao serviço das classes populares para as formatar ao desempenho silencioso na fábrica mais próxima. Essas coisas da Democracia, da Liberdade, da Igualdade de Oportunidades destinam-se apenas a alguns e esses, assegura Nuno Crato, terão financiamento para se servirem da Escola Privada. [Read more…]
Ainda não abriu a boca para falar do uso do estado a favor de dois partidos mas veio botar faladura sobre a Grécia, na linha do estamos muito bem e temos cofres cheios.
Cavaco acredita que zona euro se mantém sem a Grécia: “Ainda ficam 18 países”
“Eu penso que o Euro não vai fracassar, é uma ilusão o que se diz. A zona do Euro são 19 países, eu espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países”
Mas fará bem em telefonar ao Obama e ao presidente chinês, já que eles não estão assim tão descansados. Mas Cavaco tem as suas fontes, que são excelentes, devem ser as mesmas que lhe garantiam que o BES estava sólido como uma rocha.
O caso das privatização da Fidelidade, companhia de seguros que pertencia à CGD, é todo um tratado da arte financeira. O grupo Fosun, especuladores chineses, comprou a companhia por 1100 milhões de euros. Depois foi ao capital da Fidelidade e sacou (por empréstimo, claro) o que lhe tinha custado, mais uns trocos (340 milhões, pelo menos). Entretanto quem tem obrigação de controlar as companhias de seguros em Portugal já foi passar umas férias à China, pago do próprio bolso, diz ele.
Assim é fácil: sem ganhar um chavo compra-se uma companhia de seguros, ainda lhe devem sugar algum, e depois que se lixe. Mas como sabemos, as companhias de seguros é que são de confiança e a Segurança Social é um perigo público.
O grupo Fosun é um sério candidato à compra do Novo Banco. O candidato perfeito, continuará a tradição de uma secular família de vigaristas.
«Forçámos a beleza ao exílio, e os gregos limpam as armas para defendê-la (…)» Albert Camus, num texto de 1959, parcialmente transcrito aqui.
Samaris, o jogador do Benfica, está tramado: até pode ficar no banco, mas será responsabilizado por qualquer mau resultado da sua equipa. Porque é grego, claro, e o demónio na Europa passou a chamar-se Grécia.
Um Verão abrasador? chuvas torrenciais? nunca mais se falará do anticiclone dos Açores, a culpa é do ciclone grego. Trema a terra um bocadinho que seja e os dedos serão apontados a Hércules, que não deixa as colunas de Gibraltar em paz.
Estou a exagerar? não, estou a apenas a caricaturar o que por aí se diz sobre a Grécia e os gregos. Um governo com cinco meses é acusado de todos os males, obra e graça dos governos anteriores que combateu. Cinco anos de austeridade falharam, por culpa dos gregos, não da austeridade, embora a mesma receita tenha tido o mesmo efeito em Portugal, na Irlanda e na Espanha, milagrosamente transformados em países onde tudo correu bem, pese que só pela nossa parte tenha desaparecido meio milhão de empregos, fora o saque a que chamam privatizações. [Read more…]
Jeroen Dijsselbloem, presidente do grupo informal.
Mais sobre como Varoufakis foi excluído da reunião de ontem, aqui.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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