Catolicismo

11351226_10155681227005154_7797896746217911200_n inquisição

Uma ideia da Daniela Major, a propósito de uma campanha de meninos da católica, que tive um enorme prazer em concretizar.

Portugal à frente

A coligação/governo já vem por trás desde 2011. Sem vaselina.

José Sócrates regressa a casa

Todos sabíamos que era apenas uma questão de tempo. Hoje em domiciliária, amanhã no Palácio de Belém. Foi uma novela bonita, pena ter acabado tão rápido…

No país onde a culpa morre sempre solteira

banksters

O timing para a absolvição foi perfeito: o ciclone Jorge Jesus a levantar telhados na segunda circular, a FIFA a arder – e para apimentar a coisa parece que a ex-namorada de Cristiano Ronaldo é também ex-namorada de Sepp Blatter, grande cena –  PS e PSD/CDS-PP a esgrimir propaganda, e eis que no meio do caos mediático uma nova culpa se prepara para morrer solteira.

Afinal, e à semelhança de outros bons rapazes como Oliveira e Costa, Dias Loureiro ou Ricardo Salgado, também João Rendeiro e restante comitiva do BPP são inocentes relativamente às acusações de burla qualificada no caso Privado Financeiras. João Rendeiro nem sequer apareceu à leitura do acordão, estava fora do país, não era nada com ele. E se estivesse seria igual. Neste país, o banqueiro é sempre inocente e o povo é sempre sereno.

E por falar em pessoas inocentes, parece que o 44 vai ser transferido para domiciliária. Será que ainda vem a tempo das presidenciais?

Prà, prà, prà e desorientação ortográfica

passos portas

© CDS-PP (http://on.fb.me/1Is6T5H)

 

Segundo o Sol, “João Villalobos ironiza com a infelicidade da associação ao passado”. Ora, já sabemos que “Prá frente Portugal” foi de facto uma infelicidade.

A exemplo de ‘à’ e ‘às’ ou de ‘ò’ e ‘òs’, recebem o acento grave certas formas que representam contracções de palavras inflexivas terminadas em ‘a’ com as formas articuladas ou pronominais ‘o’, ‘a’, ‘os’, ‘as’(Bases Analíticas, XXIV). Estão neste número (…) ‘prò’,‘prà‘, ‘pròs’ e ‘pràs’, contracções cujo primeiro elemento é ‘pra’, redução da preposição ‘para’

(1947: 185)

Quanto ao resto, o PSD e o CDS, nas linhas de orientação, mencionam o facto de o Governo “nunca ter abdicado de uma perspetiva prospetiva“. Ora, é urgente que abdiquem da “perspetiva prospetiva“.

Em primeiro lugar, porque “perspetiva prospetiva“, em português europeu, corresponde a *[pɨɾʃpɨˌtivɐ pɾuʃpɨˈtivɐ] , em vez de corresponder a [pɨɾʃpɛˌtivɐ pɾuʃpɛˈtivɐ].

Em segundo lugar, porque “perspetiva prospetiva“, além de ininteligível em português europeu, põe em causa a tese da “ortografia comum“, sendo igualmente incompreensível para quem estiver habituado a ler, por exemplo, o CLG em português do Brasil (2006: 247):

perspectiva prospectiva

Em terceiro lugar, porque um dos resultados tangíveis da “perspetiva prospetiva” é a patente desorientação ortográfica nas linhas de orientação:  objectivos (p. 11) e objetivos (p. 13), “participação activa” (p. 12) e “presença ativa” (p. 12) — sim, exactamente, na mesma página —, excepção (p. 10) e excecional (p. 3) e, claro, Junho (p. 13).

Recomendo o abandono da “perspetiva prospetiva“, espero que  haja a tal “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas” e desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Então?!

Impressionante! Num alarde de insensibilidade política, a Assembleia da República passou ontem uma sessão plenária inteirinha sem abordar o magno problema da contratação de Jorge Jesus pelo Sporting. Pelo contrário, dedicaram-se a minudências como o desemprego, os anunciados cortes nas pensões e outros dramas sociais, que nem de longe têm a importância da comunicação de Luís Filipe Vieira ou das iniciativas de Bruno de Carvalho. É isto: a AR continua a não ter noção das prioridades!.