Uma imagem que diz tudo: o terrorismo tem que ser uma luta sem tréguas.

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Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Os políticos deveriam interrogar-se das razões que estão a conduzir o Mundo para esta catástrofe.
    Mas não se interrogam, porque isso seria pôr em causa a desastrosa política externa Americana que na sua apetência pelo petróleo e estando-se nas tintas para as guerras desenvolvidas ( o que interessa é que seja longe das suas fronteiras), criaram um verdadeiro caos no Médio Oriente.
    A isso, juntam a protecção desenfreada de Israel, contra tudo e contra todos, acicatando mais e mais ódios e guerras.
    E esta triste Europa, qual capacho dos americanos, continua a atacar o problema, sem atacar as causas de raiz, porque isso seria mexer nas opções dos Estados Unidos, o que não convém para quem depende deles, nomeadamente no eixo da Defesa.
    Esta Europa abdicou de tudo. Até dos seus princípios e da sua cultura, preferindo actuar, politicamente, como um rafeiro que nada mais faz senão seguir o dono.
    A política externa Americana destruiu um frágil equilíbrio que políticos como Sadam Hussein e Khadaffi lá iam conseguindo num sistema tribal. É que as tribos e as suas convicções existem mesmo, quer os Americanos queiram ou não. Provavelmente eles terão dificuldade em entender isto, porque há cento e cinquenta anos, destruíram as que existiam no seu território, para levantar uma nação nova.
    Mas no médio Oriente, ao liquidar esses dois chefes de Estado, assistiu-se ao recrudescer dos ódios tribais que passaram a não ter quem os segurava.
    A História ensina que estas transições não são ditadas, mas trabalhadas, algo que os Americanos, nunca entenderam, porque a sua história e o conceito que desta fazem, é nula.
    Bin Laden é assim uma criação Americana, tal como a crise dos refugiados e agora, os atentados. Este facto é reconhecido mesmo pelos criminosos de guerra como Tony Blair, que teve pelo menos a dignidade de se manifestar, mas que é extensível a outros criminosos de guerra como George Bush, Aznar e o mordomo Barroso.
    E estes que clamam por justiça, nunca serão julgados.
    É fácil agora, do outro lado, pôr a circular mensagens das “carpideiras” americanas, como a de Barack Obama de ontem. Não duvido da sua sinceridade, mas chamo a atenção para a falta de responsabilidade dos políticos em geral e para esta Europa, refém de uma opção que a deixou completamente nas mãos de terroristas. Europa que nem um exército tem, porque tudo decidiu pôr nas mãos dos Americanos.
    E assim vai o mundo connosco agora a chorar o que se passa nas grandes cidades europeias…

    • Nascimento says:

      Nem mais.E para ajudar a festa, nestas coisas nada como ter um pouco de memoria: mês de setembro biliões em armamento para a Arábia Saudita, esta semana o príncipe do Qatar comprou mais um palácio por 25 milhões em França ao estado francês. Não consta que nestes belos negócios a questão terrorista tenha sido abordada.O foie-gras estava excelente….


  2. “sem atacar as causas de raiz”

    E pergunta-se:

    Quem paga?
    Quem compra?
    Quem vende?
    Quem lucra?
    Quem é quem?
    De onde vem o dinheiro, as armas, a logística?

    Investigue-se , e talvez se fique a saber.

  3. Fernanda says:

    Um interessante comentário retirado das redes sociais:

    “A guerra na Síria tem vários motivos, organizadores, financiadores e beneficiários, mas tem um organizador, financiador e beneficiário principal: a Arábia Saudita, que pretende a todo o custo impedir a construção de um gasoduto projectado por Irão, Iraque e Síria para transportar gás dos três países até ao Mediterrâneo e abastecer principalmente a Europa.

    A Arábia Saudita, o Qatar e outros países do Golfo têm em agenda a construção do seu próprio gasoduto até ao Mediterrâneo, passando obrigatoriamente também por território sírio, e querem eliminar uma parte da concorrência. Os gatos gordos corruptos de Gidá chamam mesmo, depreciativamente, “gasoduto xiita” ao do Irão-Iraque-Síria, por serem países em que xiitas controlam maioritariamente o poder, mas o seu principal problema é a concorrência. A alusão a uma pretensa “questão” religiosa serve apenas para arregimentar mais facilmente as legiões de idiotas que lhes fazem o trabalho sujo.

    Desmembrando a Síria, pensam assegurar, no futuro, o controlo de algumas regiões do país através das suas marionetas do Estado Islâmico, Frente Al-Nusra (filial da Al-Qaeda) e quejandos. Todos eles honradíssimos grupos de prestimosos escuteiros que sauditas, qataris e outros há muito financiam, treinam e apoiam de toda a maneira e feitio.

    O apoio americano, francês e britânico (entre outros) a esta manobra chama-se Exxon, Shell, Total, BP, etc., cujos interesses coincidem com os sauditas porque os sauditas não têm qualquer problema em ajudá-los a que não o esqueçam. Se não alinham, imaginação não falta para inventar dificuldades e obstáculos burocráticos a negócios de biliões, e podemos todos imaginar a selva em que tais interesses se movem. Só não se comem uns aos outros porque não há falta de milhões de animaizinhos como todos nós para encherem a barriga e se empanturrarem sem pausas. E também sabemos que as Exxon, Shell, Total e BP do planeta são as verdadeiras donas dos civilizadíssimos e ocidentais países e governos de onde são originárias(…)

    Aqui:

    http://aspirinab.com/valupi/uniao-europeia/#comments


  4. A deriva securitária a nada conduz.
    Os erros cometidos pelo Ocidente são a causa directa desta situação.
    Apelar ao imediatismo populista nada resolve… e você, nem inocente nem ingenuamente, está a fazê-lo.

    • Paulo Vieira da Silva says:

      Nao compreendo, nem entendo a sua frieza perante a morte de mais de 200 pessoas que são completamente inocentes. Também considerar a imagem que publiquei populista é só possível de quem não entende que o futuro deste nosso mundo passa incontornavelmente pelas crianças que serão as mulheres e os homens do amanhã.

    • Helder P. says:

      Também temo a deriva securitária que pode pôr em causa as nossas liberdades individuais. Não quero a sociedade de “1984”.
      O problema tem que ser tratado na origem. E esta está mais ou menos apontada no mapa. O território que ocupam na Síria, Iraque, Líbia, partes do Egipto, Iémen e Nigéria. É nesses sítios que milhares de jovens europeus são reeducados e treinados para isto.
      É preciso cortar a cabeça da serpente. E quem estiver nas sombras a financiá-la, como parece ser o caso da Arábia Saudita ou outras nações do golfo, não pode passar entre os pingos da chuva.
      Sim, é preciso acção militar bem concertada. Mas em guerra já nós estamos.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Não se esqueça dos Estados Unidos para mim, o principal responsável por esta situação. Basta ver o apoio que dão aos seus “irmãos” sauditas. Para aquela sociedade tudo o que mexa com dinheiro e petróleo, faz parte do eixo de bem…

        • Nightwish says:

          A Arábia Saúdita é um dos financiadores do ISIS, já agora.

  5. Santiago says:

    Paulo, fechar os olhos às causas deste atentado e ao porquê de grupos como este atingirem a dimensão do Estado Islâmico é, na verdade, não permitir o futuro “ás mulheres e homens do amanhã”