Guerra e paz? Educação! Mas, sem deixar de fazer a GUERRA

O silêncio das teclas tem monopolizado o meu teclado. Por mais que tente, não consigo encontrar coerência na reflexões sobre a problemática do terrorismo. Hoje, ao fazer um minuto de silêncio com os miúdos, dei por mim a desejar que eles possam ter direito a um futuro de liberdade e em segurança.

Procurei pensar no que poderia ser feito para resolver o problema. Pensei nas armas que Espanha e outras Espanhas vendem à Arábia Saudita, que depois as fornece ao DAESH.

Pensei nas vantagens estratégicas que Israel tira da instabilidade no médio oriente, algo que lhe permite manter a lógica da guerra permanente.

Pensei no petróleo necessário ao modo de vida ocidental que, dividido entre grupos de árabes, será sempre mais “controlado” do que num contexto de união de todos os povos árabes.

E até me lembrei das bestas quadradas que, nos Açores, avançaram para o ataque ao Iraque.

Mas, por agora penso que há duas coisas muito mais urgentes:

  • atacar o DAESH em FORÇA e com todas as bombas que cada um de nós conseguir suportar;
  • desenhar um projeto de propaganda à escala europeia que permita levar aos jovens árabes uma mensagem diferente, algo que lhes apresente um sentido para a vida, que consideram perdida. Mais escola?

E, mesmo correndo o risco deste post não ter servido para nada, pelo menos servirá para a manifestação de apoio aos Anonymous.

“Um Presidente a gozar com o pagode”

“O país é ele e se ele pôde esperar, o país também pode.” [Paulo Baldaia, TSF]

Cavaco Silva, o eu

“Eu estive, como primeiro-ministro, cinco meses em gestão.”

Maria de Belém, uma mulher sem “caráter”

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Maria de Belém nunca poderá ser Presidente de todos os portugueses, a partir do momento em que escolhe, para o seu cartaz, apenas uma das duas grafias admitidas pelo AO90. No mínimo, em lugar de “carácter” deveria estar “cará(c)ter” ou “carácter/caráter”, até porque há crianças que, devido a este anúncio, podem ficar privadas de uma facultatividade obrigatória por lei.
Deste modo, a candidata presidencial está a excluir os eleitores de acordo com o modo como pronunciam uma palavra, o que constitui uma discriminação inaceitável e é um mau princípio de campanha para a Presidência da República, cargo que deveria promover a união, mesmo sabendo que não foi o que aconteceu nos últimos dez anos.

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A culpa é do acordo esquerda IV

Taxas da dívida portuguesa descem e prémio de risco alivia.” [Diário Económico]

Prioridades

Afinal, está perfeitamente justificada a visita de Cavaco Silva à Madeira enquanto o país espera que indigite um novo primeiro-ministro. O presidente tinha de ir inaugurar um centro de design, uma adega e um hotel.  Que diabo, já podiam ter dito! A gente espera, era o que mais faltava.

Será que o Bataclan foi escolhido por acaso?


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Será que o DAESH escolheu, por mero acaso, a sala de espectáculos francesa do Bataclan para perpetrar um dos mais bárbaros ataques terroristas da história?

Se tivermos em linha de conta que o A=1, B=2, C=3, e por ai fora, B+A+T+A+C+L+A+N corresponde a 2+1+20+1+3+12+1+14 que corresponde a 54 que, por sua vez, corresponde à idade com que morreu Osama Bin Laden.

Esta será a fórmula ( B+A+T+A+C+L+A+N = 2+1+20+1+3+12+1+14 = 54 ) que pode ter estado subjacente à escolha do local do atentado pelo DAESH para ” homenagear ” o antigo líder da Al-Qaeda.

Nota: Este post foi apagado por lapso. Verificado o erro foi republicado a partir da cache não tendo sido possível recuperar os comentários contudo estes poderão ser consultados aqui.

Exclusivo

Ai ele é tão simpático, o senhor professor Marcelo – exclamava, embevecida, a dona Vicência. Há dias estava lá nas ilhas a falar às pessoas e falava tão bem que era um consolo; vi na televisão. Até andava com uns velhinhos, tratava-os muito bem, e deu um beijinho numa velha. Vi tudo na televisão. Ontem estava a jogar ao dominó e a falar com pessoas do povo, tão simpático, tão bonzinho. Aquele taberneiro é que foi um bruto e cobrou-lhe as cervejas! Não se faz ao senhor professor, que até pagou de boa mente, que eu bem vi na televisão. Já quando ele falava aos domingos na televisão era um regalo ouvir um homem daqueles. Eu não percebia muito, mas ele falava bem, lá isso falava. Vai ser um presidente muito bom.
– Ora essa – atalhou o Tonho – então e os outros?
– Os outros quê ? – espantou-se a tia Vicência.

Obra da internet

Como é que um jornalista canadiano que nunca esteve em Paris acaba na primeira página de um jornal espanhol, com a legenda “Um dos terroristas” debaixo da foto do seu rosto?

Foi “obra da internet”, mas também podia ter sido do demo.

Assim aconteceu por obra e graça do jornal ultraconservador (o adjectivo é meu) La Razón, que não teve pejo em usar uma foto manipulada a partir de uma selfie do jornalista Veerender Jubbal. Onde havia um ipad, passou haver o Corão. E por cima da camisa passou a estar um colete de bombista. O tom de pele é perfeito para a mistificação e pronto, é só pôr a circular pelas redes. Daí até que um jornal preguiçoso e desonesto faça uso da imagem é só meia dúzia de shares. [Read more…]

Gastão era perfeito

Gastão era perfeito, como o da canção. Ainda hoje lembra, com prazer, o jubiloso dia em que descobriu as redes sociais e a possibilidade de nelas exercer e espalhar por toda a parte a sua perfeição. Adrede criou três perfis no facebook e um blog, tratando de se munir de heterónimos vários para intervir nos blogs e perfis alheios. Eles iam ver!
Abastecido destes recursos, Gastão não perdeu tempo a dar-lhes uso. E quanto mais os usava, mais omnisciente se sentia. E bom. Muito bom. Gastão sentia-se a pedra de fecho da abóbada universal da bondade e da correcção política. É verdade que, por vezes, perdia um pouco a cabeça ao comentar, usando pseudónimos indecifráveis, alguns blogs que visitava, mas temos de compreender, Gastão não era Deus. E, lembremos, até os deuses, por vezes, perdem a paciência. [Read more…]

Passaporte sírio?

Até o primeiro-ministro holandês pode ter um. Custa 750 euros, demora menos de 2 dias. Quem lho fez foi o seu conterrâneo Harald Doornbos, jornalista na Síria.

Ser e fazer tudo aquilo que eles detestam

an die freude

Quando eu soube a notícia dos atentados estava a ir buscar o meu irmão a um concerto no Campo Pequeno. A primeira coisa que, naturalmente, me atravessou o espirito foi “e se fosse ele? E se fosse eu?”

Depois achei que seria uma boa ideia tentar ver e ouvir testemunhos dos ataques, das pessoas que sobreviveram. Pensei eu, numa vã e absurda tentativa, que ao ver aquilo eu poderia estar preparada caso me acontecesse. Podia pensar, ora se algum dia estiver num concerto e um sacana qualquer abrir fogo eu posso fazer isto ou aquilo. Esconder-me, baixar-me, fingir que estou morta. Rapidamente percebi que estava só a tentar enganar-me e acalmar-me. Não valia a pena estar a ver aquelas imagens que me deixaram ainda pior do que estava. Não há forma absolutamente nenhuma de controlar. Há sorte. A sorte a que uns podem chamar Deus, a sorte que eu chamo o acaso. O acaso de alguém se sentar dentro ou fora de um restaurante, de estar mais perto da porta numa sala de espectáculos ou mais longe, a sorte de ter decidido não ir a um determinado sitio numa determinada noite, a sorte de ter apanhado trânsito ou perdido o autocarro. A sorte que é lei neste mundo feito de probabilidades.

Durante todo o Sábado não consegui rir-me. Eu rio-me muito e choro muito pouco. Às tantas dei por mim, estupidamente e incompreensivelmente, a chorar. Não com imagens de pessoas mortas mas com uma descrição de pessoas a ajudarem-se umas às outras: os taxistas que não cobraram para levar as pessoas para casa, as pessoas que gritavam os números das portas dos prédios para os que fugiam se puderem refugiar. Porque no meio de toda a desumanidade e crueldade o que é revolucionário é a bondade das pessoas. E só me ri no Domingo, de repente, quando um rapaz diz que a razão pela qual ele e a namorada se salvaram é porque tinham discutido e abandonado a esplanada mais cedo.

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Um Estado não rebenta com os seus cidadãos.

E, no entanto, continuam a chamar-lhe estado. Que de Islão nada tem.