José Rodrigues dos Prantos


JRP

era o nome da personagem do Contra-Informação que satirizava um jornalista que cresci a acreditar tratar-se de alguém imparcial e coerente mas que, com o passar do tempo, vim a perceber que é na verdade um indivíduo incapaz de separar as suas crenças ideológicas da necessária isenção que a sua função exige. Dizem que é serviço público. Agendas.

José Rodrigues dos Santos tem presenteado os portugueses com alguns episódios dignos de registo. A fábula dos paralíticos gregos, a brincadeira de mau gosto que visou o deputado Alexandre Quintanilha ou a forma nada profissional ou ética como por várias vezes se referiu aos partidos de esquerda como “extremistas” e “radicais”, quais operacionais do Daesh, são casos que ilustram a visão enviesada e facciosa do exercício das funções que o pivot da RTP exerce.

O episódio de Segunda-feira, mais um, juntou o sectarismo a um histerismo que não lhe conhecia. A determinada altura fiquei na dúvida entre estar perante um jornalista ou um militante de um partido de direita em campanha. É impossível não rir à gargalhada quando, em nervosos prantos, José Rodrigues fica sem voz enquanto brande o dedo acusador à malvada esquerdalhada, emitindo furiosas opiniões sobre a origem da crise e ignorando o propósito da sua função, aquela para a qual lhe pagamos principescamente: informar.

Contudo, basta recuarmos um ano e dois meses no tempo para perceber que José Rodrigues dos Santos nem sempre se exalta de forma descontrolada e colérica com os valores preocupantes da dívida, que de resto se encontrava em níveis idênticos aos actuais. O sectarismo é assim. Coisas de ter um pivot de 13 mil euros mensais incapaz de diferenciar as suas funções das tertúlias com os seus amigos do partido. Ele há prantos e prantos.

JRS

Fotomontagem via Uma Página Numa Rede Social

Comments

  1. Ana A. says:

    É fazer uma petição para o retirar do serviço e aconselhá-lo a escrever livros para o cimo dum monte.

    • Hélder Pereira says:

      Seria o primeiro a assinar, mas duvido que alguma coisa mudasse mesmo com 1 milhão de assinaturas. A RTP protege sempre o Spock dos Santos.
      O que este senhor faz não se qualifica como jornalismo, apesar de reconhecer o seu direito à opinião, gostaria que a fizesse fora da RTP, que pagámos todos nós, e podia ir para o Observador ou para o Correio da Manha, onde se sentiria em casa. Éramos todos mais felizes.

      • Se todos os profissionais que criticam governos fossem exnurados. Das posições que ocupam o mundo estava desgraçado ,então mas não fui pela liberdade de informação que a esquerda lutou contra Salazar ?
        Vergonha ,vergonha não saberem aceitar o que parece ser verdade .Nada de novo

        • Helder P. says:

          Eu aceito a liberdade de opinião de toda a gente. O que não se pode aceitar é um profissional do jornalismo em pleno Telejornal a fazer uma birra, quando o único objectivo ali era descrever os números desapaixonadamente e sem exaltações para tentar inflamar a opinião pública. Jornalismo é diferente de agit-prop.
          Por isso sugeri que o JRS procura-se a sua coluna no Observador, no CM, no Sol, onde poderia exercer o seu direito de opinião sem estar a prestar um péssimo serviço a todos os espectadores do Telejornal que pretende informação isenta sem rodriguinhos.
          Vergonha também é quem não sabe discutir sem acenar com os papões do costume da URSS e dos Gulags.

          Que Sócrates aumentou imenso a dívida pública eu não contesto. Quanto a isso, estou tranquilo que nunca votei no “Menino d’Ouro” do PS. Mas Sócrates não foi o pai do “Monstro” e desengane-se quem por um instinto primário lhe queira assacar todas as responsabilidades da crise, quando estas são consequência de uma sucessão de políticas medíocres, pelo menos nos últimos 30 anos. Não é arranjando um bode expiatório para a nossa culpa colectiva enquanto sociedade que resolvemos o que quer que seja.

    • Jorge Peixoto says:

      Eu assino já fora com o pseudo- jornalistas ! Como tu me enganaste.
      j

  2. Curiosamente, os que antes nos assustavam com qualquer perspetiva ou dado económico negativo são os que hoje dizem que tudo está sob controlo e os que antes consideravam tudo sob controlo agora assustam-nos com as perspetivase dados atuais. Apenas mudaram as posições e o números ficaram com interpretações contrárias.

  3. Zé Renato says:

    O melhor é mesmo liquidar o mensageiro… felizmente alguns têm memória!

    • paulo says:

      Pois tem memória, e a memória é que além do brutal aumento de impostos e de tudo vendido, reformas e salários cortados, os teus salvadores falharam em todos os números de redução do défice, como se soube aínda ontem…

      • Hélder P. says:

        Exacto, enquanto a memória dos anos de chumbo de Passos Coelho não desvanecer, António Costa tem um seguro de vida. Sempre que o ex-PM no exílio abre a boca só se enterra mais, não percebeu aquilo que Portas tão bem entendeu, que era hora de se pôr ao fresco. Em vez disso temos um Passos Coelho que era social-democrata em 2011 até à eleição, passou a neoliberal no governo de 2011 a 2015, e agora é “social-democrata sempre!”, como se quatro anos e meio da nossa história tivessem sido engolidos por uma singularidade cósmica e os XIX e XX Governos nunca existissem.

        É deixar andar, nunca interrompas o teu adversário quando está a cometer um erro.

    • Olha olha, um manipulador júnior a tentar uma manobra de diversão!

      FAILED.

    • Será melhor mandato para a Sibéria ?

  4. Anónimo says:

    via Correio da manhã, em 2013
    “O jornalista da RTP José Rodrigues dos Santos recusou reduzir o seu salário de cerca de 13 mil euros mensais, segundo a edição de sábado do ‘Expresso’.” … “José Rodrigues dos Santos terá invocado a “perda real de 50 por cento do seu vencimento ao longo dos últimos anos” em que a empresa pública procedeu a alguns cortes, atingindo todos os profissionais.” … “De recordar que várias estrelas do entretenimento viram os seus salários baixarem mais de 30 por cento, entre os quais Catarina Furtado e José Carlos Malato, cujos ordenados estavam entre os 20 e os 30 mil euros.” … “Fonte próxima de José Rodrigues dos Santos disse ao CM que este pode “vir a ponderar e a negociar a sua saída da RTP” “.
    As “estrelas do entretenimento” e os canalhas, os que vendem a alma ao capital, os que suportam o sistema corrupto e desumano, para esses não há crise nem austeridade.
    Precisamente nestas alturas de crise do sistema é que são mais necessários, e portanto devem ganhar mais.
    No tempo do fascismo também era assim.

  5. joão lopes says:

    pensava que o zé era jornalista.afinal é apenas um…comentador cor de laranja.mais um…

    • Então mas este profissional não está já com 50 por cento a menos do seu ordenado inicial ,?
      Será que os seus novos inimigos em posições de governo muitos só pela sua presença não ganham mais do que ele ?
      Estaremos a voltar ao tempo da COPCON ?Haja democracia ,não podemos fazer ditadura em poder e pedir democracia na Oposição !

  6. O tempo dele está a acabar !!!

  7. J. B. César says:

    Este cromo, militante de direita, ainda não deu conta do prejuízo que já causou à credibilidade do jornalismo. Por que o jornalismo nem é bom nem é mau. Simplesmente é isento e independente ou não passa de propaganda (geralmente muito bem paga).

  8. anónimo says:

    José Rodrigues dos Santos, prossegue na senda de Artur Albarran, a par com Márcia Rodrigues e outros da mesma laia.
    A questão é, quem é que lá os pôs, e quem é que lá os mantêm, depois de tantas provas de incompetência, desonestidade e parcialidade?
    Que faz o Sindicato, e a Alta Autoridade para a Comunicação, ou ERC.
    Quem fiscaliza o 4º poder? O mercado?

  9. Tobias says:

    José Rodrigues dos Santos não é apenas um mau jornalista, é também um mau caracter. Dá mau nome à RTP e ao jornalismo. É um tipo inferior, que descobriu a galinha dos ovos de louro escrevendo livros para sopeiras e magalas, sempre gulosos de escândalos e mistérios. É um saloio histérico, malcriado e ordinário. Acho muito bem uma petição exigindo a saída dele do tacho pago por nós. Que vá para os braços do Observador ou do Correio da Manhã, esses dois covis de filhos de puta. Fica tudo em família. Nós é que não temos obrigação de o pagar e aturar. É uma vergonha a RTP consenter nisto.

  10. eu achei completamente despropositado , a forma quase histerica , na tal segunda parte.As vezes faz-me confusao, como e que ele e um escritor tao afamado,,,Pessoalmente nunca gostei dele, pois sempre achei que ele tem um ar falso, desde o tempo em que relatava a guerra do golfo e ja depois das imagens sairem do ar , ele ficava ainda a olhar, com um ar pesaroso, se nao e verdade , ele que me desculpe

  11. filipao says:

    palhaços

  12. filipao says:

    ide mas é chupar a 5 pata do cavalo seus esquerdas de merda!

  13. conheço bem a reputação do Paulo Dentinho, director da informação da RTP
    ele foi correspondente da mesma em Paris
    Nunca foi imparcial, sempre foi um obediente capacho da ordem vigente em Portugal até ao ano passado.
    O mal da informação na RTP vem desta maltinha e o “orelhas” é apenas a parte visível do icebergue.
    Mas podemos começar por ele.
    Areje-se o telejornal que o fedor chega aos quatro cantos do mundo.

  14. Tobias says:

    A administração da RTP não tem, de facto, vergonha nenhuma e julga-se intocável. Reagiu às críticas feitas ao Rodrigues dos Santos dando, com trombetas e fanfarras, um prémio que ele recebeu das Selecões do Readers. Como se isso tivesse algum significado especial, vindo duma empresa comercial e comprometida. Tem razão quem acima aponta que aquilo na RTP é tudo uma matilha passista e portista, mas que temos de começar por algum lado. Haja quem comece a petição para todos assinarmos.

  15. E os números? Ninguém os desmente? Sendo dados da Pordata acredito neles. Fiquei abismado com o valor efectivo de subida da dívida de 90 para 180 mil ME. É muita massa.

  16. Josē luiz says:

    Sempre o considerei um excitadinho a noticiar e a colá-lo ao sectarismo do partido do seu agrado como reprovo a forma nada ética como se despede do notciário. Um pedante no fim de contas.

  17. Tobias says:

    João Mendes: a RTP reagiu através da notícia espampanante dada por um Adelino Faria de peito para fora e nariz empinado, armado em parvo. Só o podia ter feito de conchavo com a administração.

  18. José Corvo says:

    Comprei um livro “A Filha do Capitão”. Quando o senhor do Circulo de Leitores cá voltou dei-lho pura o simplesmente para fazer o favor de o deitar para o lixo.

Trackbacks

  1. […] as vossas próprias conclusões. É o rigor informativo do serviço público prestado pela RTP. José Rodrigues dos Santos deve estar […]

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