As dúvidas da RTP

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The chief pleasure of these philosophers lay in going every Saturday night when work was done to Chaseborough, a decayed market-town two or three miles distant; and, returning in the small hours of the next morning, to spend Sunday in sleeping off the dyspeptic effects of the curious compounds sold to them as beer by the monopolizers of the once-independent inns.

— Thomas Hardy, Tess of the D’Urbervilles

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A RTP tem dúvidas e pergunta.

Não, RTP. Não é ‘retificativo’. É rectificativo. Rectifique-se.

Pelo menos, a RTP pergunta. Por exemplo, se o Diário da República e o Núcleo de Instalações, Equipamentos e Logística da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa tivessem perguntado, teriam obtido resposta semelhante.

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Assim, lá terão de rectificar, como aconteceu com a Câmara Municipal de Ovar, obrigada a apresentar declaração de rectificação de edital publicado no Diário da República de 7/12/2015, no qual se grafara ‘contatar’, em vez de ‘contactar’.

O Zé julga que é historiador

O Zé acredita que é jornalista. Agora, pensava que era historiador, mas fascismo não é quando um homem quiser.

José Rodrigues dos Prantos

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era o nome da personagem do Contra-Informação que satirizava um jornalista que cresci a acreditar tratar-se de alguém imparcial e coerente mas que, com o passar do tempo, vim a perceber que é na verdade um indivíduo incapaz de separar as suas crenças ideológicas da necessária isenção que a sua função exige. Dizem que é serviço público. Agendas.

José Rodrigues dos Santos tem presenteado os portugueses com alguns episódios dignos de registo. A fábula dos paralíticos gregos, a brincadeira de mau gosto que visou o deputado Alexandre Quintanilha ou a forma nada profissional ou ética como por várias vezes se referiu aos partidos de esquerda como “extremistas” e “radicais”, quais operacionais do Daesh, são casos que ilustram a visão enviesada e facciosa do exercício das funções que o pivot da RTP exerce. [Read more…]

Uma adolescente histérica

é o que me vem à mente quando visualizo este momento anedótico de José Rodrigues dos Santos. É o jornalismo que temos.

Bilhete do Canadá – demais é moléstia

No telejornal de 2ª feira à noite, José Rodrigues dos Santos, de olhos muito abertos, empertigado e em voz vitoriosa, anunciou ao país que o Eurogrupo exigia Plano B e medidas de austeridade imediatamente. Dali a pouco, António Esteves Martins dizia, a partir de Bruxelas, que o Eurogrupo estava a “fazer voz grossa a Portugal” por achar que a Comissão Europeia trata o nosso país com brandura.  O balão empertigado baixou a voz, esvaziou um pouco e ficou com aparência de surpreendido.

Não é a primeira vez que o locutor Rodrigues dos Santos se comporta desta maneira. Dir-me-ão que pode ser garotice, falta de educação, reacção de direita raivosa, exibicionismo, leviandade. Não sei o que possa ser. Mas sei que Rodrigues dos Santos é pago com o dinheiro dos contribuintes. Portanto, não pode tomar atitudes destas, ninguém o autorizou a tal. Os noticiários têm de ser lidos com clareza e neutralidade, porque se trata de um serviço fornecido a TODOS os portugueses. Ainda por cima acontece esta mancada no dia em que a RTP estava a celebrar os seus 59 anos de vida. Foi duma deselegância gratuita. En passant digo que gostava de ouvir uma aula de Comunicação Social dada por este rapaz na universidade onde tem um gancho.

Em contrapartida, no PRÓS E CONTRAS que seguiu Ramalho Eanes e Jorge Sampaio deram uma nobre lição de democracia e boas maneiras, apontando as falhas que nos trouxeram a esta situação, mas não insultando ninguém e apontando para o futuro.  O mesmo se diga dos emigrantes portugueses que foram ouvidos e vistos via satélite, ou ao vivo na sala.  Como dizia o refrão da revista: isto é outra loiça.

 

O melhor escritor português

Miguel Szymanski

Parabéns a José Rodrigues dos Santos pelo prémio “melhor escritor português”.

Quatro dias antes desse grande vulto das letras ser distinguido, publiquei (…) [um ]pequeno post, cuja conclusão sai reforçada:

Portugal é o país onde a maioria das pessoas pensa em futebol quando ouve falar em Jesus.
É o país onde a maioria das pessoas não lê e a minoria que lê, lê maioritariamente o Correio da Manhã e José Rodrigues dos Santos.
Por isso Portugal tem um sistema económico em que é considerado normal os bancos assaltarem os contribuintes e os deputados o erário público.

Acrescento agora: cada povo tem os políticos, escritores e heróis que merece.

Sobre José Rodrigues dos Santos

em terra de cegos, quem pisca o olho é rei

José Rodrigues dos Santos e o lobo

Entre o episódio dos paralíticos gregos e o da possível brincadeira à volta da sexualidade de Alexandre Quintanilha, há uma diferença: desta vez, José Rodrigues dos Santos (JRS) pediu desculpa. Justiça lhe seja feita.

Convém, de qualquer modo, lembrar a persistência das dúvidas de Alexandre Quintanilha e ler o texto de Ferreira Fernandes. Além disso, se é certo que este problema não se colocaria se Quintanilha não fosse homossexual, é igualmente certo, na minha opinião, que, com outro jornalista, a polémica dificilmente atingiria as proporções que atingiu.

Basta ver, mesmo fazendo justiça a JRS, que, no meio das desculpas, não consegue deixar de enviar alguns remoques: que está tudo louco e que as críticas resultam de invejas. Nada que espante em alguém que está demasiado cheio de si. Junte-se a este caldo que é, no mínimo, estranho que um jornalista não saiba nem queira saber que Alexandre Quintanilha é homossexual ou a por que partido foi eleito, não por pura coscuvilhice, mas pelo eventual interesse jornalístico que isso possa ter.

Digamos, portanto, que, tendo em conta as pantominices e os disparates que JRS tem produzido ao longo dos anos, não ficaria admirado que lhe passasse pela cabeça fazer uma piada sobre a homossexualidade de uma figura pública. Acrescento, a propósito, que não tenho nada contra piadas sobre qualquer assunto, mas deixaria isso para humoristas ou, na pior das hipóteses, para gente que escreve em blogues. [Read more…]

Redes de linchamento popular

jose_rodrigues_dos_santosMarco Faria

As ‪#‎redes‬ sociais são um novo campo de linchamento popular. Basta um lapso ou deslize de alguém, para o cidadão-médio, normalmente mais atento às falhas/erros dos outros do que às suas próprias fraquezas, atirar a primeira pedra. E os pedregulhos vão-se multiplicando. Nunca acreditei que houvesse intencionalidade homofóbica por parte de um apresentador de TV experiente.

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RTP: um “esclarecimento” do além,

isto é, que se imagina esclarecedor. Ou seja, uma aparição (vaga, e até mesmo um coche desfocada) de algo distantemente parecido com um esclarecimento. Em suma, um insulto à inteligência do homem superiormente inteligente que é Alexandre Quintanilha e à inteligência normaleca do cidadão médio comum.

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Todo o jornalista tem direito à nulidade intelectual

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A homossexualidade é um não-assunto? Uma relação amorosa que tem 34 anos é um assunto? Falar do casamento entre pessoas do mesmo sexo, num país que o permite, continua a ser importante? E num tempo em que começa a ser feio ser preconceituoso, os exemplos são importantes para quem? Estas foram algumas das questões que Alexandre Quintanilha e Richard Zimler se puseram quando ponderaram dar esta entrevista.”Anabela Mota Ribeiro

ps: a RTP diz tratar-se de um lapso. Acontece aos melhores.

Rodrigues dos Santos volta a envergonhar

a RTP, o Serviço Público de Televisão e o jornalismo. Um homem preconceituoso e homofóbico, de um conservadorismo que muito dá que pensar, e que ainda por cima não vota “para não perder a independência”,
diz ele. Não há mesmo quem o privatize? Era um favor que nos faziam e um serviço público que prestavam à democracia e ao jornalismo.
[Facebook de Pedro Lopes Marques]

Sim, foi no Egipto

egipto

Efectivamente, no Egipto.

Informação relevante: ‘egípcio‘ é relativo ou pertencente ao/natural ou habitante do ‘Egipto’ e, em português europeu, como escrevi em 2009 (p. 60), a grafia ‘Egito’ existe, sim, mas para o Gonçalves.

Mais considerações serão tecidas e outras informações serão prestadas quando houver a tal “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas”.

Exactamente, as matérias mais controversas.

Jaime Fernandes, o countryman

JAIME FERNANDES PROVEDOR DA RTP - SÓCIO DE LUIS MONTEZ - PAVILHÃO ATLANTICO

O provedor do telespectador da RTP acha que Rodrigues dos Santos fez uma boa sopa de leite, perdão: um bom trabalho na Grécia.

Jaime Fernandes, antes de ficar com o Pavilhão Atlântico privatizado, foi durante décadas a voz off dos tempos de antena do PSD. E antes disso um locutor de rádio que gostava muito de música country.

É indecente não ter, antes de responder às críticas dos telespectadores, feito a sua declaração de interesses, assim tipo, bem, eu sou suspeito, porque gosto muito de música foleira norte-americana.

Quem lhe desse com um sétimo selo de salomão no codex…

José Silva

Eu sei que é requentado e que deve ser aplicado o desconto de estar ultra editado, mas para quem, como eu, ainda não tinha tido o privilégio de ouver com os seus próprios ouvolhos, aqui fica um momento circense de primeira água! Será que o orelhas anda a investir na criação de um novo estilo jornalístico – o mirábolo-jornalismo histérico-engajado – inspirado na sua ficção de pacotilha?! Que dados lhe permitem afirmar que a maioria dos gregos faz declarações fraudulentas de impostos? Ou que “muitos” dos cidadãos – que é como quem diz, o grego comum – que passa à frente da casa do ministro da defesa são paralíticos? E que “muitos” taxistas – que é como quem diz, o comum dos profissionais do ramo – subornaram médicos para terem subsídios de cegueira? E a tibieza jornalística da incrível história dos pinguins homicidas (os gregos) e das focas leopardo predadoras (o resto da europa)? E a rigorosíssima asserção jornalística de que aquilo que os gregos querem é viver como antes da austeridade e que a Europa lhes pague os vícios? E onde está o estado de necessidade para a segurança das pessoas e o interesse público que pudesse fundamentar deontologicamente o recurso à câmara oculta no hospital onde não foi autorizado a filmar? A Comissão da Carteira e a ERC andam a dormir? A embaixada grega nada diz?

Agendas ideológicas e mau jornalismo: José Rodrigues dos Santos exposed

Videomontagem@TV em Directo

Extremismo, piscinas, a pequena corrupção, os paralíticos que não são paralíticos, as generalizações abusivas, pinguins, focas-leopardo e um jornalista experiente que aparentemente se esqueceu do significado da palavra “isenção”. Só lhe faltaram os unicórnios. Jornalistas de referência com agendas ideológicas, financiados pelos nossos impostos, são um insulto aos valores da imprensa livre e um insulto ainda maior aos portugueses que recebem informação falseada e distorcida. O video em cima ilustra na perfeição o que acabo de escrever.

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Privatização do José Rodrigues dos Santos, já!

Azar, o Zé julga que é jornalista

A vida é um palco, já dizia o Bardo, transformando-nos a todos em actores. No prolongamento desta imagem dramática, e sem ser original, é possível dizer-se que o mundo é um conjunto de palcos em que desempenhamos papéis diferentes. Não me faz, portanto, confusão que, de copo em riste, entre compinchas, possamos exercer o saudável direito ao disparate, mesmo que seja politicamente incorrecto ou só incorrecto e até desinformado, porque há sítios em que é lícito que  todas as louras sejam burras e todos os alentejanos, preguiçosos. [Read more…]

Aviso público ao serviço público

José Manuel Pureza e a peça do José Rodrigues dos Santos sobre a Grécia.

Já agora, sobre as mentiras repetidas da direita a propósito da Grécia.

Sócrates não se irritou na RTP: apenas foi igual a si mesmo

No DN lê-se

Sócrates irrita-se: “Não vinha preparado para isto”
No seu habitual espaço de comentário, transformado numa entrevista sobre a sua governação, o ex-primeiro-ministro foi confrontado com afirmações que fez em 2010 e 2011. E a actualidade quase que ficou para segundo plano.

Aproveitei para ver o programa em causa e tenho que concluir que a peça do DN não passa de fogo de artifício. Sócrates foi igual ao que costuma ser, não tenho visto nada que justificasse o título.

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Sobre o que separa José Rodrigues dos Santos

da literatura. Clara Ferreira Alves leu o romance “inspirado” na vida de Calouste Gulbenkian e chama os bois pelos nomes.

Notas Soltas

A cinco mil quilómetros de distância, Portugal chega-me pela palavra escrita, pela televisão, pelos telefonemas e e-mails dos amigos. Tudo devoro com ansiedade e uma intensa preocupação.

Até ao dia 30 de Maio de 2012, vários me diziam que Passos Coelho é um “tipo sério”. Pela imagem, pela linguagem corporal, ele parecia-me sisudo, melancólico, com o olhar inteligente do pargo cozido. Como um jerico. A partir dessa data, seguindo o debate parlamentar sobre a convivência negada, e depois confirmada, entre Silva Carvalho, maneirinho e fino como Toni Soprano, e Miguel Relvas, físico e porte de açougeiro, ambos e dois tresandando a Loja, fiquei sem dúvidas acerca do Coelho que passou um cheque um branco de confiança a Relvas. A vantagem é irem os dois ao fundo ao mesmo tempo. Pena é se têm tempo de vender Portugal a retalho, e ao desbarato, RTP-1 incluida.

O coiso de Vancouver é um triste,coitado. Se não consegue a embaixada da UNESCO, o que porá Paris a rir, está feito ao bife com a universidade canadiana: não traz consigo uma estrelinha, ao menos uma, de brilho e justificação. É espantoso como a vaidade ou melhor, como a cagança provinciana, pode levar ao charco.

Quando se pede uma entrevista a uma pessoa é porque se considera importante o que ela tem para dizer. Portanto, é para deixar a pessoa falar. Não o entendeu assim José Rodrigues dos Santos, aquele que pisca o olho a despropósito, quando fez tudo para que Paulo Campos não falasse. Um festival de ignorância e mau jornalismo. O jornalista feito chico esperto. E eu a fazer minhas as palavras dum cartaz de rapaziada: O CHICO É ESPERTO MAS É MALCRIADO.

Já que estou com a mão na massa, pergunto porque é que os contribuintes têm de pagar a clamorosa má criação e ordinarice de Pedro Granger no concurso O ELO MAIS FRACO. Naquela casa náo há chefe,director, provedor?

Tudo somado, no que respeita a humor, salva-se o ESTADO DE GRAÇA, com sabor revisteiro e autêntico.

Prémio Clube Literário do Porto 2009

Foi hoje anunciado o vencedor do Prémio Clube Literário do Porto deste ano: José Rodrigues dos Santos. Conta o Público, citando a nota de imprensa enviada às redacções, que este Prémio, no valor de 25.000 euros, visa “galardoar o autor que mais criatividade teve no domínio da ficção”.

Creio que a citação está incompleta. Deveria ler-se “o autor, que sendo também jornalista na RTP, apresentador de telejornais, ex-vedeta da Guerra do Golfo, e tendo como apelidos Rodrigues e Santos, mais criatividade teve no domínio da ficção”. [Read more…]