Aplaudamos a estupidez em pé: a JSD está de volta


JSD

Lembram-se do episódio do cartaz do BE, que tanta polémica causou? Lembram-se dos argumentos dos indignados que, à direita, vociferavam contra o desrespeito pelas crenças e sensibilidades de terceiros que eram cruelmente violentados pela brincadeira de mau gosto do Bloco? Estão recordados?

Pois bem, a JSD elevou a fasquia. No mesmo campeonato, ou não fosse a JSD parte integrante do PSD, as camadas jovens do partido que até integra um grupo parlamentar europeu onde se destaca o ditador fascista da Hungria voltaram a fazer das suas com um cartaz que compara Mário Nogueira a Stalin. Isto é imbecil de muitas maneiras, e a imbecilidade fica bem patente nas palavras do deputado e líder da JSD, Simão Ribeiro, que afirmou ao Negócios tratar-se de iniciativa que visa firmar “uma posição política e fazer entender ao país que falta um debate sério sobre o modelo educativo desejável”. Portanto este anedótico ser afirma pretender um debate sério e a forma que encontrou para o iniciar foi comparar um líder sindical eleito pelos seus pares e um ditador sanguinário. Aplaudamos a estupidez em pé.

Mas já que estamos numa de comparações, regressemos aos cartazes do Bloco. Se o cartaz que referia que Jesus tinha dois pais, algo que apesar de parvo e desnecessário não chega a ser assim tão ofensivo, que dizer de um outro que compara um homem normal a um monstro totalitário responsável por milhões de mortos? E se de hoje para amanhã me apetecer comparar o dirigente da JSD a um pedófilo, também vale?

Onde estão os paladinos defensores da moral e dos bons costumes, indignados com a falta de respeito por Mário Nogueira? E os restantes sindicalistas? Não foram eles também ofendidos e desrespeitados pela canalhice da JSD? É menos legítimo que um sindicalista ou sindicalizado se sinta insultado com o cartaz da JSD do que um católico se sentiu com o cartaz do Bloco? Ou será que algumas crenças e sensibilidades têm mais valor que outras?

Parece-me ser esse o caso. Isso e a agenda eleitoralista de um partido a quem ninguém parece ter tido o cuidado de explicar que a campanha das Legislativas já acabou, transformado em bombo da festa por ter parado no tempo e por não ter ainda percebido que Portugal é uma democracia representativa. A JSD, como a casa-mãe, revela um absoluto desrespeito pelo sindicalismo e não hesita, com toda a hipocrisia do mundo, tentar convencer umas quantas ovelhas de que pretende um debate sério. Ao invés disso, estende a passadeira para um confronto crispado e defende a legitimação do insulto e da difamação como arma política. É preciso ser como uma porta, daquelas que nem o Passos sabe abrir.

Fotomontagem via Uma Página Numa Rede Social

Comments

  1. adeus passos says:

    ora, se a luminária sacrossanta diz que o fascismo nasceu do marxismo…

  2. joão lopes says:

    grandes noticias:o jose dos santos fala em marxismos e fascismos,os jsd falam no estaline e os tipos do observador adoram as tiradas filosoficas do mao e tem um especial encanto pela coreia do norte(já para não falar que passam a vida a falar na rtp,como se sabe uma televisão estatal).Tudo acaba bem quando os maluquinhos se encontram todos á mesma hora.

  3. FilipeMP says:

    A criatividade nunca foi o forte da JSD.

  4. otto solano says:

    Cuidado com a estupidez da direita, do JSD do PPD etc., pois ela é contagiosa e propaga-se como a peste…

    • Martinhopm says:

      Como a ‘peste grisalha’ invocada pelo deputado do PSD pela Guarda, Carlos Peixoto, ‘fazer apodrecer a Pátria’?! Será que o ilustre deputado não tem pais e avós?

  5. Marco says:

    Duas notas hilariantes:

    a) este post num blog que associou, vezes sem conta, um PM em funções a Salazar é um monumento à coerência;

    b) assinala-se que mau, mesmo, é associar um dirigente sindical a Estaline (eu nem vou comentar o “eleito pelos seus pares”; a menos que a definição de “pares” seja a cúpula sindicalista, que é quem “elege” – aspas intencionais – Mário Nogueira); o facto do ministro da educação ser representado como marioneta nem sequer merece nota – já se parte do princípio que é verdade e toda a gente sabe e siga para bingo.

    • Nascimento says:

      Realmente tu és mais do tipo “siga para bingo”..á la taxista.
      Essa do ” toda a gente sabe” , é muiita gira. Por exemplo : toda a gente sabe que um nojento como tu considera não ser democrático a eleição de um sindicalista como Mário Nogueira, porque para um asno como tu,ele é “eleito entre os seus pares”, e estes só representam a cupula do sindicato! Assim sendo, só pode haver uma certa tramoia nisto tudo. E o Ministro? é uma marioneta. E tu? Uma merda. Toda a gente sabe.E siga para bingo ó Marquinhos palhaço.

      • Marco says:

        Beijinhos, ò Nascimento. E olha lá essa tensão…

        • Nascimento says:

          Para merdosos direitolas como tu nunca falta tesão…siga para bingo,não é palhaço?

          • Marco says:

            Nascimento, Nascimento… não te deram colinho quando eras pequeno, é isso? Deixa lá, Nascimento, terás sempre em mim um ombro amigo para despejar esses recalcamentos todos. Chama lá mais nomes, anda lá, bebé… Deita tudo cá para fora.

    • j. manuel cordeiro says:

      Parece que foi o próprio que se associou.

      Ele e mais uns quantos do grupo que têm vindo a suavizar a ditadura. Veja-se só, até pides foram medalhados por um dos chefes da trupe.

      • Marco says:

        ‘Tá boa, sim senhor. Também tenho cá em casa O Capital, e tomo como insulto pessoal que me chamem Marxista. E acho que também tenho O Pequeno Livro Vermelho.

        Estudasses!…

        • j. manuel cordeiro says:

          Ah, está bem, deve ter sido coincidência, então.

          Questionado sobre se a receita que pretende aplicar é a de Oliveira Salazar, ‘Produzir e Poupar’, o primeiro-ministro deu a seguinte resposta: “Não é preciso ir buscar o dr. Salazar para perceber que os países que querem crescer têm de poder financiar esse crescimento; e que só é possível financiar crescimento com poupança”.

          http://www.dn.pt/politica/interior/passos-coelho-portugal-so-pode-crescer-se-poupar-2281647.html

          A entrevista de Passos Coelho ao “L’Aurore”
          Algures em 1969, António de Oliveira Salazar, o ditador derrubado pela doença e entretanto substituído por Marcelo Caetano, mantinha-se a viver na residência oficial de S. Bento. Por um lapso inexplicável, atenta a redoma censória e de vigilância do regime, um jornalista do diário francês “L’Aurore” teve acesso ao debilitado antigo chefe do governo e recolheu uma entrevista que ficou célebre no mundo (por cá, foi proibida). Nela, Salazar revelava estar convencido de que ainda exercia funções governativas, ficando-se a saber que alguns ministros se prestavam ao piedoso teatro de “ir a despacho”, para alimentarem a ilusão do antigo ditador.

          Nas últimas semanas, a avaliar pela coreografia do dr. Passos Coelho, com a bandeirinha na lapela dos tempos do “governo de Portugal” e a fazer inaugurações em autarquias de amigos, fica-se com a sensação de que terá sido afetado pela síndroma do seu longínquo antecessor. Algum antigo ministro ainda irá “a despacho”, para lhe atenuar o desgosto da perda do poder para a “geringonça” – que devia durar apenas uns dias, mas que, afinal, é mais resistente do que parecia ser?

          Teria graça ver o antigo primeiro-ministro entrevistado pelo “L’Aurore”, para percebermos se, tendo ele saído definitivamente de S. Bento, S. Bento já saiu dele.

          O tempo é implacável. O “L’Aurore” já não existe, desde há já bastantes anos. Da mesma forma que o primeiro-ministro Passos Coelho já não existe, desde há já cada vez mais meses. Ele saberá?

          (Reparei agora que o site informático de um periódico diz que “comparei” Passos Coelho a Salazar, como se a analogia irónica que fiz quisesse significar que estava a equiparar um político democrático a um ditador. A capacidade saudável de entender o humor continua, infelizmente, muito distante deste país.)

          http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2016/03/a-entrevista-do-passos-coelho-ao-laurore.html

        • Nascimento says:

          Devem ficar bem na estante…sempre dás uns ares de sabichão aos parolos dos teus amigos .O problema é depois, quando abres a bocarra …

      • Martinhopm says:

        J. manuel cordeiro, mas não é de estranhar esta atribuição a ex-pides por ‘serviços excepcionais e relevantes’. Quem era o 1º. Ministro? Cavaco Silva. Mas não pertenceu ele também à PIDE? Veja-se a dificuldade que foi para ser concedida uma pensão à viúva de Salgueiro Maia. Pelo mesmo personagem?

    • Nightwish says:

      Tem razão, devia ser o comité central dos capitalistas a eleger o representante dos sindicalistas. Como é que isto se chamava mesmo? É ver o livro que está no carro da foto, tá-me na ponta da língua…

      • Marco says:

        O líder da Fenprof não é eleito por sufrágio universal dos professores, mas sim por delegados ao congresso que, por sua vez, já são dirigentes dos sindicatos que compõe a Fenprof. Por isso, quem é que devemos considerar como “pares” de Mário Nogueira: os professores, no geral, os professores sindicalizados, em abstracto, ou os dirigentes sindicais que vão ao congresso, em concreto?

        • j. manuel cordeiro says:

          Vamos usar essa lógica, então. Quem elege o deputado deputado X, nomeado para a lista Y?

          • Marco says:

            Se está à espera de discordância, puxe uma cadeira: sou um defensor do voto único transferível.

            De qualquer forma, é pouco comparável. Nós ainda podemos votar numa lista que poderá ser efectivamente representada. Os professores (no geral) não podem votar numa lista concorrente à direcção da Fenprof, apenas em listas concorrentes à direcção do seu próprio sindicato.

            Mas não deixa de ter razão – no geral, os sistemas electivos em Portugal são todos uma bosta, com a óbvia excepção das presidenciais.

  6. A JSD só me faz lembrar aqueles putos demasiado estúpidos que só sabem atirar pedras…
    Argumentos lógicos e objectivos? Nem vê-los. Entre fazer a 15ª matrícula na Lusófona, malhar 12 bagaços antes das 10h da manhã e passar os polos da Lacoste a ferro não sobra muito tempo para reflexões.
    Mas no fundo até gosto que eles façam estas manobras infantis. Amanhã podem comparar a Mariana Mortágua com o Kim Jong-Ill e ainda lhes sobra o Fidel de Castro para outra ocasião oportuna. Pode ser que o resto dos portugueses percebam que estes zerinhos da JSD só lá vão desta forma e vejam o que é que os espera ao votarem no PSD nos próximos anos.
    Simplesmente patético

  7. buzico says:

    Este cartaz deve ser o resultado da educação ministrada nos colégios subsidiados…

  8. São jovens, não pensam.

  9. João Pedro says:

    Para uns Jesus é filho de Deus, para outros é o Mário Nogueira…. Mas parece que o Deus de Jesus, não era nem ditador nem responsavel por milhões de mortes.

    • Ana Gualberto says:

      Beeeem… para os crentes, Deus é responsável por tudo. Todas as mortes. Pensando bem, também é responsável pela existência de… esqueça, deixe lá.

  10. Anti-pafioso says:

    Eis a fábrica do PSD a fabricar futuros incompetentes,vigaristas ,chulos ,proxenetas,pedófilos drogados etc etc etc .todos a viver á conta do dinheiro dos outros

  11. Antonio Santos says:
  12. joao cota says:

    Isto mostra o que a JSD sabe fazer de melhor,

  13. Só assim por acaso…o que produz mesmo o Sr. Nogueira?

    • Helder P. says:

      Só assim por acaso… Para que serve mesmo a JSD? Para amamentar os delfins do laranjal desde as primeiras borbulhas na cara até à idade de ganharem as primeiras rugas e cabelos brancos?

    • j. manuel cordeiro says:

      Isso mesmo, João Pedro Jesus. Vamos desviar o assunto da conversa. A ver se o jotinha deixa de levar porrada.

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