Respondendo aos deputados Duarte Marques e Carlos Abreu Amorim


duarte marques

Imagem de um tweet dos dois deputados em causa (original)

“O que aconteceria se esta notícia de primeira página tivesse sido há um ano?”, pergunta-se no tweet comentado (!) pelo deputado Carlos Abreu Amorim e retweeted pelo deputado Duarte Marques.

A resposta é simples, caros doentes de amnésia fulminante. Possivelmente teria acontecido menos alarido.

Assuntos aparentemente menores, que não ocupam grandes espaços da comunicação social, seja escrita ou audiovisual, e por isso têm pouco impacte na opinião pública, podem porém ser matérias da maior importância em termos de futuro, de longo prazo – aspectos de que as governanças portuguesas são pouco adeptas. O curto prazo é muitas vezes mais importante que uma decisão sábia de longo termo. E os fogos são exemplo disso.

A extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pelo Governo PSD/CDS não levantou qualquer reacção pública; o afastamento entre os cidadãos e a res publica, desejado e promovido pelas derivas liberais daqueles partidos, conduziu ao encolher de ombros da maior parte das pessoas. [Fernando Santos Pessoa, PÚBLICO, 10/08/2016]

Para quem não esteja a par, a capa em causa é esta:

capa fogos

Falta saber se o título é, desta vez, verdade. Mas é preciso ter muita lata para apontar o dedo depois do que fizeram.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Esta tirada deste talibã de nome Carlos Amorim, demonstra bem a hipocrisia e a baixeza da classe política.
    É inacreditável que numa situação de catástrofe como esta estes porcos pretendam tirar dividendos políticos.
    Mas estes porcos representam o povo? Não, representam-se a eles mesmo e aos seus interesses.
    Este ser é vil, baixo e deveria ser expulso da Assembleia da Republica. Não tem nível – nunca o teve – é primário e dentro daquela caixa craniana só terá serrim.
    Tenha vergonha, seu talibã !!!

  2. Anónimo says:

    Acrescente-se a alteração da lei feita pela canalha CDS/PSD
    1
    imposta pela ganância do capital selvagem;
    2
    que ditou o fim da fiscalização do estado sobre os aparelhos de ar condicionado e ventiladores industriais;
    3
    e que determinou a infestação de “legionela”, a contaminação de uma grande área urbana, e a infecção e morte de muitos cidadãos inocentes.
    Isto é o SIMPLEX assassino em acção.

    Para que servem os media, reféns do capital?
    Para que servem a polícia e os tribunais?
    Quem é que defende os cidadãos dos políticos ignorantes, incompetentes e corruptos?
    Quem é que defende os cidadãos das associações de criminosos e assassinos, com quartel no CDS/PSD?

  3. Hipocrisia e lata são ferramentas ideológicas que a direita esgrime com uma perícia arrepiante. Faz o mal e a caramunha e pergunta de sorriso cândido: porquê?!!! como foi?!!! O guião da sua fita decorre sempre sob o mesmo esquema: Cria as condições para que tudo arda, cerceia as condições de combate ao fogo, faz o que pode para tirar proveito dos danos e das vítimas e a sua indignação é tão veemente que a honestidade e a sinceridade ainda lhe ficam a dever dinheiro. Podia-se perguntar: Cui bono? Só que então teríamos um problema de latim.

  4. José Peralta says:

    Da besta gorda amorim e da ratazana duarte, só se pode esperar vileza, política de esgoto, canalhice, hipocrisia e mentira abjecta na linha da “escola” coelho/albuquerque ! E o estertor desesperado de quem se sente cadáver político adiado…

  5. Anti-pafioso says:

    Coitados, as mães não tem culpa do que eles são .

Trackbacks

  1. […] cara de pau a que muitos destes tipos já nos habituaram. E não se resume a esta situação, que como o teu post explica, e bem, não melhorou com a extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pela clique neoliberalóide […]

  2. […] Marco António Costa fez parte de um governo que esteve envolvido num esquema de corrupção quanto aos meios aéreos, em investigação no DIAP de Lisboa e envolvendo Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna. Agora insinua que os actuais fogos se devem ao um corte no orçamento da Protecção Civil. Quando o título da notícia é claro: “Meios aéreos na Protecção Civil permitem corte de 24 milhões nas despesas do MAI“. E, no próprio artigo citado por Marco António Costa, lê-se que “o corte mais significativo neste ministério ocorre na área da Protecção Civil, que regista uma poupança de 24 milhões de euros, a maior parte dela justificada pelo fim da Empresa dos Meios Aéreos que, pela primeira vez, não aparece no Orçamento do Estado.” Eis o oportunismo desmascarado, já anteriormente ensaiado pelos deputados Carlos Abreu Amorim e Duarte Marques. […]

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