O je acha o PSD um mínimo excessivo


Em causa está o pagamento de mais um euro por dia a cerca de 650 mil trabalhadores.

O PSD acha demais, assim confirmando que os cortes nos salários e nas pensões não foram uma consequência mas sim uma opção. Foram a escolha de quem optou por mentir, afirmando, infantilmente ou, quiçá com dolo, que bastariam cortes nas gorduras para endireitar as contas. 

“Que se lixem as eleições”, postulou certa vez o líder do partido que chegou ao governo depois de um claro ultimato interno por parte de Marco António Costa (ou haveria eleições no país ou haveria eleições no PSD). Actualmente assistimos a mais um episódio ilustrativo de quanto se importa Passos Coelho com eleições, novamente com a ameaça de MAC em pano de fundo. A liderança do seu partido optou por negar um dos seus  cavalos de batalha enquanto governo: baixar a TSU. Por mero tacticismo, votou ao lado da esquerda, em contradição com os seus princípios, numa altura em que os candidatos à liderança do PSD vão aguçando as facas. 

Inclusivamente, o partido preferiu ficar mal visto entre alguns eleitores, ao defender a manutenção de salários baixos, como forma de justificar o inacreditável golpe de costas. 

Obviamente, era “que se lixe a coerência” o que Passos queria dizer quando se saiu com aquele lapsus linguae. O retrato de uma direita trumpetizada, sem escrúpulos em dizer hoje uma coisa e amanhã outra. 

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Infelizmente, nós vamos ter de gramar estes artistas durante mais tempo do que aquilo que contávamos.
    Não vislumbro no PSD nenhuma alternativa. Nada de novo na linha do horizonte. Um imenso deserto onde a única coisa que se houve são as suas vozes repetitivas e desesperadas clamando pela Troika, por Schaüble e por Jeroen Dijsselbloem

    • Rui Naldinho says:

      “Inclusivamente, o partido preferiu ficar mal visto entre alguns eleitores, ao defender a manutenção de salários baixos, como forma de justificar o inacreditável golpe de costas.”

      Há aqui uma ideia subjacente neste texto do Jorge Cordeiro, de que parte do eleitorado da direita pode ficar mal impressionado com a atitude do PSD. Pode, mas nada muda!
      Meu caro, isso será sempre uma minoria de eleitores. Uma das coisas que caracteriza o eleitorado seja de esquerda ou de direita são os interesses de grupo.
      Mas no caso da direita, os interesses são mais fortes, corporizados e materializados no poder económico, no dinheiro, como forma de afirmação social, de representação do Poder, e não no estatuto sócio profissional, na cultura ou no saber, como por ex: os professores, médicos, juizes, etc…
      Veja por exemplo, o caso do dono da Padaria Portuguesa, o Nuno Carvalho. É um personagem típico.
      Portanto, na hora da verdade, nas urnas, eles não avaliam o comportamento de Passos Coelho ou PSD de forma crítica. Votam neles sem qualquer reserva moral ou ética, mesmo depois dos seus disparates, das suas incoerências, porque sabem que estes são apesar de tudo os seus instrumentos para alterar a legislação que os favoreça, para dominar a economia, com regras que os beneficiem, enfim para chegarem ao Poder.

  2. Anti-pafioso says:

    É o povo que temos . A direita e a extrema direita lá vai enganando os tolos com papas e bolos.Andam sempre a queixar-se de que o dinheiro não chega ,mas na altura de mudar votam sempre na sétinha virada para o céu . Porca Miséria .

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