Braga e o jardim sem árvores


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O Jardim de Santa Bárbara com árvores. Imagem de arquivo, claro.

Jaime Manso

[Em Braga, vai-se tornando normal o abate de árvores sem nenhuma explicação prévia à população. A justificação para o abate de árvores do Jardim de Santa Bárbara vem, como é também habitual, depois – apenas depois – de os bracarenses se interrogarem sobre o desaparecimento integral de uma fileira de árvores no Fórum Cidadania Braga, um espaço virtual de debate sobre a cidade com cerca de 14.000 subscritores] 

1- Relativamente ao impacto imediato ambiental negativo desta acção, o município não esclarece.
2- o esclarecimento tardio acontece devido à indignação dos habitantes, e as outras zonas onde cortam árvores? Onde está o esclarecimento?
3- relativamente à biomassa perdida e substituição por árvores infantis, o município escusa-se, convenientemente, a esclarecer que demorará décadas ao ecossistema repor os seus valores normais, que já de si eram fracos e se alguma vez forem atingidos.
4- relativamente a medidas de prevenção de tratamento de doenças das árvores, o município opta pelo mais simples, o corte. Nunca o tratamento, ou transplante. Muitas dessas doenças provocadas por podas mal executadas – a maior parte levando à morte de árvores saudáveis na altura da poda.
5- quererá o município agir como outras autarquias e identificar – antes do acontecido, – acções similares, para que seja do conhecimento público e passam surgir outras soluções, como foi o caso de Lisboa, por exemplo, no mês passado?
6 – quererá o município explicar o que sucedeu na Rua Dr. Francisco F. Duarte? E outras? Ou ficarão por explicar por ser em Real? E não ter dado polémica.
8- quererá o município explicar porque não defendeu a manutenção das árvores da Quintas das Portas [rotunda de Maximinos], que situadas junta à estrada, não afectavam o projecto?
9- quererá o município explicar à população que as árvores cortadas para placards de publicidade e plantadas outra, infantis, no monte Picoto, não substituem a biomassa perdida nas zonas onde foram plantados os placards, e que tem um impacto negativo, uma vez mais, para a saúde das pessoas e qualidade do ar das zonas de forma perene?

Este link desmente a teoria das alergias provocadas pelos choupos, entre outras coisas. Pode ser didático para evitarem mentir às pessoas.
ps: o jardim com árvores. Imagens de arquivo, claro.

Comments

  1. Abel Barreto says:

    Outra pergunta que se poderá fazer é: qual o destino da madeira? Parece que tudo é feito (tal como acontece em Aveiro, onde vivo), para maximizar a quantidade de madeira cortada: são as “podas” radicais (em que praticamente apenas é deixado o tronco), e o corte pela base, a maioria das vezes sem justificação.
    Parece tudo fazer parte do “negócio”: eu corto e beneficio com a madeira recolhida; tu vendes as novas árvores (se forem plantadas outras), e beneficias com a venda.

  2. Hélder P. says:

    O Jardim de Santa Bárbara é um ícone da cidade de Braga, não sou bracarense mas conheço relativamente bem a cidade e parece inacreditável como estas coisas passam sem qualquer explicação da Câmara aos munícipes. Estou chocado.
    Cada vez se respira pior em Braga, a cidade qualquer dia é só túneis e alcatrão.

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