O ressabiamento tem limites


O partido do “que se lixem as eleições” agora também defende que se lixe a vontade do eleitor. Se os deputados são os representantes dos eleitores, não faz sentido nenhum que uns deputados tenham mais força do que outros. É essa a natureza de um sistema representativo.

Há gente que vive mal com a democracia e Montenegro, com esta atitude, mostra bem ao que vem. Além de que mente:

“os eleitores escolhem deputados que têm tal poder que escolhem o governo que querem e o programa que querem” [Público, 20/04/2017]

Os eleitores não escolhem deputados. Votam em listas compostas por deputados escolhidos pelo partido. Há uma enorme diferença. É como comprar fruta ao saco, sujeitando-se às maçãs podres que lá estejam, ou à peça, seleccionado apenas as melhores.

E, novamente, os deputados, que são a expressão do voto popular, podem e devem escolher um governo e um programa que corresponda à expressão desses votos. Bem-vindo à democracia, senhor deputado!

O notáveis que mandam no PSD estavam lá todos. A notícia não refere que vozes de protesto se tenham levantado.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    A Grécia foi e é bafejada por esse método irracional em que o Partido mais votado tem logo à cabeça 50 deputados a mais, por ser o primeiro.
    A primeira pergunta é esta:
    No passado, admitindo que entre o PASOK e Nova Democracia, o resultado eleitoral era imprevisível, pois disputavam taco a taco a maioria entre os dois, como é que antes desse desfecho se sabia quem eram os 50 artistas escolhidos? Havia uma lista prévia de “nobres”?
    Mas o mais engraçado foi quando o Syrisa se tornou a força maioritária, e aí os partidos do sistema já estavam dispostos a rever a lei eleitoral. Nessa altura o medo era tal, que já alteravam tudo. Democratas de pacotilha.
    Na Inglaterra existem os círculos uninominais, em que o eleito é o mais votado, mesmo que por um voto, entre várias outras minorias. Ou seja, num determinado círculo, um deputado que tenha recebido 30.000 votos, outro 28.000 é um terceiro 22.000, quem representa aquele círculo é o eleito com os 30.000 votos ainda que os outros dois não se revejam nele. Na Inglaterra há situações em que o representante obteve 34% dos votos expressos nas urnas. Os outros 66% dos votos ficam à mercê dos desígnios do vencedor. Isto só é possível porque a Inglaterra apesar de tudo é a mais velha democracia do mundo, como ainda agora se viu com o BRexit. Mas ponham este método em Portugal é logo verão no que dá.
    A direita prefere estes método apenas porque sabe melhor do que ninguém que há várias esquerdas, por vezes com posições bem definidas, e contraditórias, enquanto só há uma direita. A dos interesses económicos.
    O método “mais verdadeiro” apesar de tudo, é o Francês e o nosso.
    Montenegro é um rapaz que tem destas coisas. Deve ter sido de ter andado tantos anos na Universidade para tirar um curso superior. Pensa com os cotovelos. Quando está com dor no dito, atira para o ar estas bacuradas.

  2. Ana A. says:

    Uma Democracia “à la Erdogan” é que era!

  3. JgMenos says:

    Cada partido vai a votos com seu programa.
    Juntam-se em magotes à volta de um programa que ninguém apresentou e não foi votado . Temos a democracia geringonçosa, um bando de comadres a darem de comer a clientelas!

    • Você tem tanto de engraçado como de faccioso. Vou-lhe recordar o seu querido governo PSD/CDS que foi a votos separadamente e governou com um programa que nada teve a ver com o que foi a votos. Tome umas pastilhas que isso passa.

      • E para que não restem dúvidas, aqui fica o vídeo onde Paulo Portas explica a Passos Coelho como funciona.

      • José Fontes says:

        Caro J. Manuel Cordeiro,
        Caros comentadores:
        Há umas semanas, talvez um mês, um comentador explicou quem era este JgMenos e como actuava nos blogues de Esquerda ou nos posts que ele define como de Esquerda, em blogues que se afirmam abertos, como é o Aventar.
        Depois desse aviso o referido comentador, de nome António Pedro Pereira, disse que trabalhava no estrangeiro e que se ia embora, não podendo aparecer até novas férias em Portugal, pois a profissão exigente não lhe permite frequentar a blogosfera. Só o faz de tempos a tempos, nas pausas em Portugal.
        Isto está escrito num post, quem tiver interesse é só procurar.
        Eu retirei o texto desse post, gosto de verificar se as acusações se confirmam ou não, para ficar a conhecer melhor figuras bizarras como este JgMenos, que está sempre contra tudo e todos, mas esqueci-me de retirar o nome do post.
        Segundo essa informação, este JgMenos era assíduo no extinto Arrastão, com os nicknames de Tonibler e JgMenos: como Tonibler, era um bronco que insultava toda a gente; como JgMenos dizia-se ex-emigrante em França e simpatizante da Frente Nacional dos Le Pen.
        Vigia desde há muito o Ladrões de Bicicletas diariamente, onde desconversa sempre em todos os comentários, nunca acrescentando nada à discussão.
        Lá, é José.
        Afinal, na realidade é um cromo direitolas de nome João Pires da Cruz, que teve a lata de escrever, recentemente, no Observador, um artigo em que diz que os beneficiários dos resgates aos bancos fomos nós que os pagámos, mesmo que nem tenhamos contas neles, e não foram os accionistas, os gestores ou os bancários.
        Grande cretino.
        Confirma-se que aqui no Aventar, que parece ter sido eleito como novo alvo a vigiar pelo troll, usa a mesma técnica de estar sempre contra sem acrescentar nada à discussão.
        Não vale a pena dar importância ao cretino.
        Aqui fica o nome e o link do dito artigo do cromo:
        «Mas quem haveria de pagar?»
        http://observador.pt/opiniao/mas-quem-haveria-de-pagar/

        • Ernesto says:

          Corroboro a informação partilhada pelo comentador José Fontes, e contribuo com o nome do post em questão:
          “Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar”,

          • JgMenos says:

            Corroboras, Ernesto? Que palavra difícil! Foste ao dicionário, grunho.

            Todo o blog sabe a origem do José e do JgMenos.
            Os treteiros caluniadores, armados em controleiros podem zurrar à vontade: já me dera uma boa meia dúzia de nomes alternativos; por mim podem prosseguir na sua demonstração de grunhisse.

          • Ernesto says:

            Achas que é uma palavra difícil? Normal para ti.
            E quando é que vais aprender a utilizar as vírgulas, zé?

            Já agora:

            “Passa ao lado de que as eleições se fizeram com um pacto tripartido já feito com a troika – esquecimento ou conveniência.”
            Nesse pacto, estavam lá cortes nas pensões e salários, meu lafrau?

            “Todo o blog sabe a origem do José e do JgMenos.”
            Claro, está na cara que a origem só podia ser um monte de merda!

            És um olharapo, não há como fugir a isso, tens de te resignar,João..

          • JgMenos says:

            Diz o príncipe da grunhisse, Ernesto:
            «Nesse pacto, estavam lá cortes nas pensões e salários, meu lafrau?»

            29/9/2010
            O primeiro-ministro José Sócrates anunciou esta noite o aumento do IVA para 23% e um corte de até 10% na despesa total de salários do sector público, entre outras medidas de austeridade aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário

            Eh!Eh!Eh!
            PS, a verdadeira austeridade é de esquerda!

          • Ernesto says:

            Data da assinatura do memorando: 17/05/2011.
            Obrigado por teres posto a data.Ajudou para te desmascarar, meu quim da lancha.
            Assinalo que não refutas seres lafrau!f

          • JgMenos says:

            Ernesto assinala armar-se em parvo: era preciso estar no memorando o que estava em vigor?

      • JgMenos says:

        Passa ao lado de que as eleições se fizeram com um pacto tripartido já feito com a troika – esquecimento ou conveniência.
        O partido mais votado esteve no governo como era tradição – esquecimento ou conveniência.

        Quanto ao resultado nem estou particularmente desagradado:
        – o PS faz a austeridade a que o PaF não se atreveu e os esquerdalhos aplaudem e vão contendo as passeatas e a gritaria.!

    • José Peralta says:

      jgmenos

      “Temos a democracia geringonçosa, um bando de comadres a darem de comer a clientelas “!

      TIVEMOS um arremedo de democracia p(M)afiosa, uma quadrilha de gatunos, agora canídeos uivantes E RESSAIBIADOS, e uma clientela de hienas que deixaram de rir, porque lhes acabaram com “o naco” !

      No meio deste “reino animal”, qual é o “papel” do jgmenos ?

      Ora ! O “papel” é o do galito da Índia convencido que ainda vai chegar a galarós !

      Tarde piaste…

  4. António Melo says:

    Este montenegro é na realidade (?) todo um programa. Convencido e apadrinhado pelo relvas e pelo marqintónio de que será o novo líder do PPD-PSD e sabendo, como sabe, que os pafalhões nunca voltarão ao poder a não ser que obtenham maioria absoluta, trata já de se acautelar, confiante de que o seu partido obterá sempre a maior votação, embora não lhe chegue para formar uma maioria. Com o tal bónus, teria sempre garantida a indigitação para “primeiro”. Quem seria capaz de explicar a este iluminado as regras da democracia parlamentar ? Nem um santo ! E quem seria capaz de lhe relembrar as parvoíces de que em tempos se aliviou sobre o sistema grego ?É simples. não é ? Mas quem, no seu perfeito juízo, quererá esta personagem como “primeiro” ? Julgo que ninguém correrá esse risco, enquanto alguém se lembrar que besta nódoa é autor da mais estúpida frase do nosso regime democrático (aquela que orava: “o país está melhor, embora os portugueses não estejam melhores”). Esta e outras, só o coelho-líder da pafalhice lhe pedindo meças no que a frases estúpidas e pensamentos cretinos diz respeito. De resto, quem se lembraria de votar num indivíduo que lidera uma bancada (quase escrevia cambada…) cuja primeira fila é de cair para o lado com choque e pavor: duarte marques, hugo soares, leitão amaro, carlos abreu amorim e o próprio senhor pafalhão ?

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