Sobre a Eurovisão…


Admiro a Luísa Sobral, mas quando li que tinha composto a canção vencedora do festival da canção, nem me dei ao trabalho de ouvir. Seria impossível não ter reparado nos inúmeros posts publicados no FB, passei a reconhecer Salvador Sobral através de foto e continuei sem ouvir a canção. Até ontem, Domingo de manhã, já sabendo que vencera o festival da Eurovisão, evento que não me diz rigorosamente nada, razão pela qual não embarquei na euforia colectiva, pois como poderia celebrar algo desprovido do mínimo interesse da minha parte, por não lhe reconhecer qualquer qualidade musical? Já passaram mais de 20 anos desde a última vez que gastei umas horas com tal evento e não seria agora que mudaria de atitude.

Mas afinal é a primeira vitória de Portugal, o rapaz é irmão da Luísa Sobral, que é autora da canção, muita gente cuja opinião tenho em consideração aponta qualidade e finalmente lá fui ver. Comecei pelo vídeo da consagração e percebi imediatamente pelos apresentadores que aquilo continua ao nível canastrão. Esteve bem em partilhar a vitória com a irmã e finalmente lá ouvi a canção, que tornei a ouvir em momento diferente e fiquei com a certeza que não passou de oásis no deserto de mediocridade que é a Eurovisão, mesmo sem poder aferir a justeza das vitória, porque não vi as restantes concorrentes, nem tenciono ver. Falta agora a medalhita do prof. Marcelo, quem sabe já no próximo 10 de Junho, e no próximo ano Portugal organizará o evento, muito provavelmente em Lisboa, porque desde o seculo XIX todos os que em Portugal têm algum poder de decisão seguem à risca a frase do Eça, “Lisboa é Portugal, o resto é paisagem”…
Apenas um reparo a apontar ao vencedor, aquele discurso final era escusado, as pessoas passam os eventos permanecem, o festival Eurovisão tem um ADN que não mudará miraculosamente apenas porque de X em X anos surge uma pedrada no charco. Salvador e Luísa Sobral têm muito a dar à música, mas fora do circuito festivaleiro.

Comments

  1. Super de acordo com o reparo, o registo é quase messiânico, mas aposto que ninguém ligou! A musica seria suficiente para passar a mensagem dos Sobral.

  2. J Paulo C says:

    Bom, este seu texto é que não absolutamente para nada, para além de demonstrar o seu egocentrismo snob, que parece ter imensa vontade de demonstrar aos outros…

  3. J Paulo C says:

    queria dizer “não serve obsolutamente para nada…”

  4. JgMenos says:

    Ainda não consegui ver a música toda.
    Aquele choradinho, aquelas mãos suplicantes e retorcidas,…deprimente.

  5. José Peralta says:

    António de Almeida

    Tenho sido seu “opositor”, nas ideias e opiniões que aqui publica !

    E continuo a não renunciar as minhas…

    Mas, do mesmo modo, lhe digo que desta vez estou totalmente de acordo consigo !

    Sim, a canção de Luísa Sobral cantada pelo seu irmão, e com um magnífico arranjo orquestral de Luís Figueiredo, (que é justo mencionar) foi realmente uma pedrada no charco !

    Isso não garante que se não volte à mesma “morrinha” de sempre !

  6. Fernando says:

    Acho que o António DE Almeida se esqueceu (porque não é um tipo sectário) de lembrar que Portugal só ganhou o festival por causa do Passos Coelho. Foram as políticas deste grande estadista, é justo lembrar, que permitiram esta vitória. Transmita os meus cumprimentos, António DE Almeida, ao seu chefe, o Passos-fui-eu-que-tive-a-ideia-Coelho.

    • Nascimento says:

      Eheheheh….mai nada 😝! O António lá sabe… O fastio com que o António lá foi ver o rapaz a cantar😂.Ganda António,melhor só o Olharapo rançoso do ” menos”. O pessoal precisa destes urubus….

  7. Rui Naldinho says:

    O António faz um comentário perfeitamente justo e equilibrado sobre aquilo que tem sido há décadas o festival Eurovisão da canção, incluído este.
    Pelo texto escrito, ele valoriza a nossa canção, ao ponto de a comparar a “um oásis no meio de um deserto”, onde falta a qualidade em quase tudo o resto. Se isto não é um elogio, só pode ser uma alegoria.
    Faz apenas um reparo, e bem, aquela brincadeira um pouco a despropósito, eu sei que o Salvador ainda é um jovem, irreverente, sobre a venda da estatueta – prémio no EBAY, desvalorizando aquilo que ele próprio acabara de ganhar. “Convinha não cuspir no prato onde comemos”.
    Pensando bem, digamos que ao Salvador ainda lhe falta alguma maturidade para estas andanças eurovisivas. Mas o António nem valorizou muito esse aspecto. Apenas o registou. Fosse o nosso Salvador de outro país, por exemplo Alemão ou Espanhol, e já aqui tínhamos esgrimido um montão de valores éticos e morais.
    Não percebi as críticas ao texto, mas deve ser da minha “Santa ignorância”.

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