O melhor que ficou por contar

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Helena Ferro de Gouveia

Muitas pessoas inteligentes, incluindo jornalistas, derrapam na complexidade do ser-se refugiado (não apenas na sua dimensão humana, mas nas questões geopoliticas). Se há algo impossível de apreender de longe, lendo apenas ou pela internet é um campo de refugiados e os que o habitam.
É preciso entrar nele na ponta dos pés e pedindo licença, ver bem de perto e ter o cuidado para não compreender depressa demais.
O campo de refugiados é a última fronteira. Não há mais para onde ir. A única forma de quebrar a espiral, de sair da trilha da desesperança, é a educação e é disso que quero falar.
Lembram-se do Elliah, do Peter e do Malual, refugiados sul-sudaneses que adoptámos no projecto I have a dream?
Têm as propinas, o material escolar e o uniforme garantidos durante dois anos graças à vossa generosidade. A gestão será feita pelos franciscanos.

Porto e Rui Moreira sem drama autárquico

Vive-se no Porto em estado de serena normalidade, a despeito da recente quezília entre Rui Moreira e o Partido Socialista, agitada pelos órgãos de comunicação social e comentadores de assento garantido pelo poder dominante. Afinal, bem vistas as coisas pelo que se vai dizendo, não se trata de um divórcio litigioso, mas de uma transfiguração em “amizade colorida” – Moreira e Pizarro fazem questão de reafirmar isso mesmo.
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Os portuenses estão serenos, atendendo a que o tema não é assunto sequer na cidade, a não ser entre nos aparelhos de partidos e de movimentos independentes, uma vez que as eleições estão à porta e estas são sempre um momento de solução, saibam os eleitos corresponder às vontades que vierem a ser expressas. Rui Moreira tem a vitória garantida e acredita [Read more…]

As competências cognitivas de uma professora


E é isto.
Argumentos a favor da tolerância de ponto? Ok, com algum esforço, embora sem qualquer convicção, posso arranjar alguns. País maioritariamente católico, milhares de pessoas a caminho de Fátima, tradição.
Mas há quem tenha outros argumentos. Há quem seja a favor da tolerância de ponto porque assim não tem de ir trabalhar. Porque não é aumentada e tem horários sobrecarregados e é diariamente sujeita a atropelos.
Sobre a questão de fundo? Não, estes argumentos são mais do que suficientes. E quem não concordar que vá para a Venezuela.
O que assusta não é a opinião isolada de uma analfabeta. Assustador é mesmo ter ouvido exactamente os mesmos argumentos da maior parte das pessoas com quem tentei falar sobre o assunto.
Medo, muito medo. [Read more…]

Julio Magalhães VS Marques Mendes: quem está a mentir?

No seu habitual espaço de revelações bombásticas na SIC Notícias, Marques Mendes informou o país, com o rigor a que já nos habituou, que Júlio Magalhães teria recebido um convite do “Partido Socialista a nível nacional” para liderar a candidatura do PS à CM do Porto, tendo a questão sido discutida com a administração do Porto Canal. Tratou-se, segundo Marques Mendes, de “um convite ao mais alto nível do Partido Socialista ao nível nacional”.

Já no decorrer desta semana, questionado pela mesma SIC Notícias, Júlio Magalhães apresentou a sua versão dos factos, incompatível com a de Marques Mendes. Segundo o director do Porto Canal, “foi apenas uma mensagem“, à qual respondeu “imediatamente que não“, tendo o assunto morrido logo ali. [Read more…]

O frenesim reformista na Educação

Uma “revolução na educação” ou uma educação como “empresa de desumanização do homem”?

Direita socialista


O socialismo dura até terminar o dinheiro no bolso dos outros. Bem sei que estamos em período de pré-campanha eleitoral e Assunção Cristas tem muito em jogo nas próximas autárquicas, talvez até a manutenção da liderança do partido, mas não é sério considerar possível um alargamento da rede do metro, nesta dimensão, para os próximos 13 anos, sem apresentar custos e financiamento. Como é possível acusar o PS de ser o partido das obras faraónicas e depois apresentar este projecto? [Read more…]

Profundamente anti-católico

Contra uma tolerância de ponto ridícula.
Contra todos os feriados religiosos.
Contra uma ditadura católica que chega ao ponto de condicionar todo o ano lectivo e um 3.º período que é incrivelmente pequeno por causa da Páscoa. Contra a existência de uma disciplina de Educação Religiosa Católica nas Escolas. Contra a existência de padres como Directores de Agrupamento.
Contra a Concordata e qualquer outro acordo entre um Estado laico e uma religião, seja ela qual for.
Contra a vergonhosa isenção de impostos da Igreja Católica e contra os Governos – este e os outros – que pactuam com esta vergonha.
Contra uma Igreja Católica que é uma das principais causas do atraso cultural de Portugal.
E no entanto, se Cristo foi aquelas coisas todas que dizem que foi, então eu sou mais cristão do que esse beatério todo que vai para a missa ao Domingo bater no peito.