A ortografia do jornal A Bola

Como vimos, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade evita a adopção do AO90 em notícias do Benfica.

Contudo, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade adopta o AO90 em notícias do F.C. Porto, adulterando o nome de uma claque.

Depois de ter reagido à proibição de exibir uma tarja com «O espírito de campeão vive? Apenas nos nossos adeptos», espero que esta claque exija uma retractação ao jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade.

Aeroporto Humberto Delgado

Embora, em tempo de três efes, tanto a ANA, como praticamente toda a comunicação social, se recusem a escrever o seu Nome, aquele aeroporto que fica em Lisboa chama-se Aeroporto Humberto Delgado. General Humberto Delgado.

Crónicas do Rochedo XVII – É só uma canção?

salvador

Nem sei precisar o número de anos sem um simples “deitar o olho” a um festival de canção. Este ano foi diferente por um mero acaso: ter visto/ouvido a canção do Salvador Sobral nas redes sociais e a sua prestação nas meias finais. Ficou aquela sensação de: “será que uma música destas ganha o festival da canção?”. Ganhou para enorme surpresa minha. E depois foi o: “será que consegue o milagre de ganhar em Kiev?”.

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Educação em Gondomar: Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal

 

 

 

 

 

 

 

 

Exmo. Senhor,

Venho por este meio protestar veementemente, mais uma vez, devido às condições físicas da Escola E B 1 do Alto de Soutelo
Na última aula de Educação Física, a minha filha ficou toda esfarrapada quando caiu ao chão no decorrer de um exercício. Braço, joelho, anca e mãos muito magoadas.
Tudo porque o chão da escola é uma vergonha que não se admite num país civilizado, quanto mais num concelho, como Gondomar, que se diz desenvolvido.
Não vale a pena alegarem falta de dinheiro. Não é necessário dinheiro para pegar numa máquina e limpar aquele cascalho todo que alguém um dia decidiu lançar sobre o piso da escola.
Dinheiro não. Vontade política. Apenas e só!
Compreendo que os Centros Escolares sejam mais atractivos em tempo de eleições. Afinal, a Escola E B 1 do Alto de Soutelo é muito pequena. Rende poucos votos.
Já agora, relembro mais uma vez que a passadeira que serve os alunos da escola é uma pouca-vergonha. Uma passadeira que vai dar a uns contentores do lixo, que está sempre ocupada por carros e que, de resto, praticamente já desapareceu.
Deixo algumas fotografias para que o senhor ou alguém ponha a mão na consciência. Para que alguém pense na negligência que representa toda esta situação.
É que, um dia, a negligência transforma-se em crime.
Aqui estarei se for esse o caso.
Cumprimentos.

Startup Macron

Da necessidade de derrotar Le Pen nasceu um boneco. Mesmo tendo vencido com os votos da esquerda que o despreza e sendo o candidato que menos entusiasmava os seus próprios eleitores, o coro de papagaios que enche o eco televisivo transformou-o numa esperança. Ex-banqueiro, ex-relator de Sarkozy, ex-conselheiro de Hollande, ex-ministro de Valls, o oportunista saltitou até ao céu sem compromissos. “Eu reivindico a imaturidade e a inexperiência política”, gritou para uma plateia embrutecida pela aldrabice populista do candidato antissistema que o sistema adora. Fazer um caminho político passando por várias eleições é coisa “de um tempo antigo”, disse. E Macron é uma coisa do futuro, onde os partidos são startups e os presidentes melões por abrir. Jovem, belo, impecavelmente vestido, tudo nele é moderno. Em entrevistas sobre negócios usa, num inglês irrepreensível, os termos da moda. Tem a lábia de vendedor de oportunidades que deslumbra qualquer “colaborador” num fim de semana de team building. Faz parecer revolucionária a certeza de que tudo vai ficar um pouco pior. Tudo nele cheira bem. Cheira a Uber, que ele acredita ser uma excelente solução para os jovens desempregados, que não querem patrões, querem clientes. Macron não é um político. É uma app. Sempre em atualização.

Macron é trendy, a crónica de Daniel Oliveira, no Expresso

Efectivamente, é óptimo

Exactamente. Efectivamente. Viva o Benfica.

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Quite possibly

Segundo Euan Ferguson, «Portuguese is quite possibly the loveliest language in which to sing soft, good, songs».