Mundivisão

O Ministro dos Negócios Estrangeiros – o mais aristotélico membro deste governo – escreve hoje no jornal PÚBLICO um interessante texto sobre a importância dos pormenores e das coisas “aparentemente laterais” na prossecução da política externa.

Esta intervenção pública foi, aparentemente, suscitada pela recente vitória de um artista português no festival da Eurovisão, mas o seu propósito parece ser o de chamar a nossa atenção para os diferentes planos em que se desenvolve a política externa de um país, sendo alguns deles, necessariamente, de visibilidade reduzida, outros de importância improvável na estratégia político-diplomática portuguesa. Nos tempos recentes têm sido vários os exemplos de sucesso dessa estratégia, mas é de sublinhar – e elogiar – que a Cultura, seja ela “de massas” ou de elites, se afirme como instrumento de diplomacia e, mais ainda, que o faça através de uma disrupção rigorosamente calculada, cujo propósito foi afirmar – e impor –  um paradigma novo. Houve força para isso, o que é de assinalar.

É muito interessante verificar também que, tendo sido meticulosamente preparada a campanha na Eurovisão, com toda a racionalidade positiva e cartesiana que caracteriza um projecto político desta magnitude, o objectivo final tenha sido alcançado por um “agente” improvável, muito mais próximo de Diógenes do que de Aristóteles. Ter ganho foi importante, mas muito mais importante foi ter ganho um novo paradigma, nascido da vontade de influenciar o rumo da civilização, desafio de que Portugal não pode eximir-se.

A tese de Mestrado do Mestre Macaco

No ISMAI

A sopa não é alimento

Correio do Norte, 14 de Dezembro de 1906

Deus gosta de todas as pessoas

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Iguais e diferentes, Deus gosta de todas. © Paróquia de São Mateus – Anglicanos

NES, ouve as minhas preces


Se um dia alguém perguntar por ti
Diz que vivi para te ver falhar
Antes de ti, pior nunca vi
Fraco e sem nada para dar

NES, ouve as minhas preces
Quando é que desapareces, estou farto de ti
Eu sei que não sais sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar ao desemprego

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
É começar a chamar pelo nome os bois.

(Música de Luísa Sobral, letra do RicardinhoO do Portal dos Dragões)

Augusto Santos Silva «escreve segundo as normas do novo Acordo Ortográfico»

Escreve?

A sério?

«Segundo as normas do [Read more…]

Foi bonita a festa, pá!

Santana Castilho *

1. Ganhámos dois santos, recebemos o Papa, celebrámos o tetra e temos a Europa a cantar em português. A economia cresceu 2,8% no primeiro trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, e o desemprego desceu. Graças à “geringonça”, Portugal é outro e os portugueses sorriem. Jacinta, Francisco e Bergoglio, na onda sacra, Rui Vitória e Sobral na terrena, sopraram as vaquinhas que voam com a magia de António Costa. Só a da Educação tem pés de chumbo e traseiro grudado ao chão. 

2. Na minha última crónica, escrita a 2 de Maio, referi estarem produzidas milhares de páginas com o que o secretário de Estado da Educação iria concluir depois de feitas as provas de aferição. Ele deu-me razão, nesse mesmo dia, ao anunciar, sem sequer esperar pelos resultados, decisões que obviamente já estavam tomadas sobre o respectivo currículo. Exagerei ao qualificar de imbecil toda esta encenação?  [Read more…]

É de chamar aqueles que venderam os anéis e os dedos

China recebe em dividendos um terço do que pagou pela EDP. Cedo descobriremos o preço de se ter vendido a REN e outras áreas de soberania.