1934-2017
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Beat. he that hath a beard, is more then a youth: and he that hath no beard, is lesse then a man.
— Shakespeare, “Much Ado About Nothing” (Folio 1, 1623)
George: Good, better, best, bested. [Back to Nick] How do you like that for a declension, young man? Eh?
— Edward Albee, ‘Who’s Afraid of Virginia Woolf?’
Uma autêntica vergonha.
— Rodolfo Reis, 10/6/2015
***
Por razões habituais, óptimas, espectaculares, excelentes, formidáveis e estupendas (a lista de atributos algo aleatórios encontra-se activa),

não consegui ver em directo o Glorioso e não actualizei o ponto da situação no sítio do costume.
Efectivamente, [Read more…]

Problemas de saúde? Precisa de uma segunda opinião? Esqueça lá a medicina convencional e passe na repartição mais próxima da Igreja Maná, uma ponte com o divino onde tudo se cura, ao vivo e em directo, pelo preço certo em dízimo.
Antes de soltar a gargalhada, caro leitor, tenha em consideração que vive num país onde muitos milhares de pessoas acreditam (mesmo) que descendem de uma personagem mitológica chamada Adão, a quem Deus retirou uma costela para criar Eva, sua cara-metade, tendo ambos sido posteriormente expulsos do Paraíso, culpa de uma cobra matreira que fez da mulher pecadora (só podia ser ela, que os homens, é sabido, pecam muito menos), levando-a a comer a maçã proibida. Considere ainda que igual número de pessoas acredita que o mundo foi inundado para castigar os excessos pecaminosos da humanidade, tendo Deus ordenado a construção de uma arca que permitiu salvar um par de cada espécie, para evitar o destino dos pobres dinossauros. E não esqueça que, já esta semana, no santuário de Fátima, celebrar-se-ão 100 anos de uma data em que, reza a lenda, três crianças terão visto uma divindade descer dos céus. Diga-me, caro leitor, se o seu filho de nove anos chegar tarde a casa para jantar, depois de uma tarde no pastoreio, e lhe disser que viu a Virgem Santíssima, a pairar sobre uma azinheira, vai acreditar nele?
Foi o que me pareceu.
… onde Portugal é representado por um Salvador cujo coração carece efectivamente de salvação, correndo o risco iminente de colapsar.
Com esta conjugação cósmica, o fim do mundo português será pois a 13 de Maio, com o Governo, Autarquias Locais e empresas públicas a tolerarem o ponto à malta no dia prévio para que – eis a razão – possa arrumar as suas coisas em Paz. Resta saber se terá epicentro no joelhódromo, no Marquês ou em Kiev, com a milagrosa conversão da Rússia à ilharga.
Porém, nihil obstat. Está tudo bem assim e não podia ser de outra forma.

Em vez de salvarem bancos, os franceses andam a gastar o dinheiro em… em… baguettes et fourchettes. Desnaturados!
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Por esse motivo, Cristiano Ronaldo não jogou na *seleção. Despediu-se hoje da seleCção. Em português europeu. Efectivamente, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
O mesmo Ministério Público que se “esqueceu” dos podres do ministro Luís Neves.
O PGR foi nomeado pelo actual primeiro-ministro.
Mas alguém acredita na separação de poderes?
Os neonazis vão estar em festa na Maia. Não vai haver polícias para nos bater.
Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
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