Aí está o Diabo


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Chegou para apoquentar Cristas e Passos – sobretudo este último.

Malditos esquerdalhos, até o capital controlam.

Pst! Aqui que ninguém nos ouve, estas notas especulativas das agências de rating valem zero, no sentido de não terem uma relação real com o estado do país. Não tiveram no passado, como não têm agora. Mas, politicamente, valem muito, ou não tivessem sido armas de arremesso dos ressabiados Cavaco, Passos, Portas, Cristas e demais fandangos.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    – Piu piu, piupiu,…piu piu!!

  2. Nefertiti says:

    “Surpreende”?

  3. JgMenos says:

    Que contentes!
    Que queridos!
    Que entusiasmo pelas metas do défice e da dívida!
    O que era o diabo passou a ser o ideal!
    Entretanto a clientela vai na frente na mama…

    • Tony Blair JPdC says:

      Mama, ó Menos! Vai mamando, mas não abuses!

    • ZE LOPES says:

      O teu problema é que vens para aqui armado em peão de brega e acabas cravado de bandarilhas!

      Mas vais ter um prémio pela tua dedicação à tauromaquia. Passa lá pela rua de S. Caetano que tens direito a um torrãozinho de açúcar! Lindo menino!

    • José Peralta says:

      Ó “menos” !

      Adivinho-TE uma lágrima no canto do olho ! Realmente, tanta “desgraça” que te tem acontecido nos últimos tempos !

      Mas vê as coisas pelo “teu” lado positivo, ó “menos” ! E verás que nem tudo é mau !

      Por exemplo :

      Aproveita a oportunidade, e antecipa o uso daquela belíssima gravata e o “fumo” preto, que tens guardados para o funeral político da múmia pipilante, (ainda mexe, o sacana…), do aldrabão-mór e outros chacais…

      Vais sentir-te muito mais confortado…ò “menos” !!!

      • JgMenos says:

        Estás enganado Peralta.
        Ando até bem contente; ver a esquerdalhada a fazer contas dá-me um enorme gozo.
        Treteiros de merda, a alternativa é andarem a contar os tostões, e imagina, deram-me algum a mim!

        • ZE LOPES says:

          Deram-lhe uns tostões porque tiveram pena de si. Por detrás daquela couraça de esquerdalho há muito coração generoso. Sabem bem o que é passar por dificuldades e não ter dinheiro para se tratar.

  4. Que se fodam as agências de rating! says:

    Agências de rating, o Passos, o Portas, o Cavaco, a Albuquerque, o Vítor Gaspar, o Goldman Sachs e outros canalhas fazem parte da mesma corja!

  5. Acho que já percebi o que se passa. A geringonça deixou o país tão mal, mas mesmo tão mal, que nem o Diabo quer por cá aparecer.
    Pobre passoilo, a vida não lhe corre de feição…

    • ZE LOPES says:

      Ah! Ah! Ahhhhhahhhhaaahhhaaa! Ah! Ah! Ah! Ai que você é tão cómico! Refere-se ao Passoilo..Coelho, não é? Ah! Ah! Ah! Não posso mais!

  6. O diabo já está a avisar. says:

    O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou que tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019 e que espera, nessa altura, receber “uma herança melhor” do que a deixou em 2015.

  7. Isso não admira nada.
    Então, de pois de um défice mais baixo que o que se tinham comprometido( foram além da troika) , depois um investimento público mais baixo que o governo anterior, provando que crescimento não depende do investimento público , tudo teses defendidas pela S&P, não me surpreende.
    O que me surpreende é os marxistas ficarem contentes com isso… nem se apercebem das contradições… enfim desde que o funcionário receba relativamente mais que o congénere da privada ficam logo todos contentes, não se apercebendo que todos podiam estar melhor não fosse a doutrina da inveja desculpem, da igualdade, queria eu dizer.

    • Rui Naldinho says:

      Eu já percebi. A direita ficou irritada com a notícia.

      Dizem eles:
      – Ora merda!!!
      – Já não bastava o FMI, e só faltava agora virem estes gajos das Agências de Rating ajudar-lhes à festa?
      – Pior é impossível!?
      – Se estivessem mas é caladinhos, é que nos ajudavam a manter o “cerco” !

      Digo-vos eu:

      Como por agora, não têm mais incêndios, nem mais mortos para comentar, deram numa de moralista.
      É preciso ter lata. Mas mesmo, muito lata!!
      Mas, já aqui alguém defendeu as agências de rating, que não vós próprios?
      Que eu me recorde, o sermão das agências de rating ainda há dias foi defendido pelo vosso profeta maior da desgraça, o “Cavaco Vivo”, em Castelo de Vide, ó idiotas?
      O problema está mesmo aí. É que o discurso feito por vós nestes últimos seis anos, não cola com a realidade.
      Tudo o resto, é só raiva, vossa!

      • Mais um que virou a página da austeridade, por cá deixaram de falar do herói, mas havia motivo:

        Eurogruppe: Licht am Ende des griechischen Tunnels

        Es ist eher selten, dass Eurogruppen-Chef Jeroen Dijsselbloem in den letzten Jahren beim Thema finanzielle Lage Griechenlands gute Nachrichten verkünden konnte. Beim informellen Finanzministertreffen der 17 Euro-Staaten im estnischen Tallinn war das anders. Ungewohnt optimistisch sagte Djisselbloem, die Tatsache, dass die EU-Kommission Griechenland aus dem Defizitverfahren wegen zu hoher Neuverschuldung entlassen wolle, spreche dafür, dass es aufwärts gehe in Hellas. “Das ist ein Zeichen, wie weit das Land gekommen ist”, so Dijsselbloem. Eine endgültige Entscheidung soll im Oktober fallen.

        in “Deutsche welle” – http://www.dw.com/de/eurogruppe-licht-am-ende-des-griechischen-tunnels/a-40530608

        • ZE LOPES says:

          Pois é! V. Exa insiste em comer tudo ao almoço, com medo da próxima crise que já anunciou umas 369 vezes,, e depois aconntece isto! As morcelas dão a volta ao bandulho e voltam à boca. Daí o discurso!

          Há remédio? Talvez! O melhor é engolir já dois paralelos de granito, para ver se a coisa esmói! Mas não vai ser fácil!

    • ZE LOPES says:

      Mais outro que veio para aqui armado em pião de brega e acabou cravado de bandarilhas!

      “O que me surpreende é os marxistas ficarem contentes com isso… nem se apercebem das contradições…”. Apercebem, apercebem…só que os marxistas não são burros e, por isso, adaptam-se a tudo. Então não estamos no fim da história, numa sociedade liberal-triunfante onde o interesse de cada um deve prevalecer porque é esse sentimento egoísta que promove o equilíbrio, através da ação de uma “mão invisível”? O que o funcionário (público já que, como todos sabemos, no privado não há funcionários, mas sim “colaboradores”) faz não é mais do que prosseguir o seu próprio interesse, esperando que os congéneres da privada (a propósito privada…de quê? O que é que lhe falta, coitadinha?) também o façam para o seu. Depois é só esperar que a “mão invisível”, o mercado livre, funcione. O que não pode deixar de acontecer visto que, nos dias de hoje só duas coisas são certas: a morte e o mercado (não necessáriamente por esta ordem…).

      Mas numa coisa estamos de acordo: se os marxistas fossem bonzinhos, menos egoístas e invejosos, e cada um adotasse um(a) congénere do privado, perdão, da privada, esta sociedade poderia ser muito diferente.

      Sim, e os funcionários deveriam aceitar serem desiguais dos congéneres da privada visto que, ao sermos todos desiguais, haveria igualdade em matéria de desigualdade.

      Estou à espera de novos desenvolvimentos provindos do seu permanente exercício liberal-meditatório, que tantos posts tem produzido. Mas, no final, não se esqueça de puxar o autoclismo.

      • Rui Naldinho says:

        “Estou à espera de novos desenvolvimentos provindos do seu permanente exercício liberal-meditatório, que tantos posts tem produzido. Mas, no final, não se esqueça de puxar o autoclismo.”
        E já agora, assinar o primeiro e último nome!
        ( este com a notícia, também deve ter ficado desorientado)

        • ZE LOPES says:

          Pois. Não sei se já reparou num pequeno pormenor: o Rui é SIlva. Não sei se está a ver: não é Silva, é SIlva: Ou seja, o I sofre uma ereção, tavez devido à excitação provocada pela pela leitura de Von Hayek ou de Pinochet, que livrou os chilenos de uma nova Cuba.

          Ereção essa essa que só passa com a intervenção da “mão invisível”. É invisível, mas alivia! Ai!

  8. Albano says:

    À 13 anos atras a profecia cumpriu-se e cumprir-se-a mais uma vez:

    1. Teremos em breve eleições legislativas. As terceiras desde 1999. E é
    improvável que, em Fevereiro de 2005, se encontre uma solução política
    adequada para enfrentar a nossa gravíssima crise. O Estado é inoperante,
    insustentavelmente sobredimensionado, está em crescente desqualificação e
    perdeu poderes decisivos de intervenção económica (monetário, cambial,
    alfandegário e orçamental). A economia fragilizou-se no último quarto de
    século, só reagindo, ocasionalmente, com o impulso de ocorrências externas,
    muito favoráveis. O peso da despesa pública levará, em poucos anos, ao
    colapso financeiro do Estado, com pesadas consequências para todos mas, em
    especial, para mais de 4,5 milhões de indivíduos dele directamente
    dependentes(1). Ninguém revelou, na política activa actual, discernimento,
    aptidão e credibilidade para tranquilizar o País e vencer uma tal crise. Com
    o “anonimato” dos candidatos a deputados, generalizou-se a promoção do
    demérito; os principais partidos políticos são hoje a melhor e a mais
    procurada agência de empregos para uma certa “mão-de-obra”; a ilimitação dos
    mandatos favorece a inércia e a rotina; o exclusivo partidário da
    apresentação de candidaturas visa a obediência e a hipocrisia política(2); a
    opacidade do financiamento dos partidos estimula a corrupção. O sistema
    semi-presidencial que vigora mostra-se inconsequente: o Presidente da
    República medita, reúne, exorta, insiste e é muito aplaudido, mas nada
    acontece. Os governos são escolhidos a partir de programas eleitorais
    irrealistas e demagógicos; enfraquecidos pelo inevitável incumprimento das
    promessas, são diariamente fustigados, julgados e condenados no primeiro
    acto eleitoral que aconteça. O Parlamento, com gente a mais e que nada
    representa, é palavroso e inconsistente, e vai degradando a imagem da
    democracia. Os problemas do País acumulam-se e agravam-se, e o tempo útil
    das soluções está a esgotar-se. Nos anos 20 e 30 do século passado, na
    Europa, este tipo de democracia atraía os ditadores. No início do século
    XXI, mantém o atraso e conduz à pobreza.

    2. Só uma mirífica e muito rápida aceleração do crescimento económico
    poderia evitar-nos o tombo que já está à vista. Porém, a nossa capacidade
    competitiva não melhora; os “motores” da Europa não arrancam; do alargamento
    e das deslocalizações virá mais desemprego; o preço do petróleo será alto;
    os juros subirão, mais mês, menos mês; o câmbio euro/dólar aumenta com os
    défices dos Estados Unidos; a China está aí à porta, pronta a entrar
    livremente, com consequências preocupantes; o investimento estrangeiro não
    encontra aqui factores suficientes de atracção. Por isso, e por agora, nada
    prenuncia o fim da estagnação. De resto, a análise do nosso comportamento
    económico, pelo menos desde 1980, revela uma desoladora incapacidade: com
    excepção de dois períodos muito favoráveis (num total de dez anos), a taxa
    média de crescimento anual e real quedou-se pelos 0,6%(3). Nos anos 80,
    valeu-nos sobretudo o preço do crude que desceu fortemente; nos anos 90, foi
    a entrada para o euro e a consequente baixa dos juros, que expandiu e
    generalizou o endividamento dos agentes económicos, e fez “explodir” a
    procura interna. O que vale, afinal, a economia portuguesa, sem “choques”
    externos positivos?

    3. Dispersos na nossa sociedade, temos 4,5 milhões de indivíduos que
    integram uma espécie de “Partido do Estado”. Têm em comum a dependência
    directa do Orçamento e representavam, em 2003: 43% da população residente;
    56% do eleitorado; 62% da população com mais de 24 anos de idade.
    Pensionistas e subsidiados (mais de 3,8 milhões), equivaliam a 70% da
    população activa. Este “Partido do Estado” absorvia 70% dos impostos
    cobrados (1980); atinge agora os 85% (2003). O pessoal político dos
    principais partidos “invade” progressivamente o Estado e pretende mais
    funcionários, mais pensionistas, mais subsídios e mais subsidiados, porque
    aí pode angariar mais votos. Os que ainda estão fora do “Partido do Estado”
    constituem uma minoria cada vez mais desiludida, reduzida e silenciada, e
    menos influente. Adormecido e enganado, Portugal trilha o caminho para o
    desastre financeiro do Estado e para uma pobreza mais generalizada dos
    portugueses. Ninguém nos acode.

    4. Os resultados das políticas orçamentais de 2002 e de 2003, da ministra
    Ferreira Leite, já estão estimados (A economia portuguesa, Junho de
    2004-MF/DGEP): entre 2000 e 2003, o peso no produto das despesas com o
    “pessoal”, com o “consumo intermédio” e com os “juros”, diminuiu globalmente
    1 pp.(4); e aumentou nas “prestações sociais”, nos “subsídios” às empresas e
    em “outras despesas correntes”, no equivalente a 3,5 pp.(5). As “prestações
    sociais” subiram ao ritmo anual médio e real de 7,5%. Globalmente, “pessoal”
    e “social”, absorviam 79% dos impostos cobrados (2000), 85% em 2003. Os
    números “falam” por Manuela Ferreira Leite, que só não conteve o que não era
    possível. Anuncia-se o inevitável ocaso do Estado-providência. A crise que
    atravessamos é, sem dúvida, a mais difícil e virá a ser a mais longa desde
    há muitas décadas: é a primeira que só venceremos com autênticas e
    impopulares reformas estruturais, para cuja realização nos temos mostrado
    incapazes; encontra-nos impreparados para suportar os “choques” externos
    desfavoráveis, mais sensíveis nas economias abertas e frágeis, e o
    “envelhecimento demográfico”; o Estado, na Zona Euro, perdeu os instrumentos
    de intervenção económica e, o que poderia restar-nos – a política
    orçamental –, está “bloqueado” pelos desatinos financeiros dos anos 90.
    Desde há muito que não enfrentávamos exigências e condicionantes tão fortes.

    5. Perante tudo isto, as evasivas nada resolverão. Não basta afirmar que a
    “democracia” tem sempre soluções alternativas; hoje não vislumbramos nenhuma
    à altura da crise. Não é suficiente a detenção de uma “maioria absoluta”, se
    não for acompanhada de capacidade para executar um programa realista e
    impopular. A proclamação de “objectivos” ambiciosos, mas inviáveis, não
    conquista eleitorados, gasto como se encontra o método, com trinta anos de
    uso imoderado. As mensagens de “optimismo” não bem fundado criam suspeitas
    sérias de incompetência ou são simples embustes. O enunciado das soluções de
    longo prazo – mesmo quando bem intencionadas, adequadas e realizáveis – nada
    adianta se os governos, ao cabo de um ou dois anos, estão “destruídos”;
    nunca se chega a promover o longo prazo, porque se capitula no curto prazo.
    Quatro governos em cinco anos não deixam ilusões. Sem “verdade”, são bem
    prováveis mais legislaturas incompletas.

    6. A avaliação do mérito das propostas eleitorais dos partidos que poderão
    formar Governo pressuporia a apresentação pelos mesmos, bem antes das
    eleições, de uma caracterização rigorosa e quantificada da nossa situação
    económica e financeira e da sua previsível evolução nos próximos cinco e dez
    anos. E ainda a resposta, nomeadamente, às seguintes questões:

    a.. 1.º) Que medidas propõem para conferir mais eficácia ao sistema
    político, para aperfeiçoar o sistema eleitoral, limitar os mandatos,
    incompatibilizar funções, modificar o regime imoral das reformas do pessoal
    político, reduzir o número de deputados, remunerar adequadamente os
    governantes e um número indispensável de deputados competentes, e financiar
    os partidos?
    b.. 2.º) Como projectam promover uma maior qualificação dos estudantes e
    dos trabalhadores, pela via da exigência, do rigor e da disciplina, e não
    pela estafada expansão dos gastos para contentar as “corporações”? (6)
    c.. 3.º) Como, no imediato e no médio prazo, estimularão o crescimento
    económico, considerando que se fosse pela forte aceleração da “procura
    interna”, ela só se sustentaria à custa de volumosos financiamentos
    externos?
    d.. 4.º) Como prevêem a criação maciça de emprego, fora do Estado, e como
    financiarão as medidas necessárias para o efeito?
    e.. 5.º) Em que sectores ou rubricas promoverão a baixa do peso no produto
    das “despesas públicas correntes”, considerando a evolução acelerada das
    “prestações sociais”?
    f.. 6.º) Que efeitos financeiros globais aguardam com as reformas dos
    funcionários, que passarão a receber como aposentados, entrando como seus
    substitutos outros que receberão como funcionários?
    g.. 7.º) Que medidas irão adoptar, e em que prazo, para que o peso dos
    gastos com o “pessoal público” diminua de 15% para 11% do Pib (média da
    UE/15)? (7)
    h.. 8.º) Como se propõem assegurar o financiamento futuro das “prestações
    sociais” – o Estado-providência -, que aumentaram de 14% para 17% do Pib
    entre 2000 e 2003 e cujo acréscimo absorveu, só por si, 90% do aumento
    verificado das arrecadações fiscais? (8)
    i.. 9.º) Quais os valores admitidos para os aumentos salariais, os das
    pensões e os dos subsídios (+10 euros por cada indivíduo e por mês,
    equivalem a um total de 630 milhões de euros anuais, isto é, a 0,5% do Pib
    em 2005)? (9)
    j.. 10.º) Qual o limite máximo admitido para o défice público (8%, 10%,
    12%), tendo em conta que, sem receitas extraordinárias, ele já se situa à
    volta dos 5% do Pib?
    k.. 11.º) Aceitando, assim, maiores défices haverá uma aceleração do peso
    do endividamento público e dos seus custos financeiros futuros: como
    conciliar isto com o aumento dos encargos decorrentes do “envelhecimento
    demográfico”?
    l.. 12.º) Que conjunto de medidas legislativas, administrativas e
    judiciais, propõem para uma eficaz acção contra a evasão e a fraude fiscais?

    7. É cada vez maior o número de portugueses que não acredita na generalidade
    dos políticos, nem na capacidade das instituições vigentes, nem nas
    promessas que lhes são feitas, nem no futuro do País. O próximo acto
    eleitoral de 20 de Fevereiro teria sido uma boa oportunidade para dizer toda
    a “verdade” e justificar todas as “exigências”. Porque, durante alguns anos,
    não se sabe quantos, teremos mais esforço que laxismo, mais contribuições
    que benesses, mais deveres que direitos e mais dúvidas que certezas. Terá de
    reconstruir-se tudo a partir de quase nada. Entretanto, muitos terão pago um
    preço imerecido.

    Notas:
    (1). Cerca de 730 000 funcionários públicos; 2 591 000 pensionistas da
    Segurança Social; 477 000 reformados e pensionistas da Caixa Geral de
    Aposentações; 307 000 beneficiários do subsídio de desemprego; 351 000
    beneficiários do RMI. Com os familiares próximos poderão ser uns 6 milhões
    de indivíduos, numa população de 10 milhões.
    (2). “Os bons não querem ir para lá, e os maus querem porque aquilo é um
    emprego fácil”. “As direcções partidárias gostam de deputados amigos ou
    gente que não chateie” (VICENTE JORGE SILVA, Grande Reportagem, 22.01.05).
    Já pressentíamos o que agora é confirmado por quem saiu há semanas da
    Assembleia da República.
    (3). Entre 1985 e 1991, taxa anual de 5,5%; entre 1995 e 2000, taxa de 3,8%.
    Nos restantes catorze anos, à taxa anual de 0,6%.
    (4). Consumo intermédio: -0,6 pp.; juros: -0,3 pp.; pessoal: -0,1 pp.
    (5). Prestações sociais: +3,0 pp.; subsídios às empresas: +0,4 pp.; outras
    despesas correntes: +0,1 pp. O subsídio de desemprego contribuiu com +0,5 pp
    (2000 a 2003).
    (6). Em 2002 só na Turquia e no México as percentagens da população com o
    2.º ciclo eram mais baixas do que em Portugal (OCDE – Regards sur l’
    éducation, 2004); entre os adultos, só no México os indicadores são mais
    desfavoráveis que os nossos.
    (7). Com um crescimento económico à taxa média anual de 2,2% (1990-2003), a
    diminuição dos custos com o “pessoal” para 13% do Pib (2008) e 11% (2012) e
    o aumento das “prestações sociais” à taxa anual de 7,5% (2000-2003), as
    “despesas correntes primárias” atingiriam os 43% (2008) e os 47% do Pib
    (2012), níveis insusceptíveis de financiamento fiscal. Neste quadro
    hipotético, a estabilização das “despesas correntes primárias” ao nível dos
    40% pressuporia uma década de crescimento económico à taxa média de 4%.
    (8). As arrecadações fiscais cresceram 6,8 mil milhões de euros e as
    “prestações sociais” 6,1 mil milhões.
    (9). Valor correspondente a 4 500 000 x 10 x 14 = 630 000 000.

    Publicado por Medina Carreira em 2005, faltavam 6 anos para a 3ª falencia do país desdo 1974…

    • Rui Naldinho says:

      Não te preocupes. Isso passa-te!
      Quando nós morrermos, os tais de que falas, e do qual falava Medina Carreira, esquecendo-se de um pequeno pormenor, “eles, os outros também morrem”. Ou, no mínimo, morrem também aqueles que com eles servem de caciques locais.
      Uma das caracteriscas do Furacão ” Irma “, que assolou as Caraíbas, foi a devastação total da região. Flórida incluido.
      A destruição de mansões dos multimilionários, Europeus e Norte Americanos, para além das miseráveis casas dos locais, algumas delas sem sabneamento basico. Apesar de tudo, os sobreviventes acabarão por as reerguer de novo dos escombros.
      Ora, a clique que sempre apoiou o Poder, ficou também ela na merda. Sem casas, sem luz, e sem estradas condignas. Nem esses se salvaram. Esse é o meu regozijo.
      É a demonstração de que na vida, ou lutamos pelo que desejamos, ou acabaremos sempre violentamente trucidados por um Furacão.
      Vai em paz, meu filho. E nunca de esqueças:
      Se te puseres de cóqueras durante muito tempo, quando te deres conta, já nem te consegues levantar!

    • ZE LOPES says:

      Mas, o mais grave, é que não foi o primeiro aviso de Medina (a que alguém acrescentou Carreira para o achicalhar. toda a gente sabe que tal epíteto relembra plágio). Já em 1749 já tinha avisado para a possibilidade da ocorrência de um sismo, não tendo ninguém ligado ao assunto.

      Mas tinha razão. E tanto assim foi que, embora soterrado, tirou o curso Industrial, o Comercial, a Agrícola, e ainda Economia e Direito, obviamente por correspondência, com grandes dificuldades (o que não admira porque os carteiros, por serem empregados do Estado, não estavam para se esforçar por escavar…valeu que Medina conseguiu manter sempre um braço de fora).

      Depois de, por um feliz acaso, Medina ter regressado á superfície (foi quando a TVI estava a enterrar cabos de fibra ótica), deram-lhe hipótese de exprimir a sua experiência subetrrânea, ao que deu largas.

      E lá avisou que estaria em breve para ocorrer uma aparição satânica. Ninguém o levou a sério, a não ser um tal Passos!

      É certo que ainda não ocorreu. Mas tal não significa que não venha a existir. Tenho estado atento ao “olhos nos olhos”, mas só tenho visto a Judite de Sousa. Olá Judite!

  9. Era por isso que eles queriam continuar no governo!
    Para nos manter de cócoras deforma a que nunca mais nos levantasse-mos.

  10. Antonio Rodrigues says:

    Vão ver se não é em breve que eles vâo pedir às agências de “rating” para baixar novamente o diagnóstico nem que par isso tenham que pôr um “cavaco” na fogueira para ela arder mais depressa!

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