Um certo sarro de tempos longínquos

Ontem foi dia de festa na “universidade” (não uso minúscula mais pequena porque não há). Aníbal, o Cavaco, falava. E do que disse escorreu bílis, sobrou mediocridade, soprou vacuidade. Há nele um certo sarro de tempos longínquos, uma desconformidade com o que de mais nobre tem a democracia. Há nele aquele ódio que gela o espírito dos que pensam ser médium de uma qualquer verdade absoluta que paira no ar e, ao fim de muitos anos, começam penosamente a suspeitar de que talvez se enganem e, pior, que talvez tenham perdido a capacidade de enganar os outros. Em nós há a náusea, a incontível náusea.

O discurso xenófobo de Passos Coelho e os vistos gold

Foto@Público

Quando o deputado Passos disse à sua claque que não queria qualquer um a viver no nosso país, será que se referia aos oligarcas do Partido Comunista Chinês, entre outras figuras de igual envergadura ética e moral, a quem atribuiu vistos gold a torto e a direito?

Já agora, não havia um ex-ministro do governo do mesmo Passos, a ser julgado por vários crimes, relacionados com esses mesmos vistos gold, sobre o qual a imprensa controlada pela Geringonça soviética não pára de falar? Ah, espera lá, afinal não fala. Nunca. Apesar do julgamento decorrer há vários meses. Estes soviéticos modernos, o Estaline que descubra e vai tudo parar ao gulag…

Há uma grafia rasca em Portugal

Quem te não viu anda cego

Zeca Afonso

DOC: Symptoms, ma’am, symptoms.

SALEM: Symptoms!

SONNY: Things that show on the outside what the inside might be up to.

— Sam Shepard, “La Turista

O penalty é penalty.

— Rodolfo Reis. 27/8/2017

***

Durante as férias, depois dos arredores de Putzu Idu, algures em Portugal, porque era efectivamente sábado e se calhar havia vento de Gibraltar,

Algures em Portugal, Agosto de 2017

apareceu-me este texto de Vítor Serpa, director do jornal da irresponsável resistência silenciosa.

En passant, acho deliciosa a avaliação “excelente”,

feita pelo director do jornal A Bola, de um trabalho “apresentado com rigor”, [Read more…]

Aventar Podcast
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Há uma grafia rasca em Portugal
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Alvor, Agosto de 2017

Foto: Francisco Miguel Valada

Um artigo deplorável de Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos

O problema deste mundo politicamente correto são sempre estas pessoas, ainda por cima deputados e com responsabilidades, que misturam tudo e, sem nenhuma ponta de bom-senso, ou vergonha na cara, cavalgam as ondas de populismo politicamente correto sem o menor pudor.

Sobre a atuação da CIG, a propósito dos livrinhos da Porto-Editora (editados em 2016) que a CIG, 1 ano depois e para acalmar as redes sociais, resolveu recomendar (sob orientação do Ministro Adjunto) que fossem retirados do mercado, muitos se manifestaram contra essa atitude que consideram muito infeliz. Pensaram esses muitos cidadãos que podiam exercer o seu direito de opinião. Registo imensas pessoas das artes, do jornalismo, das ciências, etc.

Pois hoje fiquei a saber, por este artigo do Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos, deputado e Professor de Direito Constitucional, que essas pessoas são tudo o que podem ler abaixo só porque, imaginem, exerceram o seu direito de opinião. Até apoiantes de Trump passaram a ser, na classificação deste senhor. O Ricardo Araújo Pereira, por exemplo, passou a ser, tal como muito outros, um perigoso ideólogo do mais perigoso que existe.

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Porque o proletário é estúpido como uma porta, não é mesmo?

Imagem encontrada no Facebook do Ricardo M Santos, perigoso comunista

Está por aí um alvoroço muito grande, com cataclismos, resgates e pragas bíblicas à mistura, porque a malta da Autoeuropa, imagine-se o desplante, decidiu fazer uma greve. Estes esquerdalhos, sempre a querer lutar pelos seus direitos. Se fossem assaltar bancos ou adjudicar coisas a troco de robalos, luvas, putas e vinho verde é que eles eram gente de valor. Uma Maria Vieira a disciplinar cada um destes bandalhos era pouco. [Read more…]

O regresso do cavaco-vivo

A universidade de Verão de Castelo de Vide está para o Ensino Superior como as notas do Monopólio estão para o dinheiro, o que quer dizer que as aulas que ali decorrem não são, portanto, aulas, concluindo-se, portanto, que os docentes não são professores e que os alunos, portanto, os alunos, dizia eu, não estão ali para aprender. Pronto, confesso: é um rodízio de comícios.

Cavaco Silva foi um dos “professores” convidados e, de modo coerente, confirmou aquilo que de pior tem em si, que é, afinal, o melhor que pode dar ao mundo. O político que fingiu, durante anos, não ser político deu mais uma lição de vacuidade, o que, afinal, faz sentido na universidade de Verão de Castelo de Vide. [Read more…]

As benesses

Chocam-me estas benesses que certos cargos podem proporcionar, em particular cargos pagos pelo erário público. Estes especificamente porque, frequentemente, há decisões que são tomadas que têm impacto no dinheiro dos outros. E já se sabe, se não sai do bolso, não se sente.

Os políticos têm o dever de ter sensibilidade para esta questão e, sendo cargos de nomeação, os cuidados precisam de ser redobrados. Por isso, todos os que aceitaram prendas, que mais não são do que pequenos subornos, que tenham a dignidade de se demitirem. Ou que sejam demitidos, se não tiverem essa elevação.

Não importa se a benesse influencia ou não alguma decisão. Certamente que algumas influenciarão, caso contrário estaríamos perante um exercício de atribuir prémios de simpatia. A política, hoje em dia, é uma profissão, como qualquer outra, até tem formação de quadros e “universidades”, mesmo que durando apenas uns dias no Verão, assim se vê a qualidade dos graduados, portanto, porque é que hão-de ter estes profissionais pagamentos por baixo da mesa? Até porque os políticos, estes mesmos que aceitam prendas daqueles que procuram ganhar concursos, trataram de ilegalizar para as outras profissões, e bem, os esquemas das benesses por baixo da mesa.

Ah!, não me venham tretas partidárias. Não me recordo de um governo que não tenha tido casos desta natureza. Há, isso sim, hipócritas que apontam o dedo, esquecendo os três dedos que ficam a apontar para si mesmos.

Nuvens negras no horizonte da Auto-Europa

Durante anos a comissão de trabalhadores da Auto-Europa foi liderada por um sindicalista sério, que colocou o interesse dos colegas de trabalho e da entidade patronal acima dos interesses sindicais. O resultado foram mais de duas décadas de estabilidade, com algumas crises pelo meio como é óbvio, porque a economia e indústria automóvel não estão sempre em alta. Após a passagem à reforma do antigo líder da Comissão de Trabalhadores, foi negociado com a administração um acordo entretanto rejeitado em plenário, o que levou à demissão da actual CT. [Read more…]

Livros com géneros diferentes


A verdadeira diferença de género.

Mark Zuckerberg prepara-se para destruir o que resta da imprensa portuguesa

O Facebook prepara-se para reduzir a pó a esmagadora maioria da imprensa portuguesa, senão mesmo toda. Como é sabido, a imprensa nacional atravessa uma fase extremamente delicada, caracterizada pela descredibilização, pelos conteúdos manipulados e pela perda de receitas. E o pior poderá estar ainda para vir.

O recente anúncio do grande irmão Balsemão, que se prepara para vender todas as revistas do grupo, incluindo referências com a Visão e a Exame, a par das situações financeiras ruinosas do grupo Newshold (Sol, i) ou do grupo Cofina, que deve milhões ao Estado, ilustram na perfeição o estado a que a imprensa nacional chegou. [Read more…]

O sexismo da Porto Editora já vem de longe

Dicionário da Língua Portuguesa, editado em 1986, Porto Editora

O João Mendes trouxe o texto do Ricardo Araújo Pereira (RAP) no qual se demonstra que, afinal, os cadernos não eram assim tão sexistas como se apregoou. E que o trabalho jornalístico à volta da questão deixou muito a desejar. Na verdade, os meios de comunicação social pegaram numa montagem de duas páginas para, a partir delas, tecerem ilações. E, por fim, a Comissão para a Igualdade de Género (CIG) laureou-se de poderes censórios e, “por orientação do Ministro Adjunto”, Eduardo Cabrita, recomendou à Porto Editora, que “retire[retirasse] estas duas publicações dos pontos de venda”.

RAP desmontou a questão, no programa Governo Sombra, implacavelmente e com graça, conforme se pode visualizar no vídeo seguinte. [Read more…]

Parabéns, Campeão!

Foto: Martin Divisek/Lusa@Público

Muitas medalhas depois, incluindo a prata que dividiu com o compatriota Emanuel Silva nos Jogos Olímpicos de 2012, na categoria K-2 1000m, Fernando Pimenta é campeão do mundo de K-1 5000m, isto após ter conseguido a prata em K-1 1000m no dia anterior. Há (muita) glória desportiva para lá do futebol. Parabéns, Campeão!

O ensaio Ventura

Foto: Diário de Notícias

Li por aí algures, não me recordo bem onde, que a finalidade do candidato Ventura é a de permitir ao PSD de Passos Coelho ensaiar um novo tipo de discurso, a anos-luz da matriz social-democrata que o passismo fechou a sete chaves numa gaveta, para ver o que sai dali. Começou com generalizações sobre a comunidade cigana e os apoios sociais, ao melhor estilo da extrema-direita nacional, e foi cavalgando ondas de populismo, até chegar à reintrodução da pena de morte. [Read more…]

Bombaças do sultão do Bósforo

Digo a todos os meus compatriotas na Alemanha: Não apoiem o CDU, nem o SPD, nem os Verdes! São todos inimigos da Turquia”, declarou a semana passada o presidente turco, instando a comunidade turca na Alemanha – com os seus 1,25 milhões de eleitores inscritos – a não votar em nenhum dos três maiores partidos nas eleições legislativas de 24 de Setembro. E como é de esperar nesta cepa de homens cuja virilidade se enfoca numa sensibilidade exacerbada àquilo que entende por sua honra e numa desmedida ambição de poder,  acrescentou: “Trata-se de uma luta pela honra de todos os nossos cidadãos que vivem na Alemanha”.

Esta foi mais uma conta no longo rosário da subida de tensão entre os dois governos. [Read more…]

Os polémicos blocos de actividades*

Inicialmente, de férias e afastado do mundo real, tomei conhecimento do polémico caso através das redes sociais. A tentação para me indignar foi imediata: havia um plano de discriminação de género em marcha, orquestrado pela Porto Editora e por um qualquer gangue de arrojas misóginos, através de cadernos de actividades que tratavam o macho como alfa e a fêmea como uma patega incapaz de concluir labirintos complexos. [Read more…]

EXEMPLAR

MANIFESTACION EN BARCELONA ” NO A LA GUERRA “

Exemplar a todos os níveis:

  • 500.000 pessoas na rua, a expressarem repúdio pelo terrorismo e a recusarem submeter-se ao medo
  • Participação, lado a lado, de todos: cristãos, muçulmanos, gente de esquerda e de direita, unidos contra a violência
  • Não à islamofobia
  • Afirmação da diversidade, da tolerância, da solidariedade, da força dos cidadãos.
  • Não à guerra.

A Dra. Isabel Oneto gosta de ver

Sara Cista*

Proponho-me engolir uma webcam- pode ser daquelas que se usam para andar de bicicleta – e registar as imagens e o som da sua viagem pelo interior do meu corpo, até ao recto. Uma vez aí chegada, proponho-me provocar a sua imobilidade com um fármaco sugerido pelo INFARMED, que prenda as fezes e os movimentos peristálticos, assim para que fique sem cagar durante uns quinze dias.
Ao fim desse período, sempre a gravar, farei uma viagem de ambulância a um hospital do SNS, – pode ser o de Guimarães ou o de Penafiel – onde pedirei, de joelhos, depois de ter no pulso durante sete horas uma anilha verde, um potente laxante que me faça cagar em rajada e espalhar merda, e a webcam, pelas paredes dos corredores da urgência.
Depois de ser operada a uma perna, por engano, enviarei o filme da aventura ao cuidado da Dra. Isabel Oneto, Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, fã da vídeovigilância, para que ela possa vir a ser condecorada por serviços heróicos prestados à segurança da Pátria e, mais do que isso, durma satisfeita e descansada.

 

*Bruxa

Ditadores do pensamento único


Financiado por obscuros interesses, em que o rosto mais mediático é George Soros, o mundo tem assistido impávido e sereno, com algumas bolsas de resistência é certo, à instauração da nova ordem mundial, falo da ditadura do pensamento único, ou politicamente correcto. [Read more…]

Contributo para a igualdade de género!

Dedicado à patrulha de controle e vigilância dos bons costumes!

Puta que os pariu!*

Estes fascistas  já recomendaram que as  lojas de roupa interior retirem o que tem à venda?

*Título da biografia de Luiz Pacheco, de João Pedro George

SIRESP

Mas afinal contrataram exactamente o quê? Ninguém desmente a PT?

Oportunismo político…

Para viabilizar um executivo PS, André Ventura já não é racista? 

O ataque aos independentes

Subitamente, donde menos se esperava, os independentes são alvo de ataque sistemático, pois passaram a ser um enorme perigo para certas organizações políticas estáticas, retrógradas, paradas no tempo, incapazes de pensar o mundo e contribuir para aquilo que é mais nobre na política que é mudar o mundo.

Os independentes passaram a ser um enorme problema, algo a combater, mesmo por aqueles que em tempos afirmavam a sua independência e respetivas virtudes. Esquecem que ser independente é uma forma de estar na vida, com convicções, claro, com opinião assertiva, claro, com ideias políticas e alinhamentos políticos, claro, sabendo bem onde se está e o que se é, claro, mas sendo livre na forma de pensar e na capacidade de o fazer.

Os independentes são um enorme perigo porque não há nada mais revolucionário do que pensar de forma livre. Francisco Sá Carneiro, um homem que tinha a vertigem do risco e viveu antes do tempo, tinha uma definição fantástica de independência. Dizia ele: “Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, eis a política que vale a pena”. É sintomático que muitos, demasiados, daqueles que agora descobriram que não gostam de independentes, que têm nojo dessa forma de estar, sejam de esquerda. É sintomático, muito revelador e muito triste.

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O disfarce e a circulatura do quadrado

[Santana Castilho*]

A interacção e a interdependência das sociedades modernas são cada vez maiores e provocam um interesse crescente pelos instrumentos que influenciam os seus diferentes sistemas. A Saúde, a Justiça, a Educação e a Economia, para citar apenas as áreas que de modo mais evidente marcam a nossa qualidade de vida, estão sob escrutínio constante de instrumentos de comparação e de grupos de pressão, que nos dividem entre “bons” e “maus”, segundo encaixemos ou não no que determinam ser politicamente correcto. No contexto da discussão pública, tais realidades acabam por se impor e contaminar a análise de outros factores.

Em Educação, as medidas de política têm estado demasiado ligadas à ideologia dos grupos dominantes. Melhor dizendo, aos convencimentos dos que, em cada momento, governam em nome desses grupos. As últimas alterações que o sistema de ensino sofreu oscilaram entre concepções anglo-saxónicas, de raiz empirista, e ideias construtivistas, de inspiração piagetiana. Estas, hipervalorizando as ciências da Educação. Aquelas, hipervalorizando o conhecimento. E quando novos líderes recuperam medidas de líderes passados, que a prática mostrou estarem erradas, contam sempre com o apoio dos prosélitos da tribo, convenientemente esquecidos das evidências que viveram. Muitos deles são autores, nas redes sociais, quase sempre sob anonimato, de intervenções onde a injúria substitui a troca civilizada de argumentos e falseia a percepção do que se discute. Nesta espécie de bordéis de cobardes, a ignorância é o menos. O mais é a subserviência infame ao interesse do momento. O mais é impor como politicamente correcta uma visão ideológica que já foi testada e falhou. Assim vamos, em meu sentir, no prólogo de mais um ano escolar, sob o policiamento disfarçado do pensamento livre, rumo a uma pedagogia totalitária. [Read more…]

Talvez o meu pai morra amanhã

fotografia
Fátima Marinho

Talvez o meu pai morra amanhã. Se Deus quiser. Se Deus for clemente e compassivo, sim, talvez o meu pai morra amanhã. Se as minhas preces servirem para alguma coisa, sim, talvez o meu pai morra amanhã.
Morre tarde, todavia.
Morre às mãos dos que, pela crueldade, para se livrarem de culpas, o obrigaram a tormentos impossíveis de imaginar, mesmo nos mais negros quadros de guerrilha e tortura.  [Read more…]

Floresta?

É um pedaço da estrada Nacional 103, ali para os lados de Forjães, Vila Cova e Feitos, entre Viana do Castelo e Barcelos.
Há cerca de quatro anos, um grande incêndio libertou o terreno de muitos dos seus eucaliptos e outras árvores deixando para o incêndio do Verão passado a tarefa de aniquilar totalmente qualquer árvore remanescente.
No terreno assim purgado de quaisquer outras formas de vida, e à vista de todos, floresce agora um viçoso e perenifólio eucaliptal, palavra que em Portugal quer dizer “floresta”.
À falta de melhor, é o que temos. É isto uma floresta?

Algumas Leis parecem existir para serem ignoradas

Quer-me parecer que esta parvoíce será tão útil quanto o limite de velocidade nas auto-estradas. E seguramente trará menos dinheiro aos cofres do Estado por via das coimas. Para cúmulo é discriminatória e imoral, por penalizar os cidadãos nacionais.

Os nossos brandos costumes…

À boleia dos mediáticos acontecimentos recentes nos EUA, que dão conta da retirada de estátuas de importantes figuras da guerra civil americana, penso que a coisa esteja confinada aos generais Robert E. Lee e Stonewall Jackson, mas isso para mim é irrelevante. Para começar, nem sequer é um assunto federal, mas do foro interno de cada um dos 50 Estados que compõem a União. Acontece um pouco por todo o mundo, na guerra do Iraque, presenciámos em directo o êxtase popular durante o derrube da estátua de Saddam. No antigo bloco de Leste, após a libertação do jugo soviético, polacos, checos e húngaros, não se pouparam na eliminação de símbolos que evocavam o antigo opressor. [Read more…]

Tenham VERGONHA. Carlos Costa não pode continuar como Governador do Banco de Portugal.

 

Ontem estive a ver a reposição do “Assalto ao Castelo” da SICN. Penso que não tinha visto com a devida atenção em Março. Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal é particularmente visado e diretamente acusado.

Hoje ficamos a saber que CARLOS COSTA não sabia nada sobre RUI CARVALHO, o funcionário do BdP (Departamento de Mercados e Gestão de Reservas), que vendeu ações do BES dois dias antes da resolução do banco, tendo acesso a informação priveligiada. Carlos Costa argumenta que nada sabia e culpa o DMR e o consultor de ética (Orlando Caliço) do banco por não reportarem a siatuação à administração do BdP.

ORLANDO CALIÇO terá tido conhecimento do caso 3 meses depois da resolução, mas como obteve de Rui Carvalho a declaração que “comprou as ações, mas vendeu-as na manhã de 1 de agosto quando soube que iria trabalhar diretamente sobre o BES”, achou que estava tudo esclarecido e “… já não havia uma situação de conflito de interesse para avaliar“. O que mais me indigna é que estas pessoas dizem estas coisas com a maior das naturalidades.

RUI CARTAXO, administrador do Novo Banco (o banco BOM do processo de resolução do BES) é arguído no caso EDP/REN, que tresanda a corrupção e em que as ligações ao BES são mais do que muitas, mas o BdP e Carlos Costa em particular não tem nada a dizer. Um dia desses dirá que de nada sabia e não tinha sido alertado por ninguém.

Em qualquer país DECENTE do mundo, Carlos Costa não poderia ser Governador do Banco Central. A pressão mediática obrigaria a que se demitisse de imediato. O facto de este país continuar a TOLERAR este homem como Governador do Banco de Portugal diz tudo sobre o nosso amor-próprio e o respeito que temos por nós mesmos.

Esta gente não tem a MENOR VERGONHA e nós não nos damos ao respeito.