Óptima!

This sort of soft, sappy, inability to take something that we find offensive, and hurtful, it is pathetic, it is contemptible.

— Richard Dawkins

Vous [Alain Juppé] avez quand même des rechutes possibles.

— François Hollande

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Esta recaída do Expresso é efectivamente uma óptima notícia.

De facto, com ‘óptima’ ou com ‘inspecção’, a probabilidade de contatar é extremamente reduzida.

Exactamente, há quem viva no seu próprio Idaho. Como é sabido, nesses Idahos, os estrangulamentos e os constrangimentos não existem.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Vai pôr cobro a esta pouca-vergonha no seio do seu partido, Dr. Pedro Passos Coelho? Ou será que a sua palavra não vale rigorosamente nada?

Por estes dias, o Dr. Pedro Passos Coelho chamou, e bem, a atenção para as manobras eleitoralistas que aqueles que se encontram em posições de poder tendem a usar para ganhar vantagem nos mais variados actos eleitorais. Imagino que o senhor primeiro-ministro no exílio se referia, por exemplo, a casos como o anúncio da devolução da sobretaxa, que o seu governo usou para obter vantagem nas Legislativas de 2015, e que afinal não passava de um embuste, em linha com casos de sucesso como aquela saída limpa que tinha um Banif escondido debaixo do tapete.

Pois bem, já que o caríssimo líder da oposição decidiu trazer este tema à baila, aproveito a deixa para, encarecidamente, pedir a alguma alma bondosa da capital que faça chegar esta mensagem ao Dr. Passos Coelho, porque algo de muito grave se está a passar na distrital portuense do seu partido. Não, não me refiro às tropelias da entourage de Marco António Costa e da sua compincha da Webrand. No que a este caso diz respeito, já sabemos tudo, como sabemos que nada irá acontecer, porque, nesta bela pátria à beira-mar plantada, o poder quase absoluto continua a garantir a impunidade dos esquemas subterrâneos. Penso que só temos direito a 1 caso Sócrates a cada 100 anos. [Read more…]

Visão das “campanhas sujas” de Gaia

A reportagem da revista Visão publicada há alguns dias sobre as “Campanhas Sujas” da política, todas elas a norte e a principal das quais em Gaia, tem alguns pontos de interesse, apesar de a maior parte da informação publicada já ser conhecida e até já ter sido analisada pelas autoridades judiciais.

Mas há algumas novidades na peça jornalística que importa assinalar.

A primeira novidade é o aparecimento em cena de um grande grupo empresarial chamado Trivalor, dono de empresas como a Gertal, cujo negócio principal é o fornecimento de refeições escolares. Ou como a Strong, que se dedica à Segurança Privada. A Visão diz que a Trivalor terá financiado campanhas eleitorais do PSD e do PS. O que a Visão não diz é que a Gertal fez o maior contrato de todos os que constam do Portal Base com a Câmara de Gaia, num valor superior a 12 milhões de euros, no ano de 2015, já Eduardo Vitor Rodrigues era presidente de Câmara havia cerca de dois anos. Também não diz que a Strong, empresa do mesmo grupo, “ganhou”, no mesmo ano, o concurso para fornecimento de serviços de segurança à autarquia, destronando uma empresa concorrente que prestava esse serviço há vários anos.

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Yupido, uma spin-off multimilionária da Juventude Popular?

Ainda ninguém sabe ao certo o que é. Dizem os jornais que é uma empresa constituída em 2015, sediada nas Torres de Lisboa, criada com um capital social de 243 milhões de euros e que vale hoje cerca de 29 mil milhões, o equivalente a 15% do PIB português. Parece que anda para ali o algoritmo do século, ou qualquer coisa assim.

À semelhança daquele universo manhoso de “empresas” que vive numa espreguiçadeira das Caimão desta vida, a Yupido não tem funcionários, não tem vendas e dá prejuízos. Ainda assim, conta com 10 jovens administradores/accionistas, alguns deles militantes da Juventude Popular. Multimilionários, claro. Será uma spin-off da jotice, de inspiração jacintoleitecapeloregiana?

No Twitter, Tiago Silva dedicou-se a dissecar este fenómeno da nebulosidade empresarial. Vale a pena espreitar o trabalho compilado pelo Tiago, enquanto a PJ faz o seu trabalho. Porque aqui há gato. E talvez venha a dar merda.