Professores, os que menos sabem de Educação

Pode ter passado despercebido a muita gente, mas os professores são efectivamente seres humanos, logo imperfeitos, falíveis por isso mesmo, dotados de imprescindíveis insuficiências sem as quais seriam divindades. Alguns são, até, redundantes, de tão preocupados em confirmar a humanidade da classe a que pertencem. Professores são, portanto, pessoas.

Em Portugal, há cerca de 140 000, contando com uns 30 000 que foram afastados das escolas graças a desculpas esfarrapadas proferidas em nome de uma dívida pública que continua a ser uma história tão mal contada como as que inventam cônjuges apanhados em flagrante delito de delírios carnais: no fundo, os sucessivos governos apanhados a entregar dinheiros nossos a privados desvairados também dizem coisas como isto não é o que parece ou eu posso explicar. Claro que há sempre quem goste de ser enganado, o que explica tanto voto nos do costume.

Entre esquerda e direita, em Educação, há umas alternâncias de discurso, mas um dos pontos comuns (espalhado, aliás, pela opinião pública) pode resumir-se na seguinte proposição: os professores não percebem nada de Educação e/ou estão completamente desactualizados. Esta crença é tão forte que leva ignorantes a pensar que dominam o assunto, chegando mesmo ao ponto de escreverem coisas. [Read more…]

Viver ou ser vivido?

Estar na fila da caixa de um supermercado e, enquanto se espera a vez, acender um cigarro e começar a fumá-lo, equivale, na percepção subjectiva dos outros, a tirar uma pistola do bolso.
O escândalo e a estupefacção reprovadora são quase imediatos, a censura instantânea e a ordem para colocar fim pronto à subversão são equivalentes às que suscitaria um assalto à mão armada se, no caso do assalto, não houvesse o risco físico evidente, circunstância que desencoraja os mais esclarecidos.
Fumar um cigarro na fila do supermercado, ou na repartição de finanças, ou até no consultório médico, era um gesto socialmente inócuo, ou mesmo prestigiante, até há poucos anos atrás. A transformação que se operou na representação social desse gesto, e na sua percepção subjectiva, foi radical e extremamente rápida. Talvez não haja muitos exemplos de uma tão profunda, ampla e célere modificação no modo como a generalidade das pessoas interpreta um comportamento específico.
Como se fez isto?
Que métodos e meios foram utilizados para introduzir, com tanto sucesso e rapidez, uma modificação tão profunda na avaliação subjectiva de um determinado comportamento, fazendo-o passar da aceitação generalizada para a censura e a repulsa instantâneas?

Cavaco Silva, o precursor das viagens pagas a políticos por empresas privadas

Foi no Independente de Paulo Portas, do tempo em que o PSD estava apinhado de quadros muito muito medíocres, e conta-nos a história das férias do primeiro-ministro Cavaco Silva em Salzburgo, pagas pelas Nestlé. A viagem no Falcon, essa, ficou a cargo dos nossos impostos. Piu.

A censura e outros totalitarismos da Geringonça inquisitória

Vivem-se dias de terror nesta pátria totalitária à beira-mar plantada. O advento da Geringonça trouxe consigo muitas maleitas, que fariam a Santa Inquisição corar de vergonha, e já ninguém está seguro. A censura é apenas uma das muitas faces do terror da impune revolução socialista. Ou estás com os estalinistas, ou serás perseguido e ferozmente punido.

Enquanto escrevo estas linhas, a imprensa livre no exílio reporta a prisão de inúmeros jornalistas e cronistas portugueses, havendo relatos que nos chegam desde a reactivada prisão de Caxias, onde grandes heróis da democracia contemporânea como José Manuel Fernandes, Camilo Lourenço, Rui Ramos, José António Saraiva ou David Dinis são sujeitos às mais bárbaras práticas de tortura. [Read more…]

Sai da frente, Passos!

via Geringonça