Rui Rio: para que não restem dúvidas sobre o que aí vem

Fotografia: Luís Barra@Expresso

Nas jornadas parlamentares, na segunda-feira, Rui Rio e Santana Lopes falaram aos deputados à porta fechada. No final da intervenção do antigo autarca do Porto, alguns deputados relataram que Rio disse que teria “feito igual ou pior” no lugar de Maria Luís Albuquerque para manter as contas públicas em ordem.

Questionado pela Lusa, o candidato à liderança do PSD esclareceu o contexto da afirmação, que partiu de uma pergunta do deputado Paulo Rios – que apoia Rui Rio -, que o questionou se iria haver uma rutura e como é que um grupo parlamentar alinhado numa determinada política – desenhada por Passos Coelho – poderia defender outra completamente contrária.

“Na resposta, expliquei que não há mudança de rumo, estamos no mesmo partido”, disse, salientando que desde sempre, até enquanto deputado na Assembleia da República, defendeu o rigor das contas públicas.

Tendo Maria Luís Albuquerque à sua frente na sala das jornadas, Rui Rio dirigiu-se depois à deputada e vice-presidente, dizendo que, apesar de terem tido muitas divergências no passado, “nunca contestou o rumo seguido”.

“Comigo se estivesse nesse lugar o rumo seria inalterável. Não sei se disse ‘pior’, eventualmente mais inflexível no rigor”, afirmou, acrescentando que sempre foi o que defendeu toda a sua vida.

[via Expresso]

A traição de Jean-Claude Juncker

“Quero aqui homenagear o Governo de António [Costa] por ter endireitado e restaurado a situação das finanças públicas portuguesas”, disse Juncker em declarações aos jornalistas à chegada a Belém, onde teve a seu lado Marcelo Rebelo de Sousa.

Na terça-feira segue para Coimbra na companhia do primeiro-ministro. “Iremos falar do Orçamento [do Estado] português que não coloca grandes problemas”

[via Expresso]

Belzebus. Belzebus everywhere…

Maravilhas do admirável capitalismo novo

A NOS criou uma empresa no Luxemburgo através da qual facturou 58 milhões de euros a si própria. Só em 2016, o negócio rendeu 10 milhões de euros.

Totalmente de acordo com o PCP

Habitualmente discordo dos comunistas, mas não há regra sem excepção.

Internas PSD: uma ode à não-renovação

Fotografia: Lucília Monteiro@Expresso

Se há coisa que não podemos imputar a Passos Coelho, apesar da valente treta que é afirmar que o passismo era à prova de barões, é que tenha ido a jogo com os dinossauros do costume. Não falo dos autárquicos, que esses são eternos e facilmente renováveis no concelho vizinho, mas das equipas governamentais. O passismo trouxe gente nova, mais à direita, nas tintas para a social-democracia e com uma queda para liberalismos extremistas. O resultado, esse, foi o que se viu.

Porém, com o passismo nos cuidados paliativos, o que se segue assemelha-se a um combate geriátrico entre velhas raposas. No canto esquerdo do ringue, com 61 anos, dois mandatos à frente da CM da Figueira da Foz, meio mandato na autarquia de Lisboa, 10 meses na presidência do Sporting, 8 como primeiro-ministro, várias tentativas falhadas de chegar à liderança do PSD e uma presença no Bilderberg, juntamente com o Sócrates a quem gentilmente cedeu o lugar, temos Pedro Santana Lopes, icone maior da secção política da imprensa cor-de-rosa portuguesa. [Read more…]

Contribuição do Facebook para manipulação eleitoral nos EUA foi muito além da visualização de anúncios pagos

Páginas do Facebook geridas por russos foram responsáveis ​​por resultados muito mais palpáveis do que os milhões de visualizações de anúncios políticos durante as eleições norte-americanas. Com efeito, traduziram-se em dezenas de eventos políticos no mundo real nos EUA, incluindo uma manifestação ligada ao contra-movimento “Blue Lives Matter” (reacção ao movimento Black Lives Matter contra a brutalidade policial exercida sobre os afro-americanos)  numa cidade e num protesto contra a brutalidade policial noutra cidade – e nos mesmos dias.

Uma investigação do Wall Street Journal revelou que pelo menos 60 marchas, manifestações ou protestos foram orquestrados, divulgados ou financiados por oito páginas do Facebook apoiadas pela Rússia. Estes números parecem indicar um nível de exposição muito superior ao que até agora se estimava.

  • Páginas do Facebook investigadas: 8
  • Número total de gostos: mais de 2 milhões
  • Marchas, manifestações e protestos programados: pelo menos 60
  • Eventos confirmados como ocorridos: 22

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Más notícias para os fãs da House of Cards

Netflix cancela a série depois de Kevin Spacey ter sido acusado de ter abusado de Anthony Rapp quando este tinha 14 anos. Os produtores da série anunciaram a decisão de a próxima série, a sexta, ser a última, depois de Spacey ter publicamente pedido desculpas pelo feito.

Saying he was “horrified” by the story, Spacey wrote that if he did indeed do what Rapp describes — which he does not remember — he owes Rapp “the sincerest apology for what would have been deeply inappropriate drunken behavior.” Spacey said the story also encouraged him to announce that he planned to “now live as a gay man” while dealing with this issue “honestly and openly” and examining his behavior. [Digital Trends]

Sobre a disjunção entre o título e o corpo de um texto do Observador

Façamos um exercício de adivinhação sobre a mensagem deste artigo da autoria de Edgar Caetano, começando pelo título.

“Os anos da troika. Portugal foi o único país a sair da crise com menos desigualdade”

“Os anos da troika” define o horizonte temporal como sendo o período em que a troika esteve em Portugal, ou seja, de 2011 a 2013, ou eventualmente até 2015, dada a associação popular entre o governo de Passos Coelho e a troika. O resto do título contraria a tese generalizada sobre o impacto negativo da troika. Afinal, a troika trouxe aspectos positivos, assim se depreende.

Continuemos pelo lead. Um estudo académico critica a política da austeridade, mas “destaca Portugal” por ser o único onde esta causou “menos desigualdade”. Há, portanto, um reforço da tese do título e acrescenta-se credibilidade (estudo académico), ao mesmo tempo que se enquadra a vox populi quanto à percepção dos efeitos da austeridade, naturalmente desprovida da sapiência de um paper académico.

Andámos, portanto, errados. Ou será que é melhor ler o artigo?

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Nem que te fodas todo, ó Nando!

Até te fica bem. Demonstra gratidão e serviço. Defender os que te lá puseram, te cobrem e te mantêm. Mas este tipo de embustes, já deram o que tinham a dar. Este género de merdas, tão utilizado na política, acabou com a reforma de uns tantos que passaram à inenarrável categoria de senadores da nação (vá-se lá saber o que é isso).

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Se puder, vá mesmo!

Foto de Paulete Matos

É conhecida a enorme dificuldade da sociedade civil portuguesa em articular-se de forma organizada. Interpretações das causas há várias; ocorre-me a recomendação da Carla para a análise em “Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos”, lembro-me da de José Gil, em “Portugal, hoje – o medo de existir”. Elementos úteis para perceber esta carência de cidadania; e outros haverá. Tenho para mim que uma das causas é a aversão intrínseca dos portugueses à organização; organizar-se é abdicar de um pedacinho de individualismo por mor de uma causa cívica – uma cedência inadmissível para grande parte dos portugueses (sendo-lhes mais fácil tratando-se de uma causa caritativa). Poderia sugerir várias outras razões que contribuem para essa letargia cívica, mas vou directa ao assunto que aqui me traz:

Incitei aqui à participação numa manifestação por uma justa causa – e foi tão justa que foi noticiada a nível internacional. Incitei à participação nesta, porque era esta que se ía realizar nesse dia, como já incitei à participação noutras. Pois não faltaram comentadores a perguntar: então e contra a “irresponsabilidade que permite que morram mais de cem pessoas em incêndios?“; então e contra a corrupção? Isto para já não falar no carimbo de “manifestações idiotas”. [Read more…]

Pedro Santana Lopes, a Teresa Leal Coelho das directas do PSD

Fotografia: José Carlos Carvalho@Expresso

Segundo Rui Rio, Pedro Santana Lopes foi a quarta escolha do passismo para o defrontar nas internas. Uma espécie de Teresa Leal Coelho das directas do PSD. E tem a sua razão. Passos atirou a toalha ao chão, Luís Montenegro, inteligente, preferiu não queimar a sua carreira política a longo prazo – lá chegará a sua vez – e Rangel, que até foi triturado pela máquina passista no passado, leva uma vida confortável em Bruxelas, pelo que se entende que não tenha grande interesse em liderar um PSD à deriva, pelas ruas da amargura.

Fotografia: Adriano Miranda@Público

Santana Lopes foi o senhor que se seguiu, conta com décadas de experiência em derrotas internas, pelo que, mais uma, menos uma, não fará assim tanta diferença, e vai a jogo com um conjunto de altos oficiais da direcção cessante na rectaguarda. Se ganhar, o regime perpetua-se. Se perder, os ratos abandonam o barco e, a seu tempo, dobrarão o joelho e prestarão juras de fidelidade eterna ao homem do Norte. Pena que se perca mais uma oportunidade de renovação, no seio do maior e mais poderoso partido político português.

O Comboio tem 161 anos

railway-photography-3Pela primeira vez, há hoje 161 anos, os portugueses começavam a assimilar uma mais clara ideia de Portugal, um sítio onde, finalmente, começava a ser possível ir, chegar.
O Comboio em Portugal está hoje de parabéns.
E se resistiu já a Grandes Guerras, regicídios e mudanças de regime, depressões e opressões, é quase inevitável que se venha a transformar na nova grande invenção do século. Novamente. Pouca-Terra, muita terra.

E agora Catalunha? E agora Espanha?


Obviamente que a declaração de independência da Catalunha é ilegal. Nem vou perder tempo afirmando que deploráveis regimes ou ditadores subjugaram povos ao longo da História, tudo dentro da mais estrita legalidade. Fico-me pelos processos secessionistas, mais comparáveis à realidade catalã actual. George Washington e seus pares rebelaram-se ilegalmente contra a Coroa britânica, sem que alguém possa afirmar que o império britânico colonizou as terras ou subjugou aquele povo, verdade que existiam os nativos americanos e escravos, mas não foram estes que lutaram pela independência americana. O mesmo se pode dizer do Brasil, cuja declaração de independência foi ilegal à luz do Direito português. E se quisermos ficar pela Península ibérica, a restauração de 1640 foi um acto de rebelião, completamente ilegal. [Read more…]

A minha inconstitucionalidade é menos inconstitucional do que a tua

Já várias personalidades da primeira linha do poder europeu se pronunciaram sobre o desenrolar dos acontecimentos na Catalunha. Há vários elementos comuns nos seus discursos, a par do apoio incondicional ao governo espanhol, mas há um argumento, absolutamente legítimo, que importa destacar, e que foi central no processo de intervenção externa a que Portugal foi sujeito.

Não que sejam situações iguais, é óbvio que não o são. Mas é fascinante, para dizer o mínimo, que todos estes chefes de Estado, dirigentes europeus e porta-vozes hoje afirmem, do alto dos seus púlpitos e com seus megafones virtuais em punho, o primado da constituição espanhola. O imperativo do respeito pela lei fundamental. A suprema prevalência do Estado de Direito.

Onde é que estes gajos andavam quando o governo Passos/Portas passou quase cinco anos a (tentar) atropelar a Constituição da República Portuguesa? Ah, já sei: estavam na retaguarda dos ditos, a disparar chumbo grosso sobre a lei fundamental e o Estado de Direito português. Aparentemente, para a nata política da União, algumas inconstitucionalidades são menos inconstitucionais do que outras. Como é que o projecto europeu não haveria de estar de boa saúde?

Não bastavam as Leis da República portuguesa

Segundo especialistas, os juízes Neto de Moura e Maria Luísa Arantes também interpretaram mal a Bíblia na fundamentação do acórdão…

Comentar não chega. Se puder, vá mesmo.

Hoje, sexta-feira, às 18h, na Praça Amor de Perdição no Porto (Cordoaria, em frente à antiga Cadeia da Relação Porto) e à mesma hora na Praça da Figueira, em Lisboa, tem oportunidade de protestar de forma mais consequente contra a inconstitucionalidade do acórdão que justifica a violência com obsoletas evocações: “o adultério da mulher é uma conduta que a sociedade sempre condenou (são as mulher honestas as primeiras a estigmatizar as adúlteras), e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela mulher”.  Neste caso, a exigência é simples: processo disciplinar e demissão. Juízes ou juízas a legitimar a violência por adultério, seja ela perpetrada por homem ou por mulher, seja ela praticada contra homem ou contra mulher, não. A lei da mocada terá sido legal desde a idade da pedra, até, digamos, à Constituição de 1976. E que se saiba, mesmo formas brandíssimas de Xaria não estão em vigor em Portugal.

Esta vergonha foi também já largamente noticiada além-fronteiras.

Porque comentar não chega, se puder, vá mesmo.

Os pórticos da auto-estrada 25

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João Coutinhas

Ontem percorri muitos quilómetros de desolação da A25, mandatado pela solidariedade de muitos amigos. De ambos os lados, terra queimada a perder de vista. Percebe-se bem que as pessoas não tiveram meios para salvar mais nada que as suas casas. E destas, nem todas. De incólume, só mesmo o asfalto e os pórticos do sugadouro automático.
Mas é quando se troca a estrada grande pelas pequenas vias (essas que de quatro em quatro anos beneficiam da oportunista manutenção) que “bate” em pleno a dimensão da tragédia. Sente-se a tristeza, não o desânimo!
As pessoas não precisam que lhes digam que têm que ser resilientes.
Nem conhecem este figurado. Mas conhecem bem o significado de abandono, que trespassa todas as conversas.
Por todo o lado, cada um tenta limpar e reconstruir o que pode. Aqui e ali os madeireiros em actividade. Das “autoridades”… nada. As operadoras de comunicações móveis foram rapidíssimas a reparar as antenas. Rede fixa, continua avariada. Aquele vizinho ouviu falar de apoios a fundo perdido, mas não sabe como se candidatar. O primo foi à Junta declarar que ficou sem casa: pediram-lhe os “papéis” que arderam.
O fogo pôs à mostra também a debilidade das estruturas locais. Os slogans de alguns cartazes de campanha sobreviventes, que falam de futuro e de competência, parecem agora obscenos.

 

Mais um passo contra a liberdade

[Transcreve-se a seguir um artigo da “Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais”, uma associação portuguesa sem fins lucrativos, dedicada à defesa dos direitos fundamentais no contexto digital]


26 outubro 2017
Governo Português encabeça movimento pela censura na Internet

Conselheiro Português foi director-geral da Motion Picture Association – América Latina

 Vieram hoje a público documentos que comprovam que os governos de Portugal, Espanha e França têm tido um papel primordial no que respeita ao art. 13º. da proposta da reforma Europeia do Direito de Autor, relativo à introdução de filtros de censura prévia dos conteúdos que os utilizadores enviam para a rede (filtros de upload).

O conteúdo agora revelado nos documentos é extremamente preocupante. Portugal, Espanha e França estão a liderar as movimentações que visam garantir que sejam adoptadas as versões mais radicais da censura de conteúdos.

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Santana Lopes com um sentimento de déjà vu

Santana “preocupado” com a tensão entre Marcelo e Governo.

As Lições de Português do Professor Expresso

Andrew ‘Andy’ Osnard: No paper trail.
— The Tailor of Panama

Domitius Enobarbus: And what they undid did.
— Antony and Cleopatra

Avanço por aí
No gelo salgado
O meu hálito derrete
O teu corpo congelado
— Rui Reininho

This is the glamorous life there’s no time for fooling around.
— Lloyd Cole & The Commotions, “My Bag“, Mainstream, October 26 1987 (obrigado, Nuno Miguel Guedes)

***

Por aí, leio o seguinte:

Há um discurso por aí que valoriza demasiado os erros ortográficos.

É verdade. Todavia, há outros discursos, como este (a reproduzir este), que os desvalorizam em demasia. Já agora, erros sintéticos?

De síntese? Ou sintácticos? De sintaxe? Ou *sintáticos? De nada?

Pelos vistos, o “por aí” criticado no texto será auto-referencial, pois o Expresso indica mais erros ortográficos do que “outros erros”:  

  • «A Joana foi há escola» é erro ortográfico;
  • «Ele tem uma obcessão por carros» também é erro ortográfico;
  • «É um fato que existem alterações climáticas» é um erro ortográfico;
  • «Eles vêm a dobrar» é efectivamente erro ortográfico;
  • «Derepente a zanga começou» é objectivamente erro ortográfico;
  • «É uma casa portuguesa, concerteza!» é de facto erro ortográfico;
  • «Hádes conseguir escrever um livro» não é erro ortográfico;
  • «Já fizestes os trabalhos de casa?» não é erro ortográfico;
  • «Quero duzentas gramas de fiambre!» não é erro ortográfico;
  • «A polícia interviu naquela confusão que houve na rua» não é erro ortográfico.

Curiosamente, como vimos, o texto em apreço debruça-se sobre [Read more…]

Marcelo é… Marcelo!

Muito boa gente que há bem pouco tempo desconfiava de Marcelo, acusando-o de levar o governo ao colo, tece agora loas ao valente puxão de orelhas que o Presidente da República deu a propósito da última tragédia, exigindo ao Primeiro-Ministro que tirasse consequências políticas. Alguns apoiantes da geringonça, principalmente os socialistas, ficaram com um pé atrás, uma vez que o PSD atravessa uma fase de incerteza até às eleições internas. É verdade que Marcelo já foi próximo de Santana Lopes, aliás integraram mesmo com José Miguel Júdice, Durão Barroso ou Nuno Morais de Sarmento, a chamada Nova Esperança, que ajudaria a eleger Cavaco Silva em 1985. À época defendiam o fim do bloco central, contra João Salgueiro. Como um eucalipto Cavaco acabaria por secar tudo e todos à sua volta, diz-se que Marcelo à última hora até teria hesitado nesse apoio, prevendo que a ascensão do professor de Boliqueime lhe prejudicasse as ambições, mas isso são teorias de conspiração. [Read more…]

Prémio Sakharov 2017

Ventos de Liberdade sopram do Parlamento Europeu…

Jogos de bastidores

As areias movem-se. O cenário não é o ponto importante. Tem como pano de fundo os incêndios, mas poderia ser o défice, o Schäuble ou que estivesse a correr mal. Que não haja ilusões, é o poder que alimenta este jogo. Assistimos à política de bastidores, e não é uma coisa linda de se ver.

Salazar pelas esquinas

antonio-oliveira_salazar
“Sabia que em pleno centro de Ansião existe uma rua Oliveira Salazar? Fica a dois minutos da Câmara Municipal mas parece que ninguém se preocupa com o assunto. Em Monte Real, concelho de Leiria, também encontra uma rua homónima.
Ajude-nos a mapear as ruas Oliveira Salazar que continuam a existir em Portugal”

in Má Despesa pública

Trabalho nas IT depois dos 40

Tem havido algumas notícias sobre as preocupações quanto à idade entre as pessoas ligadas às tecnologias da informação. No Slashdot saiu um artigo com o título “Para onde vão os programadores idosos?” Devem ir para a ilha de Java, searching for a bit of coffee.

 

“You can’t teach an old dog new tricks and so you find them sitting beside elegant swimming pools sipping Martinis and waiting for the inevitable interview.”

Já agora: Whicker’s World.

Impunidade (a)provada

A Procuradoria-Geral da República do Brasil acusa Michel Temer de ter dirigido uma organização criminosa e de obstruir a Justiça. Mas, mais uma vez, o Presidente da República brasileiro escapa a processo de investigação por parte do Supremo Tribunal Federal. É essa a vontade dos representantes do povo brasileiro no parlamento. Naturalmente, Temer alega que é “vítima de conspiração”.

É a segunda vez que isto acontece, mas ainda não dá para acreditar. A minha crença na humanidade e na sua ordem esvai-se de dia para dia.

400 milhões de razões para nos preocuparmos

Com que então, o governo decidiu num sábado, e talvez até lhe tenha ocupado a tarde toda, gastar 400 milhões na indústria dos incêndios. Não faço ideia se chega ou não, apesar da Cristas ter vindo dizer que não chega. Quem foi  Ministra da Agricultura e do Mar poderá ter uma ideia sobre o assunto, se bem que a floresta não é propriamente uma subdivisão da agricultura. Excepto se for para se plantarem eucaliptos nos terrenos agrícolas, área onde Cristas tem cartas para dar.

Adiante. Decidiu-se gastar uma pipa de massa com base em quê? No combate aos incêndios? Na prevenção? Qual é o plano? Muito dificilmente as boas decisões acontecem em momentos de pressão e o Governo encontra-se entre a espada e a parede. Uma pressa destas só nos pode criar preocupações sobre estarmos a fazer as melhores escolhas. Acossado pela oposição, pelo Presidente e refém da sua própria incúria, Costa precisou de mostrar serviço.

E mostrou. Mas começou logo pelo lado errado ao nomear Tiago Oliveira, que trabalhava há vários anos com a Navigator, para unidade de missão dos incêndios. É uma decisão tão má como foi a do anterior governo ao ter nomeado Sérgio Monteiro para secretário de estado dos transportes. As razões são as mesmas. Não se metem raposas a guardar galinheiros.

Mitos & factos

A geringonça sobrevive à custa de mitos, o pior são os factos

Antes esperar pela mão invisível 

Que sentir no bolso a mão de Centeno & ca.

Amor é numa Cabana

violencia_domestica “prelúdio de um envolvimento romântico“?