“Fake news” compensa

Há dias, o Jornal Económico (JE) publicou uma “notícia” baseada numa crónica de opinião saída há um ano no Financial Times. O artigo foi partilhado no Facebook pelo JE e, posteriormente, apagado do jornal quando os leitores apontaram que este estava a criar um facto, em vez de noticiar um facto.

A história está detalhada em post anterior, escrito no dia 8 de Setembro de 2017. Nessa altura, acendendo ao artigo pela Google Cache, podia constatar-se que o artigo do JE tinha 1600 partilhas no Facebook. Hoje, passados 4 dias, o artigo já tem 2500 partilhas no Facebook. Portanto, mesmo com a “notícia” original apagada no jornal online, o artigo continua a viver no Facebook, onde está a ser partilhado. [Read more…]

Notícias do paraíso socialista

Inflação controlada por Decreto!

E lições de moral sobre o caso Portucale, deputado Carlos Costa Neves? Também tem alguma para dar?

Foto via Dinheiro Vivo

Carlos Costa Neves, que foi quase ministro daquele segundo governo Passos/Portas que morreu à nascença, foi o escolhido para comentar a entrevista de Azeredo Lopes, no que ao caso Tancos diz respeito:

Não sabemos bem como é que podemos classificar esta situação, porque ela é de tal maneira grave, que as palavras “ridículo”, ou que a palavra “um jogo”, ou que a palavra “não saber para onde é que se vai”, não chega. (…) Nesta próxima semana, o PSD, na Assembleia da República, e no exercício daquilo que são as suas responsabilidades em democracia, vai tudo fazer para que isto se esclareça, e para que sejam assumidas responsabilidades. Há responsabilidades políticas neste caso e nós não deixaremos de partilhar com os portugueses aquilo que se souber.

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A fábrica de povo

A Escola não serve para preparar os que nela andam a aprender, mas para assegurar a continuidade do poder, geração atrás de geração. Como não existe poder sem que haja quem se lhe submeta, cabe precisamente à Escola disseminar o princípio da obediência e da submissão, plasmados em dogmas cada vez mais alienantes e cuja necessidade de justificação social se dilui na indiferença geral, com crescente eficácia entre a multidão de súbditos.

O que na verdade a Instrução trouxe foi um aumento exponencial do grau de dependência do indivíduo face ao mesmo poder que lhe ministrou essa instrução, extraindo do seu corpo – e do seu espírito – como numa amputação doce, a vocação natural e inata para se libertar de qualquer jugo e evoluir no mundo como senhor da sua própria vontade.

A escadaria social com que se ornamentou a ilusão do saber e a habilidade técnica e operativa em ofícios úteis à perpetuação de todo o sistema de conhecimento que cabe ao poder validar, despertou no indivíduo o desejo inferior de suplantar o seu próximo, garantindo a predação entre seres constituintes de um mesmo corpo espiritual e estabelecendo entre eles a divisão. É este mecanismo que permite ao poder assegurar que mais do que buscar a sua própria liberdade, o indivíduo tentará suster ou eliminar a do outro. Nisso mesmo consiste a competitividade e semelhantes neologismos de feição sociologicamente inocente mas essência diabólica, nos quais se funda a doutrina da ordem vigente. O brilhantismo deste processo é notável na sofisticação com que reconverteu a escravatura através da sua reabilitação simbólica e a fez parecer a mais primordial e autêntica das vocações humanas.