O grande argumento


João Miguel Tavares explicou no Governo Sombra, de forma alterada, que Teodora Cardoso falhou as previsões pessimistas sobre o défice porque o governo não fez o que prometeu na campanha eleitoral. É capaz de ter alguma razão – não a tem toda, mas adiante. Podia, no entanto, lembrar-se do que fez, em termos de promessas e execuções, aquele que ele já adjectivou, em tempos, como um bom primeiro-ministro. Lembrando-se ele disso, talvez pudesse dissertar sobre que circunstâncias se podem evocar para optar ente polegar para cima ou para baixo quanto a governantes.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Mas houve quem o lembrasse dessa omissão, propositada.
    Ricardo Araújo Pereira dentro da sua habitual ironia gozou com ele e com Teodora Cardoso, desconstruindo aquela narrativa do: “eu bem avisei”, muito ao estilo do Cavaco.
    Não acertam uma, até ao dia em que acertarem uma vez, para se empoleirarem na sua santa sabedoria.
    “Afirmar que vai chover copiosamente um dia destes, é fácil. O difícil é prever quando, e em que quantidade”. Em economia as coisas funcionam um pouco assim.
    Eu até acho bem que João Miguel Tavares se assuma como um comentador de direita. Veremos se um dia destes, não arranja um emprego bem pago, numa daquelas empresas do PSI 20, estilo EDP, como aconteceu ao marido de Maria Luiz Albuquerque. E até me da um certo gozo ver JMTavares a espalhar-se ao comprido. E são várias. Só dessa forma podemos inferir se as suas opiniões são válidas ou não.
    O problema nestes debates ou tertúlias é quando não há contraditório, e somos, pura e simplesmente “engaiolados por uma verdade artificial, montada a rigor por quem nos quer vender uma ideia”.
    Aquilo que Teodora Cardoso diz é verdade em Portugal, na Espanha, na Itália, na Grécia, e em muitos outros países. Essa verdade tornou-se intemporal. Foi assim há quinhentos anos, quatrocentos, trezentos, …tal como hoje o é se não mudarmos o nosso modelo de desenvolvimento.
    Mas isso explica o quê?
    Que temos de continuar a ser uns miseráveis, a maioria, a vida toda, enquanto alguns se pavoneiam no bem bom, como orientadores da plebe?

    • José Feliciano Cunha de Sotto Mayor says:

      o tavares é um tolinho. calinadas em barda. mas ocmo é de direita liberal, nunca será varrido do público.

  2. Miguel bessa says:

    O governo não fez o que prometeu? Verdade. Mais baixo investimento público de um sem número de anos. Indesmentível.

    O governo não cumpriu o orçamento? Verdade. Mais elevado valor de cativacoes desde um sem número de anos (senão de desde que há registos). Se tinha previsto gastar X mas gastou X – cativacoes. Cativacoes que afetam os serviços. Se criticavam o pouco investimento o que dizer agora que esse investimento ainda é inferior?

    Qual é a parte de que o que está no orçamento não foi cumprido que é difícil de perceber? É algo objectivo. Não é algo subjectivo.

    Os serviços estão a rebentar. Até em haver mortos já há em resultado. A Dívida do SNS sempre a subir! Os donativos de Pedrogão são desviados para o SNS.

    O problema é que os sindicatos vieram para a rua ainda a 2 anos das eleições. E ou compram mais votos e rebentam ainda mais com os serviços públicos ou defendem os serviços e os votos voam e perde se a magia das vacas voarem. E a malta começa a dar conta que daqui não se espera soluções, apenas desculpas com o passado.

  3. JgMenos says:

    «porque o governo não fez o que prometeu na campanha eleitoral»
    Isso é quase banal.
    Agora, não fazer o que aprova num orçamento, isso é já criatividade mais original.

    Mas, gabar-se de não ter revisto o orçamento quando o alterou substancialmente em execução, isso sim, isso é geringonço mesmo.!
    Requer uma lata estanhada e acólitos do mesmo calibre.

  4. Rui Naldinho says:

    Doeu-te qualquer coisa, ó Menos!
    Ou estás a pensar nos retificativos da PàF?
    Não!!
    Talvez mais os chumbos no Constitucional?
    Ou será que ainda são as saudades, das promessas eleitorais do Passos Coelho, em 2011?
    Qualquer “mentirazeca” desta Geringonça, ao pé daquilo que vocês fizeram, soa a “angelical”.
    Dorme descansado, que amanhã é outro dia.

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