Black Friday – avulsos a propósito do dia das pechinchas

  1. Um dia destes, na baixa, cruzei-me com uma senhora que ia de mão dada com a filha, dos seus 10 anos, mais coisa menos coisa.
  • Mãe, o que significa consumismo?
  • Quando uma pessoa compra alguma coisa porque precisa mesmo, por exemplo como nós vamos agora comprar uns sapatos para ti porque os outros já não te servem, isso não é consumismo. Quando alguém já tem o suficiente de qualquer coisa e mesmo assim compra mais sem precisar, a isso é que se chama consumismo.

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Pedro Rolo Duarte

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© Global Imagens

Humberto Almendra

Conheci o Pedro como director da Revista “Nós” do Jornal i na qual colaborei como produtor de texto e fotografia freelance. Era um homem transparente, seguro e generoso. Atento talentoso e humilde. Mas aquela humilde que só ilumina os sábios.
Uma excelente pessoa.
Detesto esta merda de ter que saber que as pessoas morrem. Prefiro esquecê-las nas voltas da vida e voltar a elas apenas em breves recordações. Somos nada.
Fodasss.
Está na hora de morrer. Nada mais podemos dar a nós próprios ou à vida depois dos cinquenta anos. Chegamos a um ponto em que não passamos de uma câmara de reverberação até à loucura. Tanta gente que morre com a minha idade.
Fodasss.
Diz-se que somos tão novos. Somos nada.
Parem de se enganar. Eu digo que somos tão velhos como a mais velha das árvores.
Mas, ao contrário delas, desperdiçamos ao longo da vida tantas horas de luz e inspiração. Aquelas folhas verdes e as flores perfumadas que nos enchem a alma. Estas coisas fundamentais e vivas que fazem de nós incompletos mas cheios. Que fazem de nós incomparavelmente melhores. Referências como o Pedro Rolo Duarte. Uma luz. Detesto aquela cena do “descansa em paz. Descansa mas é o caralho.
Toca a despir a alma do corpo e continua a voar pelo universo. Esta terra torna-se demasiado pequena para quem morre. É só isto. Um cemitérios. Que sejamos ao menos tudo para que quando cheguemos ao nada tenha valido a pena.
E o Pedro foi isto. Uma espécie de tudo.

Adeus, Auto-Europa!

Estávamos em Agosto, um mês silly por excelência, e os proletários da Auto-Europa, estúpidos como uma porta, decidiram fazer uma greve, na sequência da rejeição, por larga maioria dos trabalhadores, das propostas decorrentes do pré-acordo entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da empresa.

Imediatamente, profetas de todas as direitas, indignados com tamanho geringoncismo, anunciaram novos cataclismos, área em que se vêm especializando desde finais de 2015. Era o princípio do fim da grande exportadora portuguesa. A Auto-Europa preparava-se para fechar portas, tão certo como a chegada do diabo, e contavam-se os dias até ao trágico desfecho.  [Read more…]

Postcards from Greece #16 (Thessaloniki)

Remember that the revolution is what is important, and each one of us, alone, is worth nothing’

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traduziu-me a miúda, do grego, a partir de um cartaz feito à mão por cima da banca da KNE (Juventude do KKE) no átrio de entrada da Faculdade de Agronomia da Aristotle University of Thessaloniki (AUTH). Do outro lado da banca do KKE (Partido Comunista da Grécia) estava a banca do EAAK (Movimento Independente Unido de Esquerda), um movimento que representa a união de organizações estudantis (universitárias) de esquerda. Quando hoje entrei na faculdade deparei-me com estas duas bancas, uma de cada lado cheias de cartazes. Identifiquei, naturalmente bem o KKE, mas o EAAK nem por isso e presumi que se tratava de eleições para a associação de estudantes ou coisa assim.
 

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