O governo da Geringonça

O Governo da Geringonça revelou ser o governo da Troika. A “devolução de rendimentos” é a reversão do “além da Troika”. O que temos, no final de contas, é uma abstenção violenta e uma gigantesca acção de propaganda que se destinou a inscrever na ordem do quotidiano e do senso comum aquilo que há poucos anos era, para a chamada “esquerda”, uma agressão externa intolerável.

Postcards from Greece #21 (Thessaloniki)

«Se um dia alguém perguntar por mim…»

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ouvi hoje, passava pouco das 10 da manhã, no café ‘Os Piratas’, aqui na esquina da rua de São Nicolau com a Rua de São Demétrio. Chovia torrencialmente e mal saí de casa fui beber um café antes de apanhar o 16, por causa da chuva, para ir para a AUTH. Lá dentro estava quentinho e o café era menos mau. A senhora ao balcão estava com cara de poucos amigos e bebericava qualquer coisa. A música estava baixa e era variada. Vi um cinzeiro em frente da senhora do balcão e pedi um para a mesa. A senhora tira o vaso das flores de dentro de um potezinho verde alface, que estava a enfeitar a mesa e diz-me para por a cinza ali.

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O preço certo em euros do número de propaganda de António Costa

A grande indignação da passada semana girou em torno dos 36.750€ que o governo derreteu num número de propaganda, com o qual decidiu assinalar os dois anos de vigência do executivo Costa. Apesar de ser prática corrente noutras latitudes, e do modelo escolhido não ser propriamente uma novidade, torrar dinheiro deste endividado país em exercícios desta natureza é, a meu ver, uma falta de respeito por todos os portugueses. Já agora, querida direita partidária, tu que vives de desgraças e indignações, por onde andavas quando o Passos fez exactamente o mesmo? Em lado nenhum? Deixa lá, não faz mal. Todas as ocasiões são boas para te ver fazer essas figuras. [Read more…]

ESCANDALOSO ROUBO AOS PORTUGUESES

Para verificarem a pouca vergonha que é esta RENDA que todos pagamos à EDP, vejo o acordo assinado em 2012 entre o Governo e a EDP Renováveis, os preços fixados e o valor, desde 2013, do preço médio da energia.

Link: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41305.pdf

Para resumo: em 2012 terminava o período de 15 anos em que o Estado financiou as eólicas. O Governo de então, com PM Pedro Passos Coelho e Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, assinaram um acordo em que se mantinha nos 7 anos seguintes (2013-2020) uma tabela de preços (estilo SWAP) que protegia as Eólicas. Os Portugueses pagavam 74 Euros por cada MWh, caso o preço médio diário fosse inferior a esse valor (e foi sempre por LARGA margem), pagariam o preço médio diário se esse valor estivesse entre 74 Euros e 98 Euros, e pagariam 98 euros/MWh se o preço médio diário fosse superior a 98 Euros/MWh.
 
Como o preço médio diário (claro, contratos feitos para enganar e para ter lucros GARANTIDOS) foi sempre muito inferior a 74 euros/MWh, os Portugueses, os contribuintes, estiveram sempre a financiar a EDP Renováveis. É isso a RENDA EXCESSIVA.
 
Lembre-se disso quando pagar a conta da eletricidade. Está a pagar o negócio garantido dos outros. Está a pagar negociatas que pretenderam garantir que as eólicas tinham lucros fabulosos, com os contribuintes a financiar, para depois as empresas serem vendidas a estrangeiros. Nós, contribuintes, continuamos a pagar este escândalo.
 
Lembre-se disso quando olha para o comportamento dos partidos na AR relativamente a propostas para aplicar taxas às rendas excessivas e ESCANDALOSAS das empresas de energia.
 
Lembre-se disso quando olha para os seus consumos e pensa em poupar, desligando o aquecimento, porque não pode pagar as contas. Não pode suportar contas para se aquecer e dar conforto à sua família, mas está a pagar os lucros escandalosos dos outros e os salários MEGA-milionários de MEXIA e companhia.
 
ISTO É UMA VERGONHA E UM ROUBO AOS PORTUGUESES.

 

 

Os bullies avençados

Santana Castilho*

Mesmo para quem está habituado ao confronto de opiniões que as decisões políticas mais polémicas suscitam, causa perplexidade verificar a quantidade de pronúncias na comunicação social, escrita ou falada, ora expondo ignorância inaceitável, ora evidenciando intuitos manipulatórios censuráveis, que a questão da tentativa de apagar uma década ao tempo de serviço dos professores suscitou. Conheço os preconceitos e as agendas destes bullies avençados. Mas, confesso, espantou-me ver tantos e tão irmanados na mentira e no ódio a uma classe, a quem devem parte do que são e do que serão os seus filhos e netos. Não é corporativa a razão que dita estas linhas. É a seriedade, é a justiça e é a certeza sobre o quanto toda a comunidade precisa dos seus professores.

Dois clichés são recorrentes no discurso dos bullies: a progressão dos professores é automática, em função do tempo de serviço; não há possibilidade financeira para o que reclamam.

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