Em cada esquina uma Autoeuropa

Segundo o Diário de Notícias, a Autoeuropa vai para produção. A excelência da unidade de Palmela é tal que alguém terá decidido produzir mais algumas, quiçá para encher Portugal de Autoeuropas ou para engrossar o fluxo de exportações. A julgar pelo título desta notícia, falta apenas uma peça que vem de fora. Rumo ao desemprego 0%.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Grande parte das empresas industriais na Europa fazem paragens na quadra natalícia. Algumas dão até férias nesta altura, gozando os trabalhadores cinco semanas anuais, dos quais três no Verão e duas no Inverno.
    Qual é a novidade?
    Nenhuma. Ou melhor a novidade continua a ser a nossa estupidez jornalística.
    Admito que a Auto Europa não tivesse inicialmente essa intenção, mas ajustou-se, em face de uma contingência do qual os trabalhadores e fornecedores nacionais não têm culpa.
    Por exemplo, qual era a razão para que a maioria do sector têxtil nacional dê quinze dias de férias ao pessoal, na segunda quinzena de Agosto, e não noutras datas?
    Porque o seu mercado, fornecedores e clientes, assim acordaram.
    Mas como está na moda criar “Fuck News”, para dar uma imagem de guerrilha entre as partes, justificando a intransigência de ambos os lados, com a corda a partir pelo lado mais fraco, nada melhor que debitar um chorrilho de disparates, para Tuga engolir, como mais uma das nossas certezas divinas.
    Os comunistas são uns gajos ****dos, e querem dar cabo da economia nacional.
    “Andei anos seguidos a tomar o pequeno almoço com alguns comunistas, só para tirar uma dúvida que me assolava desde pequeno, e os filhos da mãe só comiam sandes mistas de queijo e fiambre, ou torradas com manteiga e uma meia de leite. Nunca os consegui ver comer criancinhas ao pequeno almoço, para meu desespero.
    Fiquei frustrado e pensei em seguir a vida eclesiástica!
    E só não fui, porque cheguei atrasado à camioneta que levava os candidatos para o seminário.”


    • Desculpe, mas não percebeu que o problema é de o “Acordo Ortográfico” de 1990 eliminar arbitrariamente o acento agudo em “p(á)ra” (do verbo “parar”), para se distinguir da preposição “para”?

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