Graçolas

O deputado João Galamba decidiu fazer graça com os incêndios que assolam a Califórnia, onde já foram evacuadas, segundo as notícias, cerca de duzentas mil pessoas. Infelizmente, o sentido de humor do senhor deputado não chega para esclarecer por que razão foram quarenta e sete portugueses queimados vivos numa estrada de Pedrógão Grande, nem por que motivo o Relatório que alegadamente o explica está reservado aos seus olhos.

Que ao menos mantenha a boa disposição.

Socialismo europeu

De novo os burocratas ao serviço do politicamente correcto regulando a vida alheia.

Prepotência em defesa do modelo neoliberal

De 10 a 13 de Dezembro terá lugar a 11a Conferência Ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio), em Buenos Aires, Argentina (a primeira vez na América Latina). Como em todas as anteriores, está prevista uma forte presença de centenas de organizações da sociedade civil que, com manifestações, workshops e debates protestam contra a dominância dos interesses económicos de poderosos bancos, fundos de investimento e multinacionais nesta organização que visa a liberalização e desregulação dos mercados e a privatização de bens públicos. A contradição entre os objectivos de sustentabilidade globais da UN e o desregulamento comercial multilateral é varrida para debaixo do tapete, o combate à pobreza não tem lugar na agenda.

Desta vez, e pela primeira vez na história da Organização Mundial do Comércio, o Governo do país anfitrião, chefiado por Mauricio Macri, decidiu à última hora revogar as credenciais de dezenas de activistas e observadores da Europa, Ásia, África e da América Latina que tinham já obtido a sua acreditação junto da Organização Mundial de Comércio, impedindo-os assim de participar e recusando-lhes a entrada no país. Obviamente, está-se perante um grave precedente em matéria de relações internacionais e de uma violação dos termos do acordo com o país anfitrião que, conforme numerosas ONGs exigem, não pode ser aceite pela OMC.

Sem sequer apresentarem razões formais para a revogação das credenciais aos representantes das ONGs, as autoridades argentinas alegaram no entanto “preocupações de segurança”, devido a “incitação à violência para gerar caos” supostamente ocorridas nas redes sociais. [Read more…]

Postcards from Greece #31 (Thessaloniki)

Tudo estava calmo esta manhã, após a agitada noite de ontem

 

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Não se via nada que indicasse os confrontos entre manifestantes e polícia (ver postal #30) na Agios Dimitrios, mesmo junto à Universidade. Apenas 3 soldados armados até aos dentes, mas em pose relativamente informal, por mais paradoxal que isto possa parecer, se encontravam em frente ao consulado turco, como sempre. A visita de Erdogan à Grécia que se iniciou hoje* parece também não ter tido grandes efeitos em Salónica. Nem uma manifestação convocada, nem uma concentração agendada, informa-me a página da embaixada dos Estados Unidos que, aprendi ontem, tem separadores especiais para estes eventos, em Atenas e em Salónica. em Atenas parece que houve algumas manifestações, especialmente de curdos protestando contra o terrorismo de Erdogan, chamando-lhe evidentemente ditador. Parece que as conversas entre Erdogan e Tsipras não correram muito bem, com muitas tensões. São séculos de tensões acumuladas entre a Grécia e a Turquia. Relembro que nenhum presidente turco visitava a Grécia há mais ou menos 65 anos. Não sei se é bom sinal que o primeiro presidente turco a visitar a Grécia em 65 anos tenha sido justamente este. Mas adiante. Voltemos a esta manhã, que estava calma. Bebi o café do costume no bar ‘Os Piratas’ e apanhei um táxi porque tinha de imprimir umas coisas antes do Seminário sobre turismo rural em Portugal, aos alunos da Olga, da Maria e da Eleni. Os táxis, já o disse outras vezes, são extraordinariamente baratos na Grécia.

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