Vamos então fingir tudo não passa de histeria

Façamos de conta que a história à volta de Paula Brito Costa, essa que acrescentou o “e”  ao nome, talvez para dar um toque de raridade, não é de nepotismo, vaidade e ambição desmedida. Ignoremos o salário chorudo, acrescido em 50% para ajudas de custo, o carro de gama alta e o pagamento de despesas pessoais, para optarmos pela explicação de tudo não passar de mais uma onda  do Facebook, apenas uma questão de curvas de indignação. E depois ouçamos Bruno Nogueira dizer umas quantas verdades na brincadeira.

Findo o ciclo das grandes obras públicas e das privatizações desenfreadas, confirma-se que os sectores da segurança social, saúde e educação são as presentes fontes para ida ao pote.

Comments

  1. ganda nóia says:

    claro que é muito mais que uma histeria. há ali coisas que não deviam acontecer.

    mas há uma parte que, sim, é histeria artificialmente alimentada pelos media: a parte em que se tenta associar esta senhora directamente ao actual governo, quando ela teve até mais proximidade com o partido que actualmente faz (?) oposição.

  2. JgMenos says:

    Tudo isto é uma histeria.
    Claro que ‘ir à rainha’ não é pequena coisa para uma ex-manequim. Já se leva o tailleurzinho de ir à missa ou coisa mais refinada é matéria de deliberação não óbvia para qualquer Conselho de Administração.
    As alcavalas para um alto ordenado já são matéria diferente, mas a capacidade de trazer o guito é determinante nestas matérias para qualquer CA que queira fazer obra; que a matéria é complexa e passa por lambujar tudo que é poder.

    Tudo somado, nada como a caridadezinha dos ricos (de preferência bem-nascidos) para consolar as almas sem problemas com o vestuário.


  3. Para certa gente, só não é histérico quem tudo aceita. Nas ditaduras, nas intolerâncias de todo o género e feitio, nomeadamente as políticas – não falando aqui das possuidoras de grande carga politico/religiosa, como é o caso do histerismo sionista – tudo o que não está com elas, está contra elas, e o seu repúdio nada mais é que manifestação histérica. Contudo, quer os homens, e as mulheres – que agora anda por aí uma grande histeria sobre estas questões da sua explícita nomeação ou não -que se dedicam a estas coisas da saúde mental, sabem – ou intuem – que mesmo estas manifestações de histeria, mais não são que válvulas de escape para os males que afligem a população, em geral e o cidadão, em particular. Na minha terra, quando alguém entrava nestes episódios, dizia-se: “deixem-nos rabear”, que é como quem diz: deixem-no exteriorizar as suas angústias.
    Chegamos, pois, ao ponto crucial, a angústia, que aflige o cidadão, em geral, e muitos outros em particular, face ao que se passa na sociedade: no sistema financeiro, em geral e no bancário, em particular; na justiça, na protecção civil, nas instituições de saúde, no geral e nas de “solidariedade social”, em particular – que foi aquilo que aqui nos trouxe.
    Fiquem, pois, felizes aqueles que acham que estas manifestações são histéricas, porque sendo válvulas de escape, permitem aos próprios exteriorizar o seu mal-estar. Contudo, não é apenas uma histeria e aqueles que contribuem – na política, na justiça, etc – para este mal estar, deveriam antes olhar e estar mais atentos a estas manifestações. Como sabemos, panela de pressão, se entupida, rebenta.

  4. Rui Naldinho says:

    Aquilo que aconteceu na “Raríssimas” é um bom exemplo da massa cinzenta com que é feita uma boa parte da nossa classe dirigente.
    De políticos a ativistas do social, passando pelo futebol, bombeiros, etc, todos pagos com dinheiros públicos e a solidariedade anónima, numa espécie de PPP para otários, ninguém controla a ponta de um corno. Só quando a bomba explode alguém fica com as orelhas a arder. E depois ninguém conhecia nada, nem ninguém.
    O Banco Alimentar é um bom exemplo, disso. Eu também dou, porque tal como a maioria dos cidadãos, do qual não me excluo, quase todos acham que algum “farisaísmo cristão”, nos deixa dormir mais descansados. Mas pergunto-me se tudo aquilo não acaba por ser um serviço de promoção a marcas e hipermercados, mais do que solidariedade genuína.
    E o que me dá mais gozo é ver esta direita offshorizada, que gosta mais de dinheiro, que o bêbado de vinho, cada vez mais burra, preocupada em descobrir se o Ministro olha para as contas das IPSS com olhos de ver, e se dá conta das maroscas que por lá abundam, quando eles só numa “maré” lavam milhões de euros para fora do país.
    Não soubéssemos nós, que com Corporações de Bombeiros, IPSS, clubes de futebol, partidos políticos, etc, que ninguém se meta, sob pena de ficar seriamente chamuscado.
    É-se morto por ter cão, mas pode morrer-se por não o ter.
    Acresce que as Paulas Britos & Cunhas trabalham em vários tabuleiros, comem de todas as panelas e vão a todas as festas, sejam elas laranjas, cor de rosa, o cor púrpura.
    O que interessa é a promoção pessoal. Mesmo que para isso seja necessário namoriscar um Secratario de Estado.

    • Rui Naldinho says:

      Deve ler-se Paulas Britos & Costas, e não como está escrito.


      • ….mas se fosse também ” & cunhas” até que estaria bem : )
        E é assim mesmo como afirma, Rui Naldinho, e a conclusão daquilo que devemos saber, esta xuxiedade tuga de elites de traficantes da promiscuidade da política com interesses mafiosos de toda a espécie, que ” trabalham em vários tabuleiros, comem de todas as panelas e vão a todas as festas, sejam elas laranjas, cor de rosa, ou cor púrpura.”

        …mas já agora, essa “cor púrpura” que refere quer dizer o quê ?
        para mim só pode ser a eclesial das missinhas domingueiras do socialmente correcto/ hipócrita, que aos comunis…comunistas zze zze não me parece que se possa aplicar, ou será que pode, pelo menos lá para as bandas de angolas e chinas e coreias, mas aí a conversa é outra .

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.