Jerusalém estava mesmo a precisar de um banho de sangue desnecessário

Fotografia: Chip Somodevilla@Expresso

Esta besta quadrada, este grunho anormal, decidiu incendiar ainda mais o Médio Oriente e deixar a humanidade em pânico, como se os incêndios que faz deflagrar, todos os dias, no mundo inteiro, não fossem já suficientes. Percebe-se: com a sua popularidade a navegar no esgoto, o seu governo a desintegrar-se aos poucos, o acumular de escândalos e a crescente percepção do erro que os norte-americanos cometeram ao colocar um lunático aos comandos da Casa Branca, resta-lhe o lobby carniceiro judeu, a quem periodicamente é necessário oferecer um sacrifício. E Jerusalém estava mesmo a precisar de um banho de sangue desnecessário.

Postcards from Greece #30 (Thessaloniki)

Potentially violent demonstrations

(fotografias tiradas daqui e daqui)
era o que estava aparentemente anunciado para hoje, embora eu não o soubesse antes de a Giota me ter vindo bater à porta do gabinete, por volta das 3 da tarde. Disse-me que devia sair antes das cinco porque ia haver manifestações e muito provavelmente confrontos entre os anarquistas e a polícia. Perguntei-lhe porque razão. Explicou-me que hoje se assinalava o aniversário da morte de Alexandros Grigoropoulos, um jovem estudante de 15 anos que foi morto em 2008 pela polícia.
 
A área da Universidade era, uma vez mais, uma zona a evitar depois das cinco horas, disse-me a Giota, coisa que confirmei com o segurança do edifício da faculdade, embora ele me tivesse dito que a partir das quatro fechava tudo. Arrumei as coisas e vim para casa. Apanhei o autocarro 16, o que dá uma volta bestial pelo centro e enquanto estava na paragem reparei na enorme quantidade de pessoas que saiam apressadas da Universidade. Reparei igualmente na escassez de trânsito, numa cidade que tem muito tráfego dia e noite. Saí uma paragem antes da Agios Dimitrios, à procura de uma papelaria específica que acabei por não encontrar e fui a pé para casa, depois. A rua estava estranhamente calma.
 

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