O Brasil da Direita Corrupta, Violenta e Escravocrata desde 1500

A rede de mentiras e crimes bárbaros que compõem  o quotidiano no Brasil tem uma forte raiz histórica na “elite” brasileira/portuguesa que domina o país desde as capitanias hereditárias.  Tomemos por exemplo a escravização e assassinatos em massa de indígenas.

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Bandeirante e indígenas escravizados – Pinturas do século 18

Os livros de história editados e produzido a mando dessa elite descreviam até pouco tempo que “oficialmente” a escravidão indígena  foi proibida por Marques de Pombal em 1757. Esse decreto nunca foi cumprido em muitos lugares do país. De fato vários registros históricos em Ouro Preto (Minas Gerais) atestam escravizados indígenas sendo negociados por senhores e sinhás por décadas adiante. Os índios eram chamados de “negros da terra”  e suas vidas valiam um sexto do valor de um escravizado africano.  Warren Dean descreve no livro A ferro e fogo. Cia das Letras, 2013, um documento que teve acesso em que conta, somente em uma transação, dois mil índios escravizados e comercializados em 1811 em Ouro Preto.

Warren afirma que até meados dos anos 1970 haviam muitos índios escravizados aqui.  A afirmação foi atestada recentemente pela  Comissão Nacional da Verdade do Brasil, instituída durante o governo Dilma, que investigou crimes da ditadura civil-militar entre 1964 e 1985 no Brasil, que encontrou o “relatório Figueiredo” onde se relata crimes cometidos por latifundiários e o departamento de serviços indígenas a época.  O relatório descreve torturas como fazer os indígenas espancar seus próprio familiares, como filhos esmurrando mães, irmãs, avós. Mortes por agentes químicos e uma infinidade de brutalidade.  É sabido de outros historiadores, e relatos do Brasil colonial que os bandeirantes, figuras homicidas louvadas em várias capitais brasileira, eram verdadeiros estupradores sanguinolentos patrocinados pela mesma elite que mandou erigir estatuas em suas homenagens. Centenas de milhares de povos indígenas mortos de forma cruel inimaginável como por exemplo enfileirando as índias grávidas e cortando-lhes a barriga matando-as com os bebês.

Tudo isso sob as vistas grossas e ricas da igreja que abençoava os homicidas, catequizava índios enquanto construíam suas paróquias abarrotadas de ouro e requinte. Não é de admirar que essa mesma  direita abrigue tantas vozes contra direitos humanos e continuem incentivando crimes hediondos cometidos contra minorias e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nunca respeitaram a lei. Nunca respeitaram a vida.

 

 

Comments

  1. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Portanto, o Brasil tornou-se independente em 1822. No entanto, em 2018, quase duzentos anos depois, a culpa da miséria moral e política do país é da “elite” brasileira/portuguesa.

    Mas que coisa mais absurda. Mais uma “história da carochinha” para acéfalo consumir. Que tal tratarem de educar e instruir o vosso povo, em vez de procurar bodes expiatórios externos?

    Um exemplo acabado da estupidez “politicamente correcta”.

    • Sotero says:

      Que tal você sair da internet e viajar pelo Brasil conhecer a realidade do povo brasileiro (que certamente não conheces). Seria bom também pesquisar um pouco mais de história e economia para entender e questionar processos de “independência”.

      • Fernando Manuel Rodrigues says:

        Não quero saber do povoi brasileiro. São independentes há 200 anos. Tratem de arrumar a casa, e deixem de responsabilizar terceiros pela vossa incompetência.

        Seria como se nós portugueses (ou os restantes europeus) ainda andássemos a culpar os romanos, os árabes ou os bárbaros germânicos pelos nossos problemas.

        Cresçam, que já é tempo.

  2. Antonio Medeiros says:

    Fernando Manuel Rodrigues: Talvez V. Sa. não sabe, mas temos no Brasil famílias que vivem à custa do dinheiro público desde a época do Império e outro dia mesmo um deles votou a favor da (in)vitória do “grande” presidente Temer envolvido em um escándalo atrás de outro.Cabe realmente ao povo brasileiro pensar mais e expulsar pelo voto este tipo de sanguessugas. Uma destas famílias é a de Andrada e Silva, de Barbacena, Minas Gerais e foi elogiado pelo jornal O Estado de Minas Gerais , de mentalidade medíocre mais um descendente desta família como promissor político para o desenvolvimento do Estado.Estado. Estamos a ver! Continuam a promover a malta que nunca fizeram nada pelo povo, sem influéncia de nossos antepassados.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Se têm, o problema é vosso. Resolvam-no. Já tiveram mais do que tempo.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      “Estamos a ver! Continuam a promover a malta que nunca fizeram nada pelo povo, sem influéncia de nossos antepassados.”

      De que antepassados está a falar? Só se você é índio, ou descendente de índios (tanto quanto sei, há poucos no Brasil). De resto, os seus antepassados serão, muito provavelmente, portugueses, ou oriundos de outros países europeus (parece que há muitos italo-brasileiros, e alguns germano-brasileiros), ou então africanos. E mestiços, que são uma mistura de tudo isso.

    • Paulo Marques says:

      “mas temos no Brasil famílias que vivem à custa do dinheiro público ”
      E que país é que não tem?

      • Sotero says:

        As famílias que vivem às custas do dinheiro público são aquelas que estão na política desde as capitanias hereditárias. Sangue sugas da riqueza nacional a quem Machado de Assis já citava no século 17.

        • JgMenos says:

          Para quando responsabilizar o capitalismo sem andar à voltas pelos becos da História?
          Para quê esse entrermés dramático se a escravidão é um problema que ocorre nos nossos dias.
          E sempre a treta das elites, como se não houvesse na ralé quem possa competir em barbaridade e em sangue sugar.

          A esquerdalhice é sempre um acto teatral!

  3. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Se têm, o problema é vosso. Resolvam-no. Já tiveram mais do que tempo.

  4. atento às cenas says:

    o samba canção do costume.

  5. João almeida says:

    É curioso, Bolsonaro não parece ser um apelido português, Vargas e Kubitschek também não! O único apelido de origem portuguesa que eu me lembro num governo brasileiro é Temporão (filho de imigrantes portugueses), que foi ministro do LULA (que curiosamente era um governo de ESQUERDA)!! E enquanto os italianos fascistas, alemães nazis e outros vos fodem à grande e à francesa, 200 anos depois, vocês ainda deitam as culpas aos portugueses!! Estão a ter o que merecem!!…

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