Bolsominions sadomasoquistas

A esmagadora maioria dos imigrantes brasileiros em Portugal votou no candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

A esmagadora maioria dos imigrantes brasileiros em Portugal, sujeitos a décadas de violentos insultos, preconceito e estereotipação, votou num tipo que se refere a migrantes de países pobres como “escória do mundo”.

Será que eles compreendem que, caso Portugal caísse no erro de eleger um troglodita como Bolsonaro, o risco de serem quase todos perseguidos e/ou corridos daqui disparava de forma vertiginosa?

Ou será que a propaganda do fascista lhes esvaziou o cérebro?

Em todo o caso, seria boa ideia espreitarem as simpáticas mensagens que o PNR lhes vai dedicando. Assim, já ficam a perceber com o que contam e no que votaram.

Comments

  1. ZE LOPES says:

    “Os bandidos já salivam com as promessas de privatização. Bolsonaro não vai combater os criminosos. Vai instalá-los no aparelho de Estado. isto se ganhar. É melhor não deitar foguetes.”

    Isto foi o que eu escrevi aqui ontem. E não é que Paulo Guedes é justamente um desses? Pôr um tipo que sempre geriu fundos de pensões a tomar conta da privatização da Segurança Social, já era obra! Agora sabemos que meteu a “mão na massa”. E muita massa! Milhões!

    Bolsonaro já ganhou? Então pode começar por encarcerar o Paulo Guedes!

  2. Manuel says:

    E com toda a razão. Não tinham alternativa melhor.

    • ZE LOPES says:

      Não? Nem que fosse o voto em branco. Ou a abstenção, assumindo as consequências! Não há desculpas! Agora que surge o problema do Paulo Guedes, o discurso já mudou!

      Se Bolsonaro é justiceiro, que diga, já, que quer o Paulo Guedes na cadeia! Ao menos. Depois veremos outras questões!

    • Jorge Ribeiro says:

      Até o Tiririca era melhor!

  3. Fernando Antunes says:

    É fácil de entender: o discurso do ódio não faz sentido e não tem que fazer sentido. Na Hungria, os sem-abrigo vão ser o novo alvo da extrema-direita, face à falta de migrantes e refugiados: serão presos, e achei piada ao ler no The Guardian que seus bens serão confiscados (é estúpido, eu sei). O cerne da questão é: seres “diferente” ou seres pobre (ou as duas coisas) faz certamente de ti um alvo da ira da Direita e desvia as atenções sobre os oligarcas.

    O Bolsonaro, de entre muitas coisas “notáveis” que disse, tem um tirada que representa toda a repugnância que tem pelo pobre: “de cada vez que morrer um policial, tem que matar pelo menos uns 30 na favela, não interessa quem”. Ele falou em “metralhar a Rocinha”. Esta relatividade tenebrosa é a mesma que é usada por Israel para justificar os seus ataques a alvos civis na Palestina. A ideia de que são “todos do Hamas”, portanto ninguém é inocente. Na favela também é tudo ruim.

    A mentalidade é exactamente a mesma. Ele também defende a malthusiana ideia de esterilizar os pobres, já que “não têm a mínima condição para ser cidadãos no futuro” (sim, ele está a mesmo a dizer o que parece: pobre não é cidadão). Sem dúvida, mais fácil esterilizá-los do que tirá-los da miséria. Eis todo o ideário fascista, ‘in a nutshell’.

  4. JgMenos says:

    Boa parte dos brasileiros em Portugal são refugiados da violência e bagunça no Brasil.
    Se entretanto aprenderam alguma coisa sobre a História de Portugal saberão que os hábitos de ordem pública e civilidade não foram obra da Democracia mas de um regime autoritário de Deus, Pátria e família.

    • ZE LOPES says:

      Pois claro, chefiado pelo insigne Salazar, que nunca foi fascista!

      Aliás, a diferença entre Salazar e outros queridos ditadores está bem presente quando se analisam os momentos decisivos das suas carreiras. Com quem estavam nesse instante?

      Pois, Hitler estava com a mulher. Mussolini com a amante. E Salazar? Estava com o barbeiro.

    • Paulo Marques says:

      Ordem pública e civilidade era fechar o Menos num hospício até aprender o que é viver em sociedade – até o seu ídolo seria a favor.

      • Paulo Marques says:
        • JgMenos says:

          Na mesma cidade testemunhei ontem um exemplo de civilidade, dois casais espanhóis subiam a Rua de Passos Manuel. Um mendigo na casa dos 30 anos acompanhou-os uns bons 50 metros de mão estendida pedindo dinheiro, que precisava de comer,…
          Um mimo de civilidade.

          • ZE LOPES says:

            É por isso que estou contra aqueles esquerdalhos que querem acabar com as touradas. Uma maneira de rentabilizar as praças, já que a época das ferroadas é curta, seria servirem para concentrar os mendigos durante o resto do ano, a fim de não incomodarem os turistas. Principalmente se forem espanhóis que não estão habituados à existência de mendigos. Lá não há. Até porque as praças de touros abundam. Lá está!

            Aliás, consta que Salazar tinha um projeto semelhante. No entanto, foi obrigado a recuar porque Cerejeira não gostou. Se os mendigos desaparecessem eram menos uns empregos na Igreja que se iam embora. Não sabia o que fazer a tanto padre, tanta freira e tanta beata. As próprias conferências de S. Vicente de Paulo estariam em risco! Salazar não arriscou. As consequências poderiam ser desastrosas!

          • Paulo Marques says:

            É o que quer a troika, que Portugal não manda nada.

      • Ricardo Silva says:

        O esquerdalhos, como de costume, falam muito e fazem pouco.

        • Paulo Marques says:

          Os direitolosa pedir mais quando são enrabados pelos capitalistas.

        • ZE LOPES says:

          “O esquerdalhos, como de costume, falam muito e fazem pouco.”

          Que frase admirável, ó Silva! Só uma pequena questão: era suposto que os esquerdalhos fizessem alguma coisa? Ou que não fizessem?

          Como dizia o outro “To be or not to be, that is the question”. Enquanto segurava uma caveira de um bobo. O que pode ser traduzido por “Ser ou não ser, eis a questão”. (aplicável a direitrolhas como V. Exa.) ou “Estar ou não estar, eis a questão” (Idem).

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