Incêndio em directo

Fotografia: Pedro Nunes/Lusa@Expresso

Eram 04:30h, mais coisa, menos coisa, e vários canais continuavam a transmitir imagens do incêndio que lavrava na Serra de Sintra. Havia câmaras entre mangueiras, coadjuvadas por jornalistas esbaforidos, e relatos emocionantes sobre a proveniência dos meios de combate. Porque a exploração mediática do negócio dos incêndios não tem limites. É showbiz.

Preocupações com a estrema-direita

Le Pen, Áustria, Bolsonaro, só para enumerar três. Muitas preocupações, justas, com que se tem passado e com o que pode vir a acontecer. Mas observo amiúde que há muitos olhos que se fecham perante o que se passa na América. A extrema-direita está no poder numa das nações mais importantes do mundo. Trump é o fascista, ou lá o que lhe queiram chamar, que chegou ao poder. Fica a lembrança, para que não se vista a cara de estadista preocupado num lado e se faça de conta que nada se passa no outro.

Próxima revolução no SNS: a auto-cirurgia

O Serviço Nacional de Saúde não tem capacidade para estancar as mortes por infecção contraída no Hospital. São milhares por ano. É, de facto, mais avisado, deixá-los em casa. Improvisa-se um bloco operatório na cozinha e uma unidade de cuidados intensivos numa janela do oitavo andar. O resto fica para as funerárias americanas. Afinal, trata-se de carne para canhão. Viva a república.

 

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