A campanha contra Rui Rio no caso José Silvano

Parece-me óbvio que todas estas notícias sobre o deputado José Silvano têm como objectivo último atingir Rui Rio. Uma campanha laboriosa que começou no momento exacto em que ele foi eleito líder do PSD. Não sei se por não ser aquele que os barões do Partido queriam, não sei se por vir do Porto, mas por algum motivo pouco nobre é de certeza…
O facto de não gostar de Rui Rio, nem dos seus tiques de pequeno ditador, não me impede de ver a realidade. Claro que ele se pôs a jeito. E a reacção que teve a mais um caso demonstra que a sua tão propalada seriedade e verticalidade ficou nas calendas gregas. Mais concretamente no primeiro mandato como presidente da Câmara do Porto, onde, por não ter maioria absoluta, teve de governar com o PCP.
Quanto ao resto, alguém acredita que o caso José Silvano, um dos coveiros do Vale do Tua, não acontece amiúde em todas as bancadas parlamentares? Acredito que não aconteça no PCP (não me falem do Partido de Ricardo Robles) e sei que o deputado do PAN não tem ninguém com quem partilhar a password. Os outros, parafraseando o linguajar refinado de António Oliveira, é tudo o mesmo putedo. No CDS, no PS, no PSD – onde o escolhido foi Silvano por ser o braço-direito de Rui Rio.
No meio disto tudo, vamos fingir que Ferro Rodrigues não sabia. Que não é conivente e não pactua com esta prática generalizada.
Um presidente da Assembleia da República digno, com um pingo de sentido de Estado, tinha enviado de imediato todo o processo para o Ministério Público. Mas como sabemos, ele está a cagar-se tanto para o sentido de Estado como se esteve a cagar em tempos para o segredo de Justiça.

Comments

  1. doorstep says:

    Sábias palavras.

  2. Manuel Silva says:

    Ricardo:
    Porra, acorde.
    «Acredito que não aconteça no PCP»
    Há uma coisa intrigante entre nós, esta complacência para com o PCP.
    Os outros são todos corruptos, o PCP não.
    Os outros gerem mal as autarquias, o PCP não.
    Os outros roubam, o PCP não.
    Os outros não apoiam a cultura nas autarquias, o PCP apoia.
    Os outros não apoiam as escolas, o PCP apoia.
    Porra.
    Abram os olhos.
    Vão à Margem Sul, visitem Alcochete, Sesimbra, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Palmela.
    Vejam com olhos de ver o estado das ruas, estradas e do património edificado.
    A limpeza, os espaços verdes, etc.
    Quanto às contas, vejam o Índice de Transparência Municipal e as dívidas de cada autarquia.
    E o número de funcionários por 1000 habitantes.
    Quanto à corrupção, há muitas formas de a praticar, imaginem esta hipótese de trabalho, um mero delírio meu, que estou, talvez, com febre: uma autarquia tem muitos mais funcionários do que precisa, mas tem um excelente sistema de recrutamento, escolhendo sempre os melhores (por mero acaso, militantes do partido que governa).
    Os funcionários pagam o dízimo ao partido.
    Apesar de tantos funcionários, aquilo é só mangas de alpaca. Operacionais que trabalhem no terreno não há.
    Contrata-se empresas externas de conhecidos, que fazem o resto que eu não digo, estou apenas a delirar. Nada disto existe, como é evidente.
    Eu conheço bem a zona, tenho lá familiares, sei de uma câmara que, estando falida, pediu um resgate ao Ministério das Finanças.
    Concedidos os milhões, os 2 primeiros actos de gestão foi contratar uma estátua à resistência (no tempo da ditadura), que é um verdadeiro mamarracho. E a quem? A um artista de Alcobaça bem conhecido por razões que não são o reconhecimento artístico. Não contente, mandou construir um pórtico e um palco numa praça para as festarolas.
    Já se perguntaram por que razão a Margem Sul tem os mais altos índices e abstenção autárquica do país?
    Muitas autarquias têm cerca de 60% (e até 63%) de abstenção?
    Mas os executivos são eleitos com maiorias absolutas de 18,98% do corpo eleitoral (que o milagre do Método de Hondt transforma em 45 ou 46%, dada a abstenção).
    Estando o sistema bloqueado, também por ausência de alternativas credíveis, as pessoas desistem e os «donos daquilo tudo» propagam a sua brilhante gestão, quase sempre com maiorias absolutas, porque o povo lhes reconhece méritos.
    Mas qual povo?
    Os militantes e simpatizantes que são, no máximo, até 20% dos eleitores..
    Chega de cegueira.

    • João Conde says:

      Tenha calma homem.
      O que ele disse foi apenas que nas bancadas do PCP não se pratica o esquema de assina lá por mim que eu tenho uns assuntos a tratar lá no meu escritório de advogados.
      Não se assuste que ninguém quer transformar a sua terra numa república comunista.

    • Rui Naldinho says:

      Manuel Silva, não se excite!
      Aquilo que o Ricardo diz é factual, para não dizer mesmo, o óbvio.
      Ninguém diz que o PCP não é corruptível, como se estes fossem uma casta pura, de gente acima de qualquer suspeita. Isso não existe. Nem aqui, nem em lado nenhum.
      Como é natural, tendo o PCP menos força nas urnas, sendo eles detentores de autarquias com menos capacidade de receita, onde prolifera grande parte do proletariado das grandes metrópoles, noutros casos, em áreas desertificadas, difícil seria arranjar ali grandes negociatas.
      Por outro lado, o PCP é um partido de oposição. Sendo um partido fora da esfera do Poder, é normal que “não mame da mesma gamela, de onde os três partidos do arco da governação, mamam”.
      Agora, isso não inviabiliza que se diga, com alguma certeza, que os coveiros da pátria, são PS, PSD e CDS. Disso não duvide. As centenas de casos judiciais que percorrem as barras dos tribunais são de uma evidência atroz.
      Não há culpados? Nunca haverá, condenações?
      Sim, neste país, nem todos vão para a cadeia. Mas aí a culpa é só nossa. Porque estamos dispostos a perdoar os nossos corruptozinhos de estimação, e só nos preocupamos em prender os outros. Metam-nos lá a todos, sem olhar ás origens partidárias ou clubisticas, e vão ver que acabam-se os abusos. Ou pelo menos passam a ser excepções.

    • Carlos Almeida says:

      Vamos a factos, Sr Silva
      Se o Partido Comunista Português, tivesse ponta por onde pegar, tudo o Centrão Politico, PPD/PSD e PS com os escribas que têm ao seu serviço em Jornais, pasquins digitais e Canais de TV, já lhes tinham caído em cima, como fizeram com o Bloco de Esquerda com aquela da casa do dirigente bloquista. Isto para não falar do CDS.
      Se calhar não caem em cima, nem que seja com insinuações porque não encontram nada O PCP, sabe bem que não pode tolerar liberalismos internos e quando os tolerar está arrumado.
      No PCP há disciplina interna, que é o que não acontece no PPD/PSD, no PS e até no Bloco. É claro que os escribas ao serviço do Centro Esquerda/ Centro Direita irão dizer que a disciplina é totalitarismo, mas no dia que o PCP entrar no liberalismo interno, está arrumado.

      • Manuel Silva says:

        Carlos:
        Explique-me o senhor a baixa continuada de votos no PCP desde 1975 até 2015.
        Em 1975, com 6,5 milhões de eleitores, teve 700 e poucos mil votos.
        Em 2015, com 9,5 milhões de eleitores, teve 400 e poucos mil votos.
        Câmaras e deputados já teve mais de 50 de cada, hoje tem pouco mais de 30.
        Afinal, a «honestidade» e a eficácia organizativa não resultam.
        Perdeu bastiões no Alentejo (Beja, Mértola, Aljustrel, Castro Verde) e no distrito de Setúbal (Almada, Barreiro, Sines).
        Fico à espera da sua resposta.

        • Carlos Almeida says:

          Não resultam sempre não. Muita vezes as pessoas vão atrás das falsas soluções dos xuxas, versão de “esquerda” do PPD

          • Manuel Silva says:

            Carlos:
            Sim, quando as coisas correm mal, o povo enganou-se.
            Quando correm bem, foi uma sábia escolha.
            Conheço esse argumento de geometria variável de acordo com as conveniências.
            Temos 40 anos de resultados sempre com a mesma tendência, embora com ligeiras flutuações.
            Ah, povo estúpido!

          • Carlos Almeida says:

            “Sim, quando as coisas correm mal, o povo enganou-se.
            Quando correm bem, foi uma sábia escolha.”

            Isso é assim com todos os partidos.
            Não tenho procuração do PCP para o defender até porque sou muito critico à sua politica nalguns pontos. Mas aquilo que disse no 1º post relativamente à disciplina, mantenho.

            É natural que o PCP que há 40 anos não tinha concorrência à sua esquerda que lhe pudesse diminuir a votação, como aconteceu nos últimos anos. Por outro lado nos anos a seguir ao 25 de Abril, o papel reaccionário do Partido Socialista e de Mário Soares concretamente, no apoio à Extrema Direita, do ELP de Spínola, aos atentados bombistas e assaltos as sedes dos Partidos de Esquerda, com a conivência do Carluchi embaixador Americano em Lisboa, trouxesse pouca popularidade para o PS no Alentejo.
            Nesse tempo o PS era o defensor dos interesses da direita no Alentejo, onde praticamente o PPD e o CDS não tinham sequer sedes.
            Com o passar dos anos para muita gente, essas atitudes do PS foram esquecidas, e embora por la continuem a andar no PS muitos anti comunistas como era o Dr Mario Soares. Mas as pessoas foram-se esquecendo do que é na realidade o Partido Socialista, principalmente no Alentejo. É natural que as novas gerações tenham tendência em votar mais no PS do que 30 ou 40 anos atrás.
            Mas para mim, que estou à vontade porque nunca votei PCP, e sempre critiquei o PCP naquilo que acho de errado, mas não sou anti comunista, o PS quem o conhecer que o compre.

        • Paulo Marques says:

          O PCP esqueceu-se de encontrar economistas que justifiquem a viabilidade das propostas. Não por serem impossíveis, mas por serem complicadas de realizar estando agarrado aos “mercados” “livres” e impossíveis de vender ao eleitorado.


  3. R.Rio anda à deriva sem projecto nem discurso. Não vejo ninguém a queimar as pestanas para atinjir R Rio a não ser os seus subditos e ele proprio.

  4. Manuel Silva says:

    Rui Naldinho:
    Eu não estou excitado, custa-me ver normalizada e difundida aos sete ventos a propaganda, que é bebida, sorvida, acriticamente pelas pessoas, que assim se deixam manipular facilmente.
    Disse: «com menos capacidade de receita, onde prolifera grande parte do proletariado das grandes metrópoles,»
    Você sabe do que está a falar?
    Nos concelhos de Palmela (Autoeuropa, Continental Teves, SLEM, Benteler, SAS-Autosystem Technick, Faurecia), Seixal (Siderurgia Nacional, Megasa-Produtos siderúrgicos, Lusosider-Aços Planos), Setúbal (Portucel-Navigator, Secil, Sapec, Lisnave) estão as maiores fábricas e outras industrias do país.
    E da Margem Sul entram, diariamente, 104 mil carros em Lisboa (73 mil pela ponte 25 de Abril e 31 mil pela Vasco da Gama), carros de gente que não é propriamente pobrezinha para ir de popó para o emprego.
    Isto considerando que nas horas de ponta há 4 comboios por hora para Lisboa e vários autocarros.
    E na Margem Sul está o proletariado de camisa branca (no caso, de fato de macaco branco) da Autoeuropa (e do ninho de empresas associadas a esta, Faurecia, etc.)
    Veja nos anuários industriais a percentagem destes 3 concelhos na indústria nacional.
    Para não falar dos concelhos de Almada (Bunge Ibérica, Fueltejo), Barreiro (Fisipe, Quimitécnica), Montijo (Raporal, Carmonti, Secil: Pré-betão), Moita (Fibnet-Engenharia e Telecomunicações, Emmsa-Espanhola de montagens metálicas) e Alcochete (Crown Cork & Seal e Bridgestone), também com indústria significativa em volume de negócios e de exportações. A lista não é exaustiva.
    Essa treta da falta de recursos não passa de conversa de tasca.
    Até os concelhos de Alcácer do Sal (Vomar, Sutol, Herdade da Comporta), Grândola (Troiaresort, Luís Ganhão-Cortiça), Santiago do Cacém (Sear-Sociedade Europeia de Arroz, Oceanus-Pescado) e Sines (Reposol-Polímeros, Euroresinas, PSA-Contentores, Carbogal-ENngineered Carbons) têm indústria considerável, além do turismo: Tróia e Comporta.
    Dos 13 concelhos existentes, qual é o que é desertificado na Margem Sul e distrito de Setúbal, feudo do PCP desde o 25 de Abril?
    O que há é péssima gestão (de que se salva Setúbal com a Maria das Dores Meira, que faz obra que se veja e útil, mas já duplicou a dívida herdada dos socialistas) e há 50% de gastos dos orçamentos camarários só em ordenados (ainda ontem um cromo da câmara de Almada mandou para aqui um comentário a partir do e-mail da câmara, portanto, nas horas de serviço).
    Mais os milhões em festarolas – o Sol da Caparica, inventado há 4 anos, salvo erro, custou, este ano, 700 mil, mas já custou 1,5 milhões, 1,2 milhões, etc., conforme os anos
    E há tudo o resto de desperdício, menos o que faz falta.
    E há a taxa de IMI (média distrital), que é um imposto camarário, mais alta do país desde que há este imposto, desde 2003.
    O país tem 22 distritos (continente e ilhas) e 308 câmaras, porque é que aqui sempre houve o IMI mais alto?
    Todos os anos a taxa média mais alta dos 22 distritos.
    E se for câmara a câmara, 48% têm a taxa mínima (0,300) e 65% têm taxas entre a mínima e a média nacional (0,350).
    E se for ao IMI Familiar, só 3 câmaras em 13 (23%) tem este auxílio às famílias com filhos.
    Mas há 202 câmaras com este apoio, correspondendo a percentagens entre 70% e 100% das câmaras de cada concelho.
    Porquê?
    Estes dados não foram inventados por mim, constam no Portal das Finanças (depois têm de ser trabalhados, agregados).
    Se quiser eu envio-lhe 4 quadros com tudo tratado, a cores, que é mais agradável de ler.
    E os dados das empresas contam nos anuários industriais do Instituto Politécnico de Setúbal.
    Eu não falo de cor, Rui Naldinho.

    • Manuel Silva says:

      Adenda:
      Onde está: «E se for câmara a câmara, 48% têm a taxa mínima (0,300) e 65% têm taxas entre a mínima e a média nacional (0,350).»
      Acrescentar: No distrito de Setúbal, apenas Alcácer do Sal tem, há 5 anos, a taxa mínima (0,300), e apenas Sines tem, desde 2011, uma taxa um pouco acima da taxa média nacional (0,360 e, nos 2 últimos anos, 0,355).

    • Rui Naldinho says:

      Quase tudo aquilo que você escreveu é verdade. Nem discuto. Mas não me diga que a margem Sul não é maioritariamente de esquerda, com forte proponderância do PCP, porque o seu universo sociológico é de classe média baixa, mas acima de tudo com muita gente a viver do salário mínimo, e com uma forte incidência de imigração africana e brasileira. Por exemplo, Sintra, Cascais e Oeiras, são o contrário. Talvez por isso votem de outra maneira.
      Também é verdade que o PCP está em declínio. Mas onde resiste, é nessas zonas. Setúbal, Seixal, Barreiro, Montijo, Sesimbra, Palmela e Almada. A Norte até há bem poucos anos dominavam a Amadora e Vila Franca de Xira. Agora, ainda tem Loures e não tenho a certeza, se Odivelas.
      Também há uma mudança no tecido social nesses conselhos, com a segunda habitação na margem Sul, das classes médias mais abastadas, junto das praias.
      Ha menos corrupção nas autarquias geridas pelo PCP, ainda que possam sempre existir alguns focos, porque essas áreas urbanas são menos especuláveis, por norma.
      Não ver isto, e achar que tudo é igual, mesmo sendo diferente, é que me parece redutor.

  5. Manuel Silva says:

    Rui Naldinho:
    Tem que ter mais cuidado com o que diz.
    Começa por afirmar que quase tudo o que digo é verdade, logo, algumas coisas serão mentira.
    Gostava de saber quais.
    Mas, depois, afirma que o PCP resiste nestas câmaras:
    – Montijo, é falso, o PS ganhou a câmara em 1997 e nunca mais a perdeu, e em 2017 teve maioria absoluta;
    – Barreiro, é falso, perdeu para o PS, pela segunda vez, em 2017, para uma jovem equipa que tem trabalhado muito bem até agora;
    – Almada, é falso, perdeu para o PS pela primeira vez, para a Inês de Medeiros;
    – Setúbal, é verdade, o PCP retomou a câmara em 2003, depois de um longo jejum desde 1982, última vitória com o dinossauro Francisco Lobo, tendo deixado todo o concelho num estado calamitoso. Mas só esta Presidente, Maria das Dores Meira, tem feito obra que se veja, muito útil e bem pensada, embora à custa de um dívida colossal, já duplicou a herdada dos socialistas;
    – Seixal, Moita e Palmela, é verdade, mas o PCP perdeu a maioria absoluta em 2017, pela primeira vez;
    – Sesimbra, é verdade, retomou a câmara ao PS em 2005 e tem maioria absoluta;
    Neste momento tem também:
    – Alcácer do Sal, reganhou-a em 2013, com maioria absoluta, devido a lutas intestinas do PS local (que apresentou Torres Couto, veja lá ao que aquilo chegou). O PCP apresentou o anterior presidente de Santiago do Cacém, que não se podia candidatar mais uma vez, devido à limitação e mandatos na mesma câmara;
    – Grândola, reganhou-a em 2013, mas em minoria, com a saída de Carlos Beato, os restantes vereadores do PS entraram em guerra. Mas teve de recorrer ao velho dinossauro Figueira Mendes, que foi buscar aio armário dos reformados mantidos a naftalina, fora presidente de 1976 a 2001, quando perderam a câmara
    – Santiago do Cacém, com um independente que repetiu a vitória tranquila de 2013, com maioria absoluta.
    Portanto, o PCP tem 8 câmaras, 3 delas em que perdeu a maioria absoluta em 2017 e uma em que já estava em minoria.
    O PS tem 5: Montijo e Sines com maioria absoluta; Alcochete (reganhou-a em 2017, depois de o PCP ter deixado todo o concelho num estado calamitoso, com uma dívida colossal e a perda de fundos europeus por isso), Almada e Barreiro em minoria.
    A norte do Tejo, no distrito e Lisboa, só tem Sobral do Monte Agraço e Loures. Odivelas é PS.
    Disse ainda: «Há menos corrupção nas autarquias geridas pelo PCP, ainda que possam sempre existir alguns focos, porque essas áreas urbanas são menos especuláveis, por norma.»
    Diga-me lá onde comprou o seu medidómetro da corrupção, tão preciso, que eu quero também comprar um. Eu já expliquei no primeiro comentário que há várias formas de corrupção, até há a corrupção moral. Quem vive nos locais, observa o que se passa, vê a obra (por realizar), vê orçamentos monstruosos de milhões de euros esvaírem-se ano após ano sem resultados, tem de se perguntar o que é feito do dinheiro. E depois ainda ouve a choraminguice da falta de transferências do Governo Central. A puta que os pariu, senhores autarcas, enxerguem-se.
    Eu também avancei com outros dados objectivos nos impostos municipais, mas nem lhe pegou, talvez considere, com base em previsões do tipo das do Professor Karamba, que nas câmaras do PCP, partido amigo do povo, os impostos são mais baixos.
    É precisamente o contrário.
    Disse também: «Não ver isto, e achar que tudo é igual, mesmo sendo diferente, é que me parece redutor.»
    Eu não vejo tudo igual, por isso falo de Setúbal positivamente, por conhecer bem, vivi lá 11 anos. E digo o pior possível de Palmela, vivi lá 21 anos, Já lá não vivo, mas tenho muitos familiares e venho quase todos os fins-de-semana.
    O Rui é que parece assentar as suas fortes convicções em areia movediça, portanto, para quê eu insistir?
    As redes sociais estão-se a tornar não só o sítio da fake news intencionais, como, também, das opiniões fake, por assentarem no total desconhecimento da realidade.

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