Por uma Justiça igual para todos

Começa hoje o Fórum Económico Mundial, realizado anualmente em Davos, nas montanhas suíças.

Neste “baile”, os gigantes económicos mundiais, a elite da globalização, dão-se ao trabalho de fingir que têm nobres preocupações. O presidente executivo e fundador do fórum, Klaus Schwab, afirma assim que: Há pelo menos duas décadas que o Fórum de Davos alerta para que “o excesso de globalização” levaria a uma “situação de desequilíbrio e desigualdade” a qual “não era sustentável sem responsabilidade social.

Obrigadinha pelo aviso, dá imenso efeito olhar ao que se diz e não ao que se faz.

Para o agravamento das desigualdades e dos danos ambientais, esta globalização promovida a todo o gás pela União Europeia tem dado um contributo inestimável.

Lá fora, cercados de polícia, estarão em Davos activistas que protestam contra esta viagem global descarrilada.

E não só em Davos. De Davos a Den Haag e de Berlim a Bucareste muitos milhares de cidadãos europeus exigem o fim do sistema de justiça paralelo e secreto, o ISDS, que tão bem serve a actual forma da globalização, para atacar legislação que protege as pessoas e o planeta.

A petição que hoje é lançada apela também ao estabelecimento de um Tratado Vinculativo das Nações Unidas sobre multinacionais e direitos humanos, que permita responsabilizar as empresas pelos abusos e danos que provoquem em qualquer parte do mundo e acabar com a sua impunidade.

Assine e divulgue hoje mesmo, aqui ou aqui.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    Um “sistema de justiça paralelo e secreto” não é propriamente novidade nenhuma. Desde há muito que é permitido, por exemplo, que as comunidades muçulmana e judaica (especialmente esta última) tenham sistemas de justiça paralelos para os seus problemas familiares.

    • Ana Moreno says:

      Então está tudo bem, Luís Lavoura, os governos são uma fantochada e nós estamos cá para pagar seja lá como for. E o planeta já existe há demasiado tempo, que aguente mais um anitos e chega, depois já não estamos cá, não é?
      Francamente.

    • Paulo Marques says:

      Não, não é permitido.

  2. JgMenos says:

    Quanto mais felizes eram os europeus no tempo do imperialismo europeu…e que vida saudável era então a dos chineses com sua tigelinha de arroz … e que bem ordenada estava a África…
    !!!
    Horrível globalização.

    • ZE LOPES says:

      Não me diga! V. Exa. agora também é fadista? A letra não está má, exprime uma saudade genuína e pungente, um lamento existencial profundamente salazaresco. Podia era rimar melhor, mas não se pode ter tudo.

      Qual o fado apropriado? Talvez o Fado Menor (em atenção ao fadista), o Fado Fininho (idem), ou talvez o Pinóia, ou o Maria Alice (idem, idem).

    • Paulo Marques says:

      O imperialismo agora não é europeu, é só alemão. Quando ao resultado, os gregos explicam. Mas numa coisa tem razão, a China só obteve prosperidade a comer o ocidente com as suas próprias regras sem intenção de as cumprirem eles.
      Isto é uma maneira de fazer globalização, mas como demonstram os neo-mercantilistas, já foi à vida.


  3. …. assuntando consciente e seriamente :

    a PETIÇÂO aqui apresentada pela nossa Ana Moreno é forma de intervenção possível a todos, precisamos de todas as boas vontades esclarecidas,
    trata-se de lutar pelo futuro nosso e dos vindouros acreditando que ainda valerá a pena, e outras formas de intervenção aí estão a formar-se e a avançar, força, companheiros, jovens, avante !

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